Cobrança em excesso e falta de compreensão dão margem para o surgimento de várias doenças, alerta a psicóloga socorrense Marilu de Faria

Qualidade de vida nunca esteve tão em pauta. Ela que engloba a saúde física, as questões alimentares, os hábitos saudáveis, os cuidados com o corpo (estética)… E tudo isso é muito importante, porém, também é preciso atentar para os cuidados com a Saúde Mental.

A psicóloga Marilu de Faria Boneti explica que muitas pessoas ainda entendem que “Saúde Mental” significa “Doença Mental”, porém, ter saúde mental implica em muito mais que ausência de doenças mentais.

Diante dessa importância, foi criada a campanha do “Janeiro Branco”, convidando as pessoas a pensarem sobre suas vidas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, seus pensamentos e comportamentos.

Abraçando a campanha dedicada a colocar os temas da Saúde Mental em máxima evidência no mundo, em nome da prevenção ao adoecimento emocional da humanidade, convidamos a Marilu de Faria Boneti para falar um pouco mais sobre o tema:

Qual é o objetivo da campanha Janeiro Branco?

A campanha visa lembrar, logo ao iniciar o ano, que assim precisamos cuidar do nosso bem estar mental. Afinal, fizemos nossas promessas, nas áreas financeira, de relacionamentos, de tomada de decisões, de dietas, exercícios… E se não cuidarmos de nossas emoções, elas podem ser “promessas frustradas”. Precisamos então, cuidar de nossa saúde mental.

Segundo o CFP  – Conselho Federal de Psicologia – , Saúde Mental “é a capacidade de tomar decisões em relação à própria vida, se organizar interiormente e organizar o que está em volta”.

Como dar mais atenção a nossas emoções e ser “mentalmente saudáveis”?

Ao perceber que vivemos um modelo de vida chamado “24/7”, ou seja, estamos disponíveis “24 horas, 7 dias na semana”, temos que dar uma atenção mais que especial a nossas emoções.

Nota-se que esse modelo de vida desenvolveu mais doenças mentais, tais como estresse no trabalho, depressão, ansiedade, pânico, fobia, suicídio… A cobrança é em excesso e a compreensão está em falta. Isso dá margem maior para a frequência das doenças e o aumento do preconceito com aquelas pessoas que carregam essas.

Então, quando falamos de pessoas “mentalmente saudáveis”, definimos que ninguém é perfeito, todos possuímos frustrações, limites e, que não podemos ser tudo para todos.

Entende-se ainda que diariamente carregamos nossas emoções (como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração) e somos capazes de enfrentar os desafios e as mudanças. Porém, ao notar que não conseguimos enfrentar e mudar, é preciso buscar ajuda. Ajuda que nos auxiliará a lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.

A sensação de que o tempo passa mais rápido está ligada a esse modelo de vida “24/7”?

Nos manter nesse modelo de vida e esbarrados no não enfrentamento e falta de atitude, nos dará ainda mais a sensação de que a vida está passando muito rápido. Essa sensação é gerada pelo fato de que temos muito estímulo ao nosso redor e não conseguimos aproveitar pequena porcentagem dele.

É preciso selecionar o que desejamos. Ai então, a importância do nosso planejamento e foco!

Percebe-se que a Saúde Mental está relacionada então, à maneira como a pessoa reage às exigências de sua vida e a relação que tem com seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções.

 

Alguma outra dica para manter a Saúde Mental?

– Estar bem consigo mesmo e com os outros;

– Entender as exigências e identificar os excessos da vida;

– Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis;

– Evitar uso de medicamentos sem prescrição médica;

– Manter bons hábitos alimentares e atividades físicas;

– Dormir bem;

– Reservar tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;

– Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário, com profissional qualificado.

Algo mais?

É importante destacar que todos nós passamos por sinais de sofrimento psíquico em algum momento ou fase de vida. O que não podemos deixar é que essa situação seja recorrente ou permaneça.

Diante disso, “Falar de saúde mental, é portanto, falar de dia a dia, de convivência. É falar de normalidade, mesmo quando tudo parece sugerir loucura. É sustentar as contradições humanas da maneira como aparecem – desconcertantes, sem aviso prévio, sem compreensão imediata.

É respeitar os sujeitos pela história singular de cada um, e pensar que cada um enfrenta batalhas muito particulares na vida, recorrendo a diferentes ferramentas. É acolher em vez de excluir, principalmente na atualidade, quando grupos de pessoas ‘iguais’ se fecham em uma redoma de falsa segurança.”

Serviço

A psicóloga Marilu de Faria Boneti – CRP 06/83610 – atende na Clínica Vivaz, à Rua Irmo Zucato, 83, Centro, telefones: 3895-5985 e (19) 98129-6290 (WhatsApp)

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