Peregrinação 2017 – Hoje: Lourdes

 

No sexto dia no nosso roteiro, tomamos o trem bala (TGV), na estação de Montparnasse em Paris, rumo a Lourdes, fazendo um percurso de 850 km numa agradável viagem de pouco mais de 4h. Fomos recepcionados por um sol esplendoroso, o que nos permitiu uma primeira visita ao Santuário, um dos mais procurados por peregrinos do mundo todo. Eis o que disse a baiana Marcia Santana Rocha, que fez parte da nossa “Família”: “Ao chegarmos à estação de Lourdes, eu particularmente senti uma imensa alegria por estar lá, pois a minha maior motivação para ir para esta peregrinação foi conhecer Lourdes, beber e me banhar nas águas vivas trazidas do Céu por Nossa Senhora, a Santa Imaculada Conceição”.

As aparições da Virgem (18 ao todo) à menina de 14 anos, Bernadette Soubirous, ocorreram na Gruta de Massabiele, onde, atendendo ao pedido da Virgem, foi construída sobre a rocha, uma igreja em honra à Imaculada Conceição. Na cripta dessa igreja tivemos o privilégio de ser celebrada a nossa missa, pelo padre Vicente.  Mais tarde foi construída, também, a Basílica de N. Sra. do Rosário.  Com o passar do tempo, como o afluxo de peregrinos se tornou muito grande, construiu-se a Basílica de São Pio X, consagrada pelo papa João XXIII, em 1958 (ano do centenário das aparições) e que pode acolher 30 mil pessoas.

Márcia continua suas impressões: “Pode-se dizer que o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes é um pedacinho do Céu na terra, pois é um lugar de muita serenidade, oração constante e suave, de muita fé e esperança e muitas alegrias por inúmeras dádivas derramadas por Deus, por meio da fonte de águas celestiais que a Imaculada Conceição fez jorrar na Gruta de Massabiele, para agraciar todos os seus filhos, principalmente os doentes do corpo e da alma. Em Lourdes, o enfermo é tratado com dignidade, amor, responsabilidade e muita dedicação de todos os voluntários envolvidos na acolhida desses irmãos”.

No Santuário existe a indicação de uma espécie de Caminho da Fé, para quem deseja se purificar, passando pela Porta da Misericórdia, depois pela Gruta das Aparições (onde a água da fonte continua jorrando, agora protegida por um vidro, e a imagem da Santa), depois as torneiras para a purificação das mãos ou do rosto e os locais reservados para o banho (aos que desejarem) e, atravessando o rio, acender as velas, finalizando o ritual.

Dois fatos me impressionaram em Lourdes: o grande número de cadeirantes e doentes, até mesmo conduzidos em macas por seus cuidadores e que, pela fé, vão à busca da cura ou alívio para seus males. (O primeiro milagre, ainda na fase das aparições, foi de uma senhora que teve seu braço paralítico curado, após mergulhá-lo na água da gruta). O outro fato foi a procissão luminosa com as velas, referência à vela que Bernadete sempre trazia na mão, a partir da terceira aparição. Durante a procissão reza-se o terço nas diversas línguas dos peregrinos, em total comunhão e compreensão. Para nós foi um momento especial, porque nessa noite o Santuário recebeu a visita de N. Sra. de Fátima (para marcar o centenário das aparições) e foram solicitados homens falantes nativos de língua portuguesa para conduzirem o andor, honra que coube aos participantes do nosso grupo e nós nos juntamos aos portugueses, no cortejo.

Ainda há outros locais para visitação, entre eles o Museu de Santa Bernadete, no qual toda a história é contada por meio dos vitrais e maquetes, além de objetos pertencentes à Santa e, também, a casinha onde a jovem viveu com os pais e que é conservada com elementos originais.

Embora haja todo um sistema comercial que vai desde lojas, hotéis, até hospitais e casas de acolhimento, aos peregrinos doentes, o que importa mesmo é a fé com que se encara a visita e a transformação que ela é capaz de trazer em nossa vida.

Representantes do grupo, que levaram o andor e padre Vicente, que rezou o Pai Nosso do terço, na procissão

 

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