Manifestação Pacífica acontece neste sábado, em Socorro

Na última segunda-feira, o Brasil viveu as maiores manifestações nos últimos anos,  prolongando-se durante horas em diversas cidades do país. Os protestos no Brasil combinam a contestação do aumento dos transportes públicos, com os gastos na organização da Copa do Mundo de 2014 e o descontentamento com a atuação política.

Ao longo da semana, os atos se estenderam, também, para outros municípios, inclusive os da nossa região. Nesta quinta-feira, dia 20, foram organizados protestos nas cidades de Campinas e Serra Negra e, amanhã, a manifestação está programada para acontecer em Socorro.

O ponto de partida para o “Manifesto Pacífico em Socorro”, partiu da página do facebook intitulada “Socorro da Depressão” que, em apenas 3 dias, conseguiu reunir 1400 pessoas no protesto. “Esta página é de humor crítico à cidade de Socorro. Tornou-se um grande case de sucesso, alcançando em menos de 1 ano mais de 1.800 fãs da cidade e da região, no Facebook. Os “socorrenses depressivos” (ou não) com a cidade, acompanham, sugerem pautas, compartilham e curtem nosso conteúdo; são praticamente fiéis aos nossos posts. Além disso, a página tem recebido inúmeras reclamações e insatisfações ligadas à administração pública de Socorro, e procuramos trabalhar isso com muita cautela. Realmente, este evento é do povo socorrense, nós só demos o “start” oficial na internet, mais especificamente nas redes sociais, e conseguimos reunir um grupo enorme de pessoas”, dizem os moderadores da página.

Saindo das postagens do facebook para as ruas, um grupo se reuniu na última quarta-feira, na Praça do Fórum, onde foram definidos os pontos principais para que o ato ocorra da melhor forma possível. Em primeiro lugar, deixou-se claro que o manifesto se trata de uma ação apartidária, portanto, bandeiras de partidos, cartazes e vestimentas que remetam a qualquer grupo partidário, não serão bem-vindos.A primeira discussão foi com relação às reivindicações que seriam feitas, e sugestões não faltaram: falou-se de saúde, educação, acessibilidade, emprego, valorização dos professores, aplicação correta de verbas, cobranças de promessas por parte da administração, entre outros assuntos.

Porém, chegou-se a um consenso que seria preciso um foco principal para dar mais força ao movimento e ficou decidido de que seriam realizados dois atos: o primeiro, realizado neste sábado, será em apoio às causas de todo o Brasil, ao movimento “#AcordaBrasil”; após o término da manifestação, será feita uma reunião para definir um segundo ato, focado nos problemas da cidade, criando o movimento “#AcordaSocorro”.

“Só peço a vocês que, além das metas nacionais, foquem nas metas locais. Não é vir para a rua quando o Brasil sair à rua. Não é só o Brasil, como um todo; vamos focar aqui dentro, na nossa cidade. Vamos participar mais da política, das sessões da Câmara… São vocês, jovens, quem devem levar isso adiante”, disse uma professora, presente na reunião.

 Para quem ainda “não sabe” o que os brasileiros querem com as manifestações:

– Queremos o Renan Calheiros fora do Senado.
– Queremos Marco Feliciano fora da Comissão de Direitos Humanos.
– Queremos que a Comissão de Meio Ambiente NÃO SEJA presidida pelo ruralista Grosso Blairo Maggi.
– Somos contra a PEC 37. Manifestantes não são terroristas.
– Somos contra os votos secretos no Congresso.
– Queremos saber por que Carlinhos Cachoeira está fora da cadeia.
– Queremos saber por que os acusados do mensalão ainda não foram punidos.
– Não concordamos com a utilização de recursos públicos para a Copa do Mundo.
– Não queremos pagar um dos impostos mais caros do mundo e vivermos numa cidade violenta e mal cuidada.
– Não concordamos com os salários absurdos dos nossos políticos e com os gastos desnecessários com premiações, viagens, hotéis caros e empregos de cabide.
– Queremos transporte público de qualidade a preço justo.
– Queremos hospitais com recursos para que os médicos possam trabalhar.
– Queremos escolas de qualidade.
– Queremos ruas e calçadas acessíveis para deficientes.
– Queremos cidades livres de violência.
– Queremos honestidade e, desta vez, não vamos parar até conseguirmos viver num país melhor.

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