Socorrense desenvolve leitor de dinheiro para deficientes visuais

Sabe aquela sensação de não ter pego o troco certo? É difícil confiar em alguém ‘de olhos fechados’, ainda mais quando o assunto é o seu dinheiro. Foi com esse pensamento que o socorrense Leonardo Bonetti Maffei, de 28 anos, estudante de engenharia da computação criou um aplicativo que reconhece as notas do Real, chamado de “Blind” (cego, em inglês) – ainda em fase de teste, com taxa de 80% de acerto. Conversamos com ele para saber mais sobre seu projeto que, de tanta repercussão, foi até tema de matéria (foto) no jornal SP Record, da TVB, filiada da emissora. Na entrevista, ele comenta que o aplicativo pode ser lançado até março, de graça.

Como e por que surgiu a ideia de fazer um aplicativo para facilitar os deficientes visuais a identificar as notas de dinheiro? Como a tecnologia pode ajudar os deficientes?

Sempre tive a ideia de tentar criar algo para inclusão de deficientes no mundo digital. Com isso, veio a ideia de facilitar o reconhecimento de notas de Real para deficientes visuais. Os cegos sofrem restrições de várias formas diferentes no dia a dia. Geralmente, coisas simples para pessoas que não possuem as mesmas necessidades especiais, acabam sendo grandes desafios. O reconhecimento de cédulas de dinheiro pode facilitar seu dia a dia e também aumentar sua inclusão no mercado de trabalho.

O seu projeto está em fase de teste. Quais os próximos passos? O que pretende fazer caso ele seja comercializado?

Os próximos passos são: melhorar o algoritmo utilizado para aumentar a taxa de acertos, e polir a usabilidade do aplicativo, para que seu uso fique cada vez mais fácil. Depois de publicado, pretendo disponibilizar, também, para o Android pois, hoje, só estou trabalhando na versão iOS.

O que representa ter sua ideia ajudando muitas pessoas? Tem mais projetos em mente?

Representa muito. A sensação de estar fazendo algo para ajudar pessoas que passam por tantas dificuldades é gratificante, como pessoa e profissionalmente. Por enquanto só estou trabalhando neste, no meu tempo livre.

Brasil tem mais de 6,5 milhões de deficientes visuais

Segundo o IBGE de 2010, 528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos) e 6.056.654 pessoas possuem baixa visão ou visão subnormal (grande e permanente dificuldade de enxergar).

 

 

 

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