Lar Dom Bosco lança o projeto Apadrinhe com Amor

 

O Lar Dom Bosco lançou, nesta semana, o projeto Apadrinhe com Amor, cujo objetivo é proporcionar aos acolhidos da instituição a oportunidade de vivenciar um modelo concreto de convivência familiar e comunitária, por meio dos voluntários pré-cadastrados pela equipe técnica na entidade.

“Antes de falar sobre o programa, gostaríamos de explicar como funciona o Lar Dom Bosco. Muita gente trata a instituição como orfanato e que as crianças e jovens que lá residem estão disponíveis para adoção. Na verdade, o Lar Dom Bosco é uma instituição de acolhimento, que recebe as crianças e jovens que têm família, mas não têm estrutura; e este acolhimento é feito somente por meio de uma Ordem Judicial”, explica Sabrina Stracci, presidente da entidade que, juntamente com a segunda tesoureira, Ana Luiza Russo, e a gestora institucional, Cássia Frattini, vieram à nossa redação.

Elas esclarecem que a grande função do Lar Dom Bosco, que acolhe crianças e jovens de 0 a 18 anos, é dar a eles um ambiente melhor do que estavam. “Eles chegam com uma bagagem muito pesada, de abandono, negligência, abuso sexual e também emocional. Saem de um lugar nocivo para estarem protegidos, no entanto, sem perder o envolvimento com a sociedade”, diz Ana Luiza.

“Eles praticam esportes, fazem aulas de inglês, utilizando tudo o que a Rede Pública e o nosso grupo de voluntários oferecem”, completa Cássia.

O projeto Apadrinhe com Amor surgiu para complementar esta integração na sociedade, pois, ao serem apadrinhados, eles passam a ter referências positivas e um modelo familiar para ser seguido. “Muitos dos acolhidos chegam sem estas referências e, ao ter a convivência familiar, entendem que é possível ter amor e respeito dentro de um lar, formam conexões saudáveis de família e sociedade, e aprendem a conviver e a se comunicar”, enfatiza a presidente da entidade.

Como participar do projeto
Para participar do projeto Apadrinhe com Amor existem algum pré-requisitos, entre eles a idade mínima de 25 anos, respeitando a diferença de 16 anos entre ambos, conforme recomendado o Estatuto da Criança e Adolescente, porém, vale destacar que, antes de tudo, dinheiro não é um deles. “A intenção não é doar aquilo que lhe sobra e sim o que ele tem para oferecer, e o principal deles é o tempo. A periodicidade dos encontros é uma das coisas mais importantes para ser um padrinho, pois entre os objetivos está o de proporcionar momentos de afeto com o apadrinhado”, explica Cássia.

Os interessados serão pré-cadastrados e passarão por uma entrevista com a Equipe Técnica da Instituição, que avaliará a possibilidade do apadrinhamento. “Muita gente acaba confundindo o apadrinhar com o adotar. Portanto, pais que estejam na lista de espera para adoção, não estão aptos para este programa, pois acabam ficando mais vulneráveis, causando sofrimento a si e até mesmo ao apadrinhado, criando-lhe falsas esperanças”, dizem as diretoras do Lar.

Assim que considerados aptos para participarem do projeto, serão agendadas visitas à instituição, para a realização de palestras e roda de conversas para mais esclarecimentos sobre o desenvolvimento do projeto e, assim, promover o laço afetivo e de confiança entre os envolvidos. “Vale destacar que a escolha do apadrinhamento vai levar em consideração o que a criança ou o jovem desejam. Muitas vezes, no primeiro encontro não há afinidade e isso é normal. Por outro lado, os padrinhos podem escolher mais de um apadrinhado”, esclarecem elas.

Finalizados os processos, o padrinho poderá visitar seu afilhado periodicamente, participando ativamente de sua vida social e escolar. Pode financiar cursos, tratamentos e qualquer atividade de apoio à qual possa colaborar para o melhor desenvolvimento do afilhado. “Além disso, podem fazer pequenos passeios, somente em Socorro, e fazê-lo participar de refeições e comemorações familiares, além de datas festivas, como Natal, Ano Novo e aniversários, estreitando assim, ainda mais os laços afetivos, o laço de amor”, ressaltam as diretoras.

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