Pediatra alerta para sobre necessidade de que crianças doentes se afastem temporariamente da escola para evitar a propagação da síndrome da “Mão-Pé-Boca”

Muito comum na infância, a doença Mão-Pé-Boca é uma enfermidade contagiosa que tem como sintomas febre, aparecimento de manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe e erupção de pequenas bolhas nas mãos e pés. Para falar sobre a doença, entrevistamos a pediatra drª Elaine Conceição Bueno de Souza. Confira:

O que é a “Mão-Pé-Boca”?

A doença/síndrome Mão-Pé-Boca é uma infecção de origem viral altamente contagiosa causada por diversos enterovírus, principalmente o COXSACKIE. Costuma aparecer em surtos, majoritariamente em crianças menores de 5 anos que frequentam creches e escolas, raramente pode acometer adultos.

Como é feita a transmissão?

A transmissão ocorre pelo contato fecal-oral (mão sujas, alimentos mal lavados ou mal cozidos) e por secreções respiratórias (tosse, espirros e salivas). Outra forma importante de transmissão é o contato direto com as bolhas estouradas. Apresenta um período de incubação de 3 a 7 dias.

Quais os sintomas?

O quadro clássico é de uma doença febril autolimitada; com mal estar, lesões orais que causam dor na boca ou garganta e um exantema vesicular em mãos e pés. A febre e o mal estar começam antes, sendo que a febre se resolve em 48 horas. As lesões dolorosas da boca/garganta aparecem depois de 1 a 2 dias do início da febre e são normalmente encontradas na língua, palato e mucosa oral. Apresenta também vesículas com eritema; até mesmo bolhas nas mãos, pés e, comumente, em nádegas e região genital. As lesões da pele não costumam ser pruriginosas, mas podem ser dolorosas. A resolução do quadro demora cerca de 7 a 10 dias.

Como é o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico é clínico devido ao quadro ser bem característico, não sendo necessários exames complementares. O tratamento é feito com medidas de suporte para todos os pacientes com quadros virais, quais sejam: repouso, alimentação leve, aumento de ingestão de líquidos, antitérmicos e analgésicos quando necessários. A virose é autolimitada, ou seja, tem regressão espontânea.

É possível prevenir? Quais as recomendações?

O risco de transmissão da doença Mão-Pé-Boca pode ser reduzido através dos seguintes cuidados:

– Lavagem frequente e correta das mãos, especialmente após trocas de fraldas e uso dos banheiros;

– Limpeza de superfícies e objetos incluindo brinquedos, primeiramente com água e sabão e depois desinfetando com uma solução à base de alvejante com cloro/água sanitária (uma colher de sopa para 4 copos de água);

– Evitar contato próximo (beijar, abraçar, dividir talheres e copos);

– Limitar a exposição das crianças doentes, ou com os sintomas, afastadas da escola e/ou creche por 7 a 10 dias do início dos sintomas.

Considerações finais

Como a Síndrome Mão-Pé-Boca é uma doença viral e altamente contagiosa, é necessário que se faça o diagnóstico correto para que a criança com os sintomas seja afastada da creche/escola pelo tempo necessário para ser cuidada e evitar a contaminação de outras crianças.  Não existe vacina para essa doença e, embora a criança que tem a doença desenvolva uma imunidade duradoura, existem vários vírus que podem apresentar sintomas semelhantes. É muito importante que se observe rigorosamente os cuidados de prevenção/higiene e se respeite o tempo de afastamento das crianças doentes da escola/creche para evitar a propagação da doença.

Serviço – Drª Elaine Conceição Bueno de Souza – CRM: 68.025 – atende no Espaço Clínico Vivaz (19) 3895-5985).

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