Com previsão de atingir 40 mil animais, 2ª fase da vacinação contra aftosa começou nesta terça-feira

De 1º a 30 de novembro, a maioria dos estados brasileiros vai realizar a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa. A expectativa é que sejam vacinados 150 milhões de animais, até o final dessa fase. Nos estados do AC, AL, AM, CE, ES, MA, MT, PA, PB, PR, PE, PI, RN e SP, todo o rebanho bovino e bubalino deverá ser imunizado. Já na BA, GO, MS (exceto no Pantanal), MG, RJ, RS, SE e TO, além do Distrito Federal, a aplicação da dose de novembro é obrigatória apenas para os animais com até 24 meses de idade.

O rebanho do país é de cerca de 215 milhões de cabeças: 213,8 milhões de bovinos e 1,1 milhão de bubalinos. Segundo Elton Dirceu Ferreira de Andrade, técnico de apoio agropecuário, a previsão é de que cerca de 40 mil cabeças sejam vacinadas no município de Socorro.

O criador deve estar atento aos aspectos práticos e legais da imunização, atentando a obrigatoriedade de fazer a vacinação e apresentar a declaração de vacinação ao serviço veterinário oficial. Além disso, ele deve ter cuidado com o transporte e armazenamento da vacina, procurando mantê-la sempre na temperatura de 2º a 8ºC, para não perder a eficácia.

Outros cuidados são com a aplicação da dose correta do produto (5 ml) na lateral do pescoço do animal, usando seringas e agulhas limpas e não danificadas ou tortas. O produtor deve ficar atento aos prazos da vacinação, porque o descumprimento impedirá a emissão de Guia de Trânsito Animal e pode gerar multas. Confira, ao lado, o manual de boas práticas de manejo.

Serviço – Mais informações podem ser obtidas na Inspetoria Defesa Agropecuária – IDA/ Socorro, no escritório adjunto à Casa da Agricultura de Socorro, à Av. Dr. Rebouças, 116, Centro, fone: (19) 3855-2011.

Com supervisão da diretora Técnica de Divisão, do EDA Bragança Paulista – Médica veterinária Larissa Vannuccini Liguori, a equipe local é composta pelos técnicos de apoio agropecuário Elton Dirceu Ferreira de Andrade e Sérgio Faria Mendes de Oliveira e pela estagiária Camila do Carmo Oliveira.

A vacinação passo a passo

1 – Antes de começar a vacinação, deixe tudo preparado. Leve as vacinas para o curral dentro da caixa térmica; leve, também, os equipamentos necessários para a vacinação e esterilização das agulhas. Ponha tudo sobre uma mesa em local seguro e protegido do sol (caso a vacinação dure o dia todo, talvez seja preciso mudar o local da caixa, no período da tarde). Prepare as seringas e agulhas e ponha água para ferver. Carregue duas seringas e coloque-as dentro da caixa térmica em posição horizontal, até que a vacinação tenha início.

2 – Reúna os animais, levando-os ao brete ao passo, sem gritos e sem choques (repetir este procedimento quando faltarem dois animais para entrar no troco de concentração).

3 – Não encha o brete a ponto de apertar os animais, tampouco as mangas (os animais devem ocupar no máximo metade do espaço da manga).

4 – Quando estiver tudo pronto, conduza o primeiro animal ao tronco de contenção. Conduza um animal de cada vez e sempre ao passo.

5 – Antes de conter o animal com a pescoceira, feche a porteira da frente do tronco de contenção.

6 – Feche as porteiras sem pancadas.

7 – Contenha o animal com a pescoceira, sem golpes e, preferencialmente, quando ele estiver parado.

8 – Abra a porta (ou janela) imediatamente atrás da pescoceira (use o lado que for mais conveniente e confortável) para aplicar a vacina. Nunca enfie o braço por entre as travessas do tronco de contenção.

9 – Aplique a vacina na tábua do pescoço do animal. Para aplicação subcutânea, posicione a seringa na posição paralela ao pescoço do animal, puxe o couro introduzindo a agulha e aplique a vacina. Para vacina intramuscular, mantenha a seringa na posição perpendicular ao pescoço do animal introduzindo a agulha e injete a vacina.

10 – Após a aplicação, feche a porta (ou janela) sobre a pescoceira e só então abra a porteira de saída.

11 – Solte o animal já vacinado e contenha o próximo animal.

12 – O ideal é que o animal saia direto em uma manga ou brete com água e sombra e, se possível, que encontre ali uma recompensa na forma de alimento.

13 – Quando a carga da seringa acabar retire a agulha, coloque-a na vasilha com água. Pegue uma agulha limpa (já seca e fria) e coloque na seringa. Abasteça a seringa e coloque-a na caixa térmica em posição horizontal. Pegue a seringa carregada que ficou em descanso na caixa. Feche a tampa da caixa térmica. Esteja certo de que o há gelo dentro da caixa térmica, garantindo a temperatura correta (até 8 º C).

14 – Preste atenção na água de esterilização. Se estiver suja, troque a água e a mantenha sempre no nível correto (não deixe ficar de tempo em tempo, é preciso sempre colocar mais água).

15 – Ao final de um período de trabalho, ponha as agulhas em água fervente por 15 minutos. Retire as agulhas esterilizadas da vasilha com água fervente, colocando-as sobre papel absorvente limpo e seco. Cubra com outra folha de papel.

16 – Ao final do trabalho, faça o possível para passar os animais novamente pela seringa, brete e tronco de contenção.

 

 

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