Histórico
O Município - um jornal de longa história
No início eram quatro páginas e uma tiragem de 200 exemplares. Hoje, O Município circula com um número mínimo de 20 páginas, e uma tiragem de 5000 exemplares, procurando sempre crescer e melhorar, para melhor atender nossos leitores, anunciantes e colaboradores que merecem todo o nosso esforço e respeito.
Fundado em 16/10/1921 por Alante Lorenzetti, O Município tinha sua sede à rua José Bonifácio, n° 03. Quando é adquirido por Alante Izidro de Toledo, em 1928, tendo Ernesto Tardelli como redator, sua sede muda para a rua 13 de Maio, 291.
Em 1931 compram o jornal Alfredo Ferragutti e Antonio Benjamim Lorenzetti, este deixando a sociedade em pouco tempo. De 1931 a 1932 trabalhou como redator José Picarelli. Durante a Revolução de 1932, o jornal teve grande importância, dando total cobertura à participação da cidade.
Em 1946, foi adquirido por uma sociedade, a Empresa O Município Ltda., formada por Mario de Oliveira Araújo, lmir Baladi, Felício Vitta Júnior, Antonio Gonçalves Dantas, José Franco Craveiro e Francisco Comito. Em 1956 o jornal publicou uma edição comemorativa ao aniversário da cidade com 56 páginas e no ano seguinte, outra com 52 páginas e em 3 cores. Foram as duas maiores edições em número de páginas já publicadas pelo jornal.
De 1960 a 1980, já extinta a sociedade, o jornal ficou sob a responsabilidade de Cacilda e Imir Baladi, mudando para a rua Sebastião Teixeira de Paiva. Em 1970, um acidente marca a história do jornal. A cidade de Socorro passou pela maior enchente dos últimos tempos e O Município, que possuía um arquivo completo, com todos seus exemplares encadernados, teve a maior parte dos seus arquivos destruídos. Foram perdidos mais de 30 anos da história do jornal e importantes registros da cidade. Muitas edições chegaram até o jornal, posteriormente, por meio de doações, porém nada existe de 1921 a 1930, de 1934 a 1945 e de 1955 a 1970. O arquivo completo do jornal só existe a partir de 1970.
Do chumbo ao teclado

Em 1980 Antonio Fontana Filho compra o jornal que circulava com apenas 6 páginas e tinha uma tiragem de 280 exemplares, distribuídos somente para os assinantes.
A Redação passa pelas ruas Etore Mantovani, Marechal Floriano Peixoto e enfim, volta à rua José Bonifácio, a mesma do início de suas atividades, em 1921, mas agora, no nº121, onde permanece até hoje.
Com a preocupação de melhorar a sua apresentação, os atuais diretores encomendaram um projeto de reestruturação visual para a artista plástica Maria Aparecida Peretto e o também artista plástico Edmur de Franco Godoy participou na criação de logotipos e arte-final.
Houve uma modernização no sistema de impressão, que passa de composição tipográfica para o linotipo. A partir de 11/02/1992, o chumbo começa a fazer parte do passado na história do jornal e a impressão mecânica foi deixada de lado.
Em 1990, O Município entra na era da informática e foram desenvolvidos novos projetos para agilizar o trabalho jornalístico.
A partir de 1992, começa a ser impresso de forma terceirizada e em off set. A utilização dos computadores permitiu maior dedicação à criação, deixando de lado a composição. Com os computadores, o jornal conseguiu maior controle sobre a qualidade de seu trabalho.
O jornal sempre teve sua circulação semanal e hoje tem uma tiragem de 5000 exemplares. Possui postos de venda nas zonas rural e urbana. É impresso no tamanho "standard" com mínimo de 20 páginas e em cores. Atualmente, as páginas são fechadas em arquivos PS no Page Maker, transformados em PDF e transmitidas através da internet para o BIRO, onde é gerado o fotolito.
O jornal O Município nunca teve seu nome alterado e circula sem interrupção desde sua fundação, em 1921. Em todos estes anos de história, conta com o apoio indispensável de diversos colaboradores, sempre lutando com as dificuldades de se fazer um jornal em uma cidade pequena. A luta continua a cada edição, para renovar os ideais do compromisso assumido no editorial de 23 de outubro de 1932: o de ser uma imprensa séria, independente e conseqüente. Atualmente a distribuição é feita também nas cidades de Serra Negra, Lindóia, Águas de Lindóia e Pinhalzinho.

O jornal continua nas mãos da família de Antonio Fontana Filho, que faleceu em 24 de agosto de 2007, mas que tem em sua filha, a jornalista Marisa Souza Pinto Fontana, a continuidade do trabalho jornalístico de registrar semanalmente a história de Socorro, nestes 87 anos de existência, completados no dia 16/10/2008.
86 anos escrevendo a história

O número 1 de "O Município" circulou no dia 16 de outubro de 1921, fundado por Alante Lorenzeti como "órgão imparcial dedicado aos interesses locais".
Ao longo desses 86 anos, os proprietários que se seguiram mantiveram esse lema e "O Município" sobreviveu às crises, aos governos, nunca deixando de circular. Passou por ditaduras, viu renascer a Democracia, acompanhou as inúmeras eleições, sempre dando espaço a todas as ideologias, mantendo o dever básico de informar sem se posicionar a favor ou contra determinadas lideranças. Acreditamos ser este o papel fundamental de qualquer veículo de comunicação.
Como já dizia seu primeiro editorial, "não nos elevamos ao píncaro da infallibilidade. Absolutamente! Poderemos errar. Mas si errarmos, esses erros não poderão toldar o nosso programma em sua essencia. Esses erros, si existirem, serão mais filhos da vontade de acertar do que da má fé e da perfídia".
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