Noite festiva marca abertura da V MAPS; visitação é temporariamente suspensa

Na última 4ª feira, 18/03, o Museu Municipal Dr João Baptista Gomes Ferraz, acatando a determinação da Prefeitura, fechou as portas, por um período de 20 dias, como medida preventiva, resguardando a saúde tanto de seus funcionários como de possíveis visitantes. Na semana anterior, entretanto, Mayara Nardes – com o apoio da equipe Secretaria de Cultura -, trabalhou arduamente na organização da V MAPS, dando seguimento ao calendário previsto para as exposições deste ano.

Para além de sua missão voltada para a narrativa histórica, o Museu Municipal tem sido também um espaço para a difusão das Artes em nossa cidade. Assim, no último sábado, 14/03, deu-se a abertura da V Mostra de Artes Plásticas de Socorro, trazendo para o público socorrense 90 obras de 54 artistas. São instalações, esculturas, pinturas de estilos variados – com representantes do Acadêmico ao Naïf e Contemporâneo mais “radical” -, fotografia e áudio visual.  A cerimônia de abertura seguiu um protocolo especial, de acordo com as recomendações básicas sobre a prevenção contra o Corona Vírus: a rua deu espaço para a festa, com as mesas dispostas para os visitantes desfrutarem do coquetel depois de ouvirem a apresentação do Grupo de Choro do Conservatório e o pronunciamento da coordenadora do museu e autoridades presentes.

“Fazer a cerimônia e o coquetel de abertura da exposição do lado de fora do Museu foi uma decisão tomada para que não houvesse aglomeração de pessoas em ambiente fechado, diminuindo as possibilidades de contaminação e proliferação de doenças virais, especificamente a COVID-19. Apesar da mudança de planos em relação à ideia original, que era fazer a abertura no térreo e o coquetel no segundo andar, foi unânime entre os presentes que o ambiente aberto contribuiu para um clima muito festivo e belo.” conta Mayara Nardes, a coordenadora do Museu e responsável pela curadoria da mostra.

Realmente, a festa se fez na rua, de modo singelo e belo, com a participação de pessoas de todas as idades, inclusive uma pequena de 1 ano e oito meses, que foi um show a parte. A música tocada por alunos ou grupos do Conservatório Municipal já se faz como uma tradição nos diversos eventos do Museu. Nesse sábado, no entanto, foi um dos destaques especiais da abertura, com a alegre performance do Grupo de Choro que, desta vez, pode ser ouvida pelas pessoas que estavam nos arredores. O grupo é formado por Daniel Chabu (saxofone), Fátima Miloni (piano), Geber da Silva (cavaco), Igor Montini (violão) e Mayara Nardes (pandeiro) que possuem perfeita sintonia – entre eles mesmos – e intimidade com o repertório; o que, por si só, já cativa aqueles que gostam de choro e o apresenta em seu melhor estilo para os que o desconhecem ou pensam não gostar deste gênero musical. Eles tocaram: Flor amorosa – Altamiro Carrilho, Sonoroso – K-Ximbinho, Vibrações e Doce de coco – Jacob do Bandolim e Carinhoso – Pixinguinha; deixando para os ouvintes um gostinho de quero mais.

Outro diferencial dessa abertura foi a diversidade de artistas presentes, com as mais diferentes ideologias e visões de arte. Depois de cortada a faixa vermelha, os presentes puderam subir para visitar a exposição em grupos de 20. Isso criou todo um encantamento por gerar uma experiência mais íntima e tranquila para quem estava dentro do museu e aquela boa expectativa em quem aguardava pra subir. As pessoas puderam conversar tranquilamente, respeitando o espaço umas das outras e experimentando humoradamente novas formas de cumprimentos, com sorrisos, pés e cotovelos.

O projeto expográfico foi bastante elogiado pelos artistas e visitantes. Nardes explicou-nos, desde a montagem da Mostra, que teve a ideia de criar uma narrativa, uma comunicação entre as 90 obras, que se mostrasse clara e leve ao observador. “Para conseguir esse efeito, decidi sair do acadêmico e do clássico, caminhando até o contemporâneo, com passagens evidentes e propositais entre estéticas, texturas, formas e movimentos da arte”, comenta.

Dada à quantidade de obras, vale, por parte de nosso leitor, uma visita ao Museu – quando de sua reabertura – para compreender o comentário com a visão da curadora que conseguiu, com o conceito de horizontalidade, atrair, para esta Bienal, artistas que jamais pensariam em expor no museu. Essa democratização da arte por si só já é uma festa…  Além, dos quadros, esculturas e instalações, fotos e vídeos também marcaram forte presença. “A Arte Fotográfica e Videoarte ficaram no sobrado histórico, em diálogo com os projetores antigos, câmeras e ampliadores fotográficos, que fazem parte do acervo do Museu e nos levando a reflexões sobre o tempo e a tecnologia. Entre estas duas salas há uma instalação interativa que traz justamente a questão do eterno ciclo e da finitude das coisas. Os visitantes podem pisar telhas de cerâmica e senti-las quebrarem-se debaixo de seus pés, ouvindo o som da quebra… e cheirar o ambiente, refletindo sobre o tema.”, completa a curadora.

Obras podem ser acessadas por Catálogo virtual

Outro destaque foi o lançamento do catálogo virtual por meio do site diagramado por Rafael Pompeu, da comunicação da prefeitura, contendo todas as obras e informações organizadas por categoria. Enquanto o Museu não rea-brir, o leitor pode acessá-lo e ter uma ideia do que encontrará caso venha a visitar a Mostra. Os artistas presentes também receberam o certificado de participação na V Maps, cartões-postais exclusivos da Mostra de suas obras inscritas e um broche com seu nome e categoria(s). O catálogo impresso será entregue a todos os participantes ao final da exposição, já o leitor, artista ou curioso, pode acessar o catálogo virtual da exposição em maps.socorro.sp.gov.br

O Município manterá o leitor informado sobre a reabertura do Museu, bem como sobre qualquer reorganização no Calendário Cultural previsto para esse ano.

Compartilhar/Favoritos

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Você deve ser de logged em para postar um comentário.