Escola da Família cria espaço para a interação Universidade /Comunidade

Aos finais de semana, diversas escolas estaduais abrem suas portas para a comunidade por meio da Escola da Família. Três delas estão aqui em Socorro. O Município visitou a EE José Franco Craveiro, no último final de semana, a convite do professor Ricardo Prado, coordenador do projeto nessa unidade de ensino e acompanhamos as atividades ali desenvolvidas.

Criado em 2003, o PEF (Programa Escola da Família) tem entre os seus objetivos fomentar as relações entre universidades e a comunidade por meio de bolsas de estudo para alunos de cursos superiores privados que desenvolvam projetos nas escolas estaduais seguindo as diretrizes do programa. De acordo com Shirley Toledo, estudante de Educação Física na UNIFIA, que atua no Craveiro desde 2017, “a experiência tem sido fundamental não pela bolsa em si, mas para o aprendizado prático, pois o programa permite que o estudante conviva com todo tipo de pessoa, proporcionando uma compreensão sobre o ser humano e permitindo um desenvolvimento profissional que não se feche na teoria, mas prepare para contribuir socialmente”. Concorda com ela Wender Constantini, conhecido no PEF como o Pai – aquele que de todos cuida -, que chegou como voluntário no programa em 2017 e por ele se apaixonou.  “Além de ser uma possibilidade de aprendizado, permite que as pessoas desenvolvam a cooperação e a cidadania” afirma.  Segundo ele, “essas são coisas que estão se perdendo e, por isso, se tornam fundamentais nos dias de hoje”.

As escolas cadastradas no PEF, em qualquer município do estado, abrem das 9 horas às 17 durante os finais de semana. As atividades desenvolvidas dependem tanto das especialidades dos estagiários como das parecerias estabelecidas com voluntários. No caso do Craveiro, todo sábado, Shirley e Pai chegam antes, por volta das 8, e realizam atividades de alongamento.  Essa é a atividade preferida do pessoal da terceira idade, pois é desenvolvida especialmente para a melhora da condição física de pessoas que, por algum motivo, não tem oportunidade e incentivo de desenvolver outras atividades. No restante do dia, a quadra é aberta para treino ou campeonatos de várias modalidades esportivas. Entre elas está o Projeto de Futsal Feminino, cujo objetivo é mostrar que o esporte não se resume a uma diversão, mas é também uma atividade física, ligada à cultura e aprendizado. “Buscamos contribuir para que o jovem se afaste das ruas e saiba conviver socialmente de modo positivo” conta Shirley. 

Além dos esportes, o PEF Craveiro conta com atividades relacionadas ao estudo e aprendizagem, disponibilizando a biblioteca e a sala de informática da escola sob a orientação da estagiária Franciele Silva, aluna de pedagogia da FESB. Já Bianca Rosa, da UNIFIA, cuida do que se refere à estética e saúde. Aos sábados pela manhã, a professora Adriana Santos, especialista em Libras, ministra, voluntariamente, um curso sobre essa língua. Um novo projeto articulado em parceria com uma professora da escola é um concurso de “Cartuns, Charges e Tiras” com o tema “Personagens Socorrenses”. Planeja-se também a retomada do curso livre de espanhol para crianças, desenvolvido em 2016.  Ricardo explica que o comércio pode contribuir para a organização dos projetos e revela – agradecido – que entre seus tradicionais parceiros estão os supermercados Peru e Sartori, além da MI Calçados.

Conversamos também com a professora Gislene Ferreira, responsável pelo PEF Maria Odete, Nogueiras. Lá, além das atividades relacionadas ao esporte, há um projeto de artesanato com pintura em peças de MDF e pano de prato bastante procurado por crianças. Gislene conta que há também atividades com leitura e escrita e que a escola está aberta para a participação da comunidade não apenas nos projetos já existentes, mas também aceita propostas de novos voluntários.

O PEF Narciso Pieroni, coordenado pelo professor Alessandro, segue a mesma linha das demais escolas, desenvolvendo atividades de leitura, esportes e artesanato. Para conhecer o trabalho realizado nas PEFs ou participar como voluntário, basta procurar os responsáveis diretamente nas escolas aos finais de semana. Já o estagiário ou professor precisa desenvolver um projeto de acordo com as orientações da Diretoria de Ensino.

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