Hoje: Lisboa

Depois de ter passado por várias cidades da França, Espanha e agora, Portugal, o grupo da Peregrinação Mariana, organizado pelo padre Vicente Rosa Júnior, chega a Lisboa, a última cidade, antes de voltar ao Brasil. Quem vai nos contar um pouco do que essa cidade oferece à população local e aos turistas é Célia Regina Golo Fortunato, que sempre sonhou em conhecer Portugal, berço de sua avó Emília.

Conta a lenda que Lisboa foi fundada pelo herói grego Odisseu (Ulisses) e, como em Roma, o seu povoado original também era rodeado por sete colinas. Lisboa é a capital de Portugal desde 1255 e está situada à margem direita do Rio Tejo, que atravessa a cidade.

Fale, Celia!

Enfim chegamos à última parada de nossa jornada, a capital de Portugal, Lisboa! Tem como centro o Bairro do Rossio. Ao leste da Praça do Comércio ficam os bairros medievais de Alfama e Mouraria. Lá se encontra o panorâmico Castelo de São Jorge, que está pendurado na colina mais alta de Lisboa. No extremo ocidente a zona monumental de Belém, onde se ergue a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos. Lisboa é o centro político de Portugal, a sede do governo e da residência do chefe de Estado. É o “farol da hisofonia” – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). É, ainda, a capital mais ocidental do continente europeu da Costa Atlântica. Lisboa é conhecida como “cidade global”, por sua importância nos aspectos financeiros, comerciais, midiáticos, artísticos, educacionais e turísticos. É a mais rica do país. A parte mais antiga da cidade é Alfama, cujas casas ainda preservam antigos modelos arquitetônicos, enfeitadas com grandes estátuas. Nessa região está a Sé Catedral de construção gótica-romana de 1147. Nela encontra-se o túmulo de São Vicente. É no Mosteiro de S. Vicente que se encontra o panteão dos reis portugueses. Podemos destacar também a igreja de Santo Antonio, cujo santo é venerado no Brasil, trazido pelos imigrantes portugueses. E foi ali que assistimos à missa em ação de graças, celebrada pelo nosso querido guia espiritual, padre Vicente Rosa, para agradecer a Deus por nossa feliz viagem!

A Baixa, distrito de Lisboa, foi construída após o terremoto de 1755 e a sua praça central é o Terreiro do Paço, uma construção belíssima e enorme, com seu grande arco central. Nessa praça há uma estátua equestre (1776) de D. José I, como outras estátuas e fontes luminosas. Andamos tanto, que cansamos de ver tanta coisa bonita. Em uma dessas ruas saboreamos o delicioso Pastel de Belém, que existe desde 1837. Um verdadeiro manjar dos deuses. Na calçada em frente ao bar está escrito o nome de Pastel de Belém, no chão. É bom que se diga que todas as calçadas de Lisboa são enfeitadas com pedras lisas e brilhantes. Mais tarde entramos em uma lanchonete ou bar, não sei direito, cujo nome é “Portugal Experimente” e saboreamos o delicioso pastel de bacalhau; em sua parede havia uma placa que dizia: “Fazer os pastéis de bacalhau é tão importante como ler os Lusíadas!” – Antonio Lobo Antunes.

Lisboa conserva e muito seus antigos prédios como a Igreja do Carmo (séc. XIV), a Igreja dos Jerônimos (séc. XV), a Torre de Belém, de onde os navegantes saíram à procura de novas terras. Assim foi com Pedro Álvares Cabral, que descobriu o Brasil. Grande parte desse enorme e estiloso monumento histórico encontra-se dentro d’água, pois na época em que foi construído estava na ponta da praia, em terra firme. Próximo dali uma grande praça arborizada, em cujo centro está pintado no chão o mapa mundi daquela época.

Na maioria das praças lisboenses do séc. XVIII, erguem-se estátuas, entre as quais o Monumento dos Descobridores, do Rei D. Pedro IV (D. Pedro I para nós) e do Marquês de Pombal. Conhecemos a ponte 28 de Abril, que é muito importante para Lisboa. Ela lembra a ponte Golden Gate de São Francisco, nos Estados Unidos da América; até a cor é vermelha, também. É uma ponte pênsil rodoferroviária, ligando Lisboa à cidade de Almada. A visão dela é muito linda!

Caso você não queira sair de ônibus para conhecer a cidade, pode utilizar o Bonde 28, amarelo, de madeira, que faz um belo tour por 40 minutos por quase toda Lisboa central. Uma delícia! Aí você une o bom ao agradável e se diverte a valer!

E para encerrar essa nossa feliz viagem, fomos jantar em uma genuína cantina lisboeta, saboreando a comida ao som agradável do fado e suas danças. Um belo grupo dançava e cantava como ninguém. Nosso jantar foi delicioso. Uma noite memorável, dessas para não se esquecer jamais.

E foi nesse momento que me lembrei de minha querida avó Emília que, junto com sua família, saiu de Vila Real, Trás-os-Montes; eles se aventuraram, viajando por outras plagas além-mar e chegando ao seu único destino: Brasil! Ora, pois cá estou eu como prova viva dessa história e por saber que tenho um pouco desse aventureiro e glorioso sangue português. E como escreveu Luís de Camões em seu Lusíadas “Por mares nunca dantes navegados…” Agora que eu encontrei o caminho quero voltar! Até breve! Paz e bem!

 

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