Cineastas socorrenses são aclamados por público do 5º Santos Film Festival

Diego da Costa em set de filmagem

“Tenho participado de diversos festivais com meus filmes, mas o 5º Santos Film foi especial para mim”, relata o cineasta Diego da Costa em entrevista para O Município. Não é para menos, o documentário “Plebe é rude” produzido por ele e pelo também socorrense Hiro Ishikawa foi ovacionado pelo público do Festival Internacional sediado em Santos, levando o 1º lugar na nova categoria Filme de Rock que cativou não apenas os cinófilos de carteirinha, mas também os aficionados por música e, em especial, pelo Rock.

“O Diego conheceu o Philippe Seabra, da banda plebe Rude, no Festival de Paulínia. Ele deu a ideia do Doc, que tinha bastante material, e, como éramos fãs da banda, aceitamos na hora. Fizemos uma primeira rodada de entrevistas em Brasília e, com esse material em mãos, oferecemos uma coprodução ao Canal Brasil, que vestiu a camisa do projeto e o lançou com destaque no Dia Mundial do Rock. Então, ficamos muito felizes com esse prêmio, porque era o melhor prêmio que o filme poderia ganhar: melhor filme de rock realizado!”, comenta Hiro. “Eu nunca tinha participado desse festival e o interessante de ter sido online é que ganhou uma amplitude internacional, então muitas pessoas que não poderiam ir para Santos, conseguiram ter um gostinho do que seria o festival presencialmente”, completa.

No sábado, 17/10, em Live em seu canal Histórias do Cinema, o jornalista e crítico cinematográfico André Azenha ressaltou a já tradicional e importante participação de Diego na iniciativa santista de trazer para o cinema de rua e o público litorâneo as produções alternativas e do cinema arte. Azenha entrevistou o cineasta socorrense e a atriz Frô Santos sobre o filme “Selvagem” que recebeu, no mesmo festival, a menção honrosa na categoria Humanidades, que premia produções que tragam em seu enredo temas que levem à reflexão sobre questões de relevância social.

Com 95 minutos de duração, o filme apresenta a história dos adolescentes Sofia (Frô Santos) e Ciro, que estudam em uma escola pública que sofre com a falta de merenda, problemas de infraestrutura e ameaças de fechamento por causa de novas medidas do governo. Quando os estudantes decidem fazer uma ocupação da escola, os dois não se unem ao movimento imediatamente. Aos poucos, começam a perceber a importância das reivindicações, o que convida o telespectador à reflexão.

Em tempos de pandemia e crise no setor cultural, o Santos Film Fest foi considerado por seus organizadores um evento de resistência, tendo suas datas alteradas e sendo realizado entre 29 de setembro e 6 de outubro totalmente online, com todos os eventos gratuitos,  em parceria com a videocamp. Para os cineastas, isso trouxe uma maior abrangência de público e participação nas demais atividades do festival, como as palestras e debates sobre a 7ª arte.

Hiro Ishikawa em cenário

“A participação no Santos Film Festival desse ano foi especial pra mim. Primeiro porque eles abriram uma mostra Rock e eu acabei entrando com dois filmes: Os Caubóis do Apocalipse, gravado em Socorro e A Plebe é Rude, documentário da banda brasiliense que co-dirigi com Hiro Ishikawa e que ganhou o prêmio de melhor filme de rock pelo juri popular. Além disso, meu filme de trabalho atual, Selvagem, participou da Mostra Humanidades e ganhou o prêmio do juri. Nunca antes eu tive tanto retorno de público, trazendo impressões dos filmes, pessoas emocionadas, postagens maravilhosas.”, finaliza Diego.

O filme “Selvagem” aguarda lançamento pelo Cinemark, mas o documentário “Plebe é rude” pode ser visto no Canal Brasil e no Now da Net.  Já a entrevista de André Azenha com Diego está no canal  www.historiasdocinema.com

 

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