Reunião entre prefeitura e ONG São Lázaro termina com promessa de novo Canil

Na tarde do dia 15 de maio, membros da ONG São Lázaro se reuniram no Centro Administrativo, com representantes do executivo, para abordar e definir diversos assuntos, principalmente com relação ao canil municipal.

Estiveram presentes na reunião, além dos membros da ONG, o chefe do gabinete, Marcos Preto, o diretor do Departamento de Meio Ambiente, João Preto de Godoi, a veterinária do Canil, Caroline Granconatto, a chefe da Vigilância Sanitária, Débora Soriano e o diretor de Assistência e Desenvolvimento Social, Franks Prado.

A reunião foi baseada em um pronunciamento feito pela ONG por meio de uma rede social, informando que não faria mais o serviço voluntário ao canil municipal, alegando que há mais de 12 anos vem se empenhando em trabalhar em favor dos animais do Canil Municipal, porém, não contava com uma contribuição financeira por parte da prefeitura.

A entidade alega que, neste ano, a situação piorou, com apenas um funcionário trabalhando para a manutenção da limpeza do Canil Municipal, de domingo a domingo, sem receber horas extras, sendo que, no Carnaval, ele foi pago pela ONG para ir ao local. “Pagamos para que os animais não ficassem sem água e sem ração. Neste mesmo feriado, o canil ficou sem água e o funcionário, que não tinha como lavar as celas, nos pediu ajuda. Conseguimos, então, a doação de uma caixa d’água que, até hoje, não foi instalada e permanece no chão”, conta Andrea.

Outra reclamação da ONG foi com relação às condições estruturais em que a ONG se encontra. “O banheiro dos funcionários está ocupado por cães, por falta de celas; hoje, temos 60 animais em um local onde só cabem 40. Faltam produtos de limpeza, ração é de péssima qualidade e a veterinária, paga pela prefeitura, não tem medicamentos para trabalhar e realizar os procedimentos médicos no canil”, enfatiza a presidente da ONG.

A veterinária do Canil afirma que, desde o início do ano, a prefeitura recebe os pedidos de medicamentos e materiais necessários, e os orçamentos estão sendo realizados desde abril, ou seja, o processo está em andamento. “Temos nos mantido principalmente com doações diretas de munícipes ao canil, ajudas de veterinários de outras cidades e o que restou das doações da ONG São Lázaro, realizadas em agosto do ano passado. Ainda tivemos, este mês, doações de medicamentos da Assistência Social, garantindo um apoio até a chegada das medicações”, esclarece a veterinária.

Sobre as rações fornecidas, a prefeitura informou que o lote que foi comprado em janeiro de 2012 está acabando e a nova compra está prevista para este mês. “É importante ressaltar que a atual ração é de qualidade considerada de combate, ou seja, apesar de ter alguns níveis de garantia bons, como o de proteína, o valor biológico dos ingredientes deixa a desejar, já que estamos lidando com cães muitas vezes desnutridos ou carecendo de boa suplementação, para evoluir bem de um período de convalescença. Portanto, fomos criteriosos quanto à escolha da nova ração, assim os animais se sustentam com menor quantidade, havendo menos dejetos, maior facilidade e manutenção da limpeza e, consequentemente, menor proliferação de doenças.

Atualmente, os cães estão com ração à vontade, durante o dia; no entanto, a fim de evitar desperdício e, com isso, atração de roedores, no período noturno eles permanecem com menor quantidade de ração nos recipientes”, explica Carolina.

Andrea conta que, durante a reunião, não chegaram a nenhum acordo sobre a parceria e que uma próxima reunião seria agendada, para as respostas dos questionamentos. “Apresentaram o terreno para a construção de novo canil, porém, não demonstraram interesse em arrumar o atual e deixá-lo com condições para que os funcionários trabalhem e os animais vivam lá”, disse ela.

Em nota, a prefeitura informou que o Canil é aberto a visitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, pois existe um horário de limpeza em que não é interessante a presença de pessoas pela alta chance de contaminação, já que as estruturas não permitem adequado isolamento dos dejetos.

Assim, quem tiver interesse na adoção de algum animal, tem uma primeira consulta para esclarecimentos quanto aos cuidados com o animal, vacinações, e explicações sobre zoonoses, para garantir que está levando para casa um mascote saudável.

“É importante agradecer aos munícipes que auxiliaram diretamente o canil, na compra das vacinas polivalentes (V8) e também à ONG São Lázaro, que contribuiu nesta parte. As vacinas polivalentes V8 ou V10 são uma ótima opção para auxílio no controle das doenças dos animais, no entanto, infelizmente, por lei, as vacinas obrigatórias a animais de centro de zoonoses são as contra raiva e leptospirose, doenças que podem ser transmitidas às pessoas”, agradece Carolina.

Sobre o projeto do novo canil, a veterinária informou que será baseado nas leis regentes de Centros de Zoonoses, garantindo que os animais tenham maior conforto, segurança, exposição adequada ao sol, além de uma estrutura para melhor atendimento clínico e controle de doenças. Será feito, também, um gatil dentro das normas, tendo em vista a forte demanda da cidade em relação ao recolhimento da espécie.

Segundo a presidente da ONG, além dos medicamentos e novas rações, foram prometidas, também, a instalação da caixa d’água e a contratação de um novo funcionário para a limpeza do local. “Estamos aguardando as ações e a próxima reunião, para ver se apresentam algo mais concreto e, a partir daí, decidir se vamos denunciar as más condições do local ou vamos continuar com a parceria”, finaliza ela.

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