“Sinto que quando estou em pauta, represento cada uma de nós”

As mulheres vêm cada dia mais conquistando seu espaço no mercado de trabalho e não somente nos cargos mais altos de empresas, mas, também, como empreendedoras. Seja para complementar a renda, para ficar mais perto dos filhos ou para conquistar seu próprio negócio, temos em Socorro diversos exemplos que nos servem como inspiração.

Uma delas é Genilda de Barros Machado, mais conhecida como Gê. Depois de 15 anos trabalhando com hotelaria, ela decidiu caminhar com suas próprias pernas e mudar totalmente de ramo. “Resolvi mudar, quando notei que meus pensamentos iam além da rea-lidade que estava vivendo. E toda esta experiência me deu força para ir além da realidade que eu estava vivendo e buscar novas ideias. Tive uma escola muito boa, trabalhando ao lado da Paula Cheouhan, que me encorajava e muito, juntamente com minha família”, diz ela.

Com toda esta força, Gê começou a trabalhar com alimentos congelados, como representante de diversas marcas. “A Me Gusta já está no mercado há cerca de 12 anos, porém, com outro nome. Há três anos, percebi que precisava mudar, colocar um novo nome na boca dos clientes e, em uma reunião com os amigos, tivemos esta ideia, e findamos a marca”, lembra a empresária.

“As dificuldades não foram somente no início, e me acompanham até hoje, mas sempre coloco em mente uma frase: isso também passa!

O foco é sempre o cliente, é a pessoa mais importante e em quem eu penso nas horas difíceis”, completou a empresária. E para isso, a empresa conta com um galpão com duas câmaras frias, carros refrigerados para que a mercadoria chegue impecável, nas mãos dos clientes. “Também trabalhamos com Disk Entrega em Socorro, além de uma equipe de vendedores pela região”.

A Me Gusta se transformou em Food Service, porém, ainda atende em domicílios socorrenses, com as mais diversas marcas: Pão de Queijo Forno de Minas, Kipan, Massa Tung, Polpa de Fruta Ricaelli, Frut Sul, Batatas Bem Brasil, Batatas Maccen, Doces de Piranguçu (doce mineiro), entre outras. “Oferecemos desde o congelado, até o seco, para todos os gostos. Aproveito para anunciar a mais nova marca de representação: Los Los Paleteiros”, destaca a empresária.

“Sinto-me muito realizada com meu empreendimento, pois cada dia é um desafio e sempre deixa um sabor de quero mais, me fazendo ir atrás de novos produtos. Amo o que faço! Começo meu dia sem ter hora para terminar, e isso só é possível graças à minha equipe, que caminha ao meu lado”, destaca Gê que, pelo fato de ser mulher, faz com que se sobressaia dentro do mercado. “Quando tenho uma reunião com grandes marcas, a maioria é sempre formada por homens e sempre consigo me destacar. Sinto que, quando estou em pauta, represento cada uma de nós”, finaliza ela.

“Nós, vendedoras, temos que ser um pouco de tudo”

Com uma filha de seis meses, Mayumi Tanaka sentiu o orçamento mensal apertar e sem poder ajudar, pensou em algo que pudesse fazer para ajudar, sem horário fixo e com a possibilidade de ficar ao lado das filhas; foi quando passou na venda de moda íntima e artigos de sex shop. “Como não tinha muitos recursos e condução própria, tive muita dificuldade na captação de clientes. E com um público predominantemente feminino, o segmento ainda é um tabu, e enfrento dificuldade com isso, também”, afirma ela, dizendo que ainda pretende crescer mais e ir além.

“Nós, mulheres, somos mais detalhistas, mais pacientes, e temos a sensibilidade para entender o que as clientes procuram. Nós, vendedoras, temos que ser um pouco de tudo: psicóloga, para ouvir as mais carentes; consultora, para explicar como usar, onde usar ou quando usar cada mercadoria; dar dicas… Enfim, nada como um bom bate-papo, com paciência, para convencer as pessoas a comprar ou usar algo, e isso nós temos!”, encerra Mayumi, convidando para seu bazar de garagem, que será realizado neste sábado, dia 18, a partir das 9h, à Rua Aldo Russo, 83, Jd. Araújo.

“Chegamos longe! E acredito que seja pelo fato de sermos sonhadoras, de colocar um objetivo, um negócio, em nosso coração”

Também no setor de alimentos, entre tantas outras mulheres socorrenses, Alessandra Belotti vem, desde 2014, gerenciando seu próprio negócio, que faz a alegria dos apaixonados por bolos. “Percebi a necessidade de colaborar com o orçamento de casa e, principalmente, de cuidar dos meus filhos”, conta ela, lembrando as dificuldades pelas quais passou, no início do negócio. “Foi muito difícil entrar com meu produto no mercado, mas, com a ajuda das redes sociais, a divulgação aumentou e, consequentemente, as vendas. Meus clientes adoraram e estão comigo nestes três anos. Isso me ajuda, e muito, a enfrentar os desafios do dia a dia”, completa a proprietária da Lê Bolos Caseiros.

“Sinto-me muito realizada, pois este negócio me deu uma autoestima que eu não tinha! Quando um cliente leva um bolo para casa e envia uma mensagem ou a foto do bolo aprovado, vale todo o trabalho, todos os obstáculos, e a satisfação toma conta de mim. Nós, mulheres, conseguimos nos destacar e muito, em diversas áreas, chegamos longe! E acredito que seja pelo fato de sermos sonhadoras, de colocar um objetivo, um negócio, em nosso coração. Nós acreditamos que vai dar certo e assim vamos longe! Eu acredito em mim!”, encerra Alessandra.

“Tudo o que sou hoje é em razão de minha profissão”

Como revendedora de cosméticos, Elenice Martins conquistou seu espaço no mercado. “No início, não tinha muita pretensão no negócio, mas, com o passar do tempo, percebi que era a profissão da minha vida!”, conta ela, que há 26 anos trabalha nessa área.

E como em qualquer outro negócio, o financeiro acaba sendo uma das principais dificuldades. E, no caso de Elenice, quando ela começou, a área de perfumaria e estética não era muito divulgada.

“Posso afirmar, com convicção, que sou realizada com o que eu faço. Minha vida foi inteiramente dedicada às vendas e tudo o que tenho e sou hoje é em virtude da minha profissão”, afirma ela. “Hoje em dia, não vejo mais distinção entre homens e mulheres, no setor com o qual trabalho, pois este mercado agrada a todos; porém,as mulheres se destacam, pois são mais simpáticas e delicadas”, encerra a revendedora.

“As mulheres estão conquistando cada vez mais o mercado, pois sabem que são capazes”

Há exatamente um ano Ana Carolina de Carvalho Pinto saiu do emprego em que estava há anos e decidiu mudar sua vida. “Eu e minha prima estávamos com nossas filhas pequenas e procuramos por algo que pudéssemos trabalhar em casa. Foi então que surgiu a oportunidade de homenagearmos nossa avó Angelina e entrar no mundo do artesanato, focando nos acessórios infantis”, conta ela.

E os desafios começaram logo no início, e não foi somente pela mudança de área. “A dificuldade foi conquistar um mercado que já existe; quando começamos a buscar lojas para revender nossos produtos, a maioria já contava com um fornecedor para vender a mercadoria. Então, tivemos que trabalhar tudo isso muito bem, buscamos cursos, nos aperfeiçoamos e focamos em conquistar a confiança dos lojistas para mostrar a qualidade daquilo que vendíamos”, lembra Ana, relatando, também, a dificuldade em encontrar fornecedores de matéria prima.

“Hoje, sinto-me realizada com meu negócio. Tenho satisfação em fazer cada peça e ter o retorno dos meus clientes. Cada elogio, cada comentário positivo eleva sempre a nossa autoestima e isso me inspira cada vez mais. Descobri, neste trabalho, um dom que tenho, mas também a capacidade, a confiança e o compromisso com o que eu faço”, diz ela, completando. “O Ateliê mudou minha vida por completo! Como sou formada em Administração de Empresas, além de fazer o artesanato, cuido e controlo tudo, e isso me traz mais satisfação, já que posso atuar na minha área de formação; afinal, os resultados de nossos trabalhos são um conjunto de tudo a que nos dedicamos”.

Ana Carolina avalia que o mercado ainda faz diferenças entre homens e mulheres e conta que, no seu caso, conquistou muitas lojas, com a qualidade e confiança de seu serviço, fazendo com que as mesmas deixassem de comprar de vendedores com quem tinham negócios há anos. “Na maioria, são as próprias mulheres quem cuidam das compras e, com isso, nossa relação se torna muito próxima, pois, falamos dos mesmos assuntos”, enfatiza a empresária. “A minha área Infantil feminina agradou muito às lojistas. Estamos falando de compras, de acessórios e quem gosta disso são, na grande maioria, as mulheres. É como se houvesse uma sintonia entre os lojistas, o vendedor – no caso, eu – e o cliente, um mundo feminino”, completa.

Sobre o diferencial das mulheres no mercado de trabalho, Ana diz que a mulher tem uma preocupação maior com relação aos negócios, justamente por tentar ganhar o mercado de trabalho, diante da diferença criada entre homem e mulher. “As mulheres estão conquistando cada vez mais o mercado, pois sabem que são capazes. Gostaria de deixar, aqui, meu incentivo a todas as mulheres, nesse mês tão especial. Eu não deixei de cuidar de casa, da minha filha e do meu marido, para fazer o que eu gosto; pelo contrário, não sei como consigo fazer tudo isso e ainda ver meu Ateliê crescer tanto, em tão pouco tempo, numa época difícil e de crise. Força, mulher! Vá à luta! Faça o que você gosta! Conquiste o seu espaço e seja sempre você mesma!”, destaca ela.

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