Problema carcerário de Socorro era discutido em 2001

A edição de 15 de junho de 2001 traz como manchete “Cidades vizinhas recusam presos de Socorro”. Conforme determinação da época, cidades que possuem cadeia não poderiam mais enviar presos provisórios para outros municípios. Uma reunião foi realizada para discutir o problema com as seguintes autoridades: juízes dra. Erika Silveira de Moraes Brandão e dr. José Roberto Leme, promotores: dr. Elias e dra. Ana Maria, delegado dr. Luiz Carlos, prefeito José Mário, presidente da Câmara José Joaquim, entre outros. Confira trecho da matéria:

Problema carcerário preocupa autoridades

(…) Por determinação do Dr. Nagashi Furukawa, secretário de Assuntos Penitenciários do Estado de São Paulo, as cidades que possuem cadeia não poderão mais receber presos provisórios (aquele que fica detido até ser dada a sentença) de outros municípios. Os presos de Socorro têm sido enviados para Bragança Paulista, Amparo, Atibaia e Piracaia, que agora poderão se recusar a recebê-los, assim como não receberão os menores infratores. A determinação é para que cada cidade resolva os problemas com seus presos.

(…) Segundo a Dra. Erika, terá que ser viabilizada uma cadeia em Socorro, com pelo menos 4 ou 6 celas. Há cerca de 50 presos de Socorro aguardando julgamento, distribuídos pela região. Para cada caso é preciso requisitar o preso para audiência, com 30 dias de antecedência. Quando não tem escolta, o preso não pode ser liberado e tudo é mais difícil, levando o mínimo de 1 a 2 anos e meio, o que poderia ser resolvido em 3 ou 4 meses, se o preso estivesse no município. As audiências seriam mais rápidas, pois não seria preciso trazê-los de fora, o que exige tempo e dinheiro. (…).

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