Três gerações marcam o futebol na família Cecília

Xuxa com o seu grande amigo Alex Silva

Falaremos de uma família que sempre fez e continua fazendo muito sucesso no futebol de nossa cidade: a família Cecília.

O lendário Agenor Cecília tem seu nome registrado em livros que falam sobre a história de Socorro. Ele jogou nas décadas de 50 e 60 nos times do União e da Associação, sendo destaque no futebol socorrense e da região. Recebeu convites para fazer testes no Palmeiras e Guarani, mas seus pais não o deixaram ir. Eram outros tempos e essa era uma “façanha” que parecia um pouco perigosa. Agenor faleceu no ano de 1985, com 58 anos de idade e deixou seu legado para as futuras gerações dos Cecília.

Assim, Marcio, filho de Agenor, também jogou por diversos clubes de Socorro, tanto no futebol de campo como no de salão, hoje o futsal. Ganhou muitos títulos e campeonatos e, seguindo o exemplo do pai, também recebendo convites para testes em equipes profissionais.  E também foi impedido de fazê-lo por seus pais. Ficando em Socorro, contribuiu para as novas gerações amarem o futebol. Ele foi treinador do  União, formando excelentes jogadores que até hoje atuam pelos campos de Socorro e região. Como seu pai, também faleceu com 58 anos, no ano de 2008.

Não podemos deixar de falar de Marili, a filha do Agenor, que se não foi a melhor jogadora de Socorro, com certeza foi uma das melhores. Ela defendeu equipes da cidade e jogou por várias equipes da região e também recebeu vários convites para jogar no futebol feminino por equipes profissionais da época. Como Agenor, tornou-se uma “lenda” na história do futebol do Circuito das Águas.

Uma das equipes em que Agenor jogou. Ele é o penúltimo agachado da esquerda para a direita

E chegamos a terceira geração, com o neto de Agenor: Marcelo, o Xuxa, que traz o futebol no coração e, por meio dele, se fez um grande homem, amigo e, hoje, um excelente professor de Educação Física. (Confira a matéria na página 4, de Educação).

Marcelo começou no mundo futebolístico aos 4 anos, quando acompanhava o pai Marcio, que era treinador do União. Aos 6 anos já começou a treinar na Escolinha de Futebol do União e, aos 11 anos, recebeu um convite do amigo Wiliam Ginghini  – que já estava treinando no clube -, para fazer um teste no Corinthians. Foi aprovado e ficou lá por 1 ano e meio. Diferentemente do pai e do avó, Marcelo foi. E aí começou toda uma trajetória que vale a pena conhecer…

Aos 13 anos, voltando para Socorro, ficou por vários meses treinando no campo do União com o conhecido João Avelino, que havia montado uma equipe com vários “moleques” de outras cidades que ficaram em Socorro por um tempo.  Aos 14 anos, disputou a Liga Paulista de Futsal, série Bronze, jogando pela equipe da Associação Atlética Socorrense. Por mais um ano e meio ficou em Socorro, onde se sagrou bicampeão na Copa Nego Bonetti.

Com 16 anos, foi aprovado pelo Bragantino onde permaneceu por 2 anos e teve o prazer de jogar com o seu grande amigo, o socorrense João Marcelo (Mosca), que o tinha indicado para o time. Do Bragantino, foi para a Inter de Limeira e lá  teve o seu primeiro contrato profissional, permanecendo por  2 anos e disputando o Campeonato Paulista. Infelizmente, teve a primeira grave contusão, precisando passar por uma cirurgia de joelho ,o que o fez   perder o resto da temporada. Após a recuperação da cirurgia, Xuxa teve rápidas passagens por União Barbarense e Noroeste.

Xuxa com 11 anos jogou pelo Corinthians

Em 2001, pelo ECUS Suzano, disputou a série B do Campeonato Paulista e participou da Copa São Paulo de Juniores. Já no ano de 2002, jogando pelo Guarujá, disputou o Campeonato Paulista B1 e novamente a Taça São Paulo de Juniores, perdendo para a Portuguesa de Desportos, que foi a campeã neste ano.

Em 2003, um sonho que se tornou pesadelo: Xuxa ficou por 6 meses morando em Rio das Pedras e treinando em Piracicaba, com um treinador brasileiro e um peruano. Depois deste período de treinamentos, foram a Bolívia e o Peru, pois os treinadores prometeram pagamentos em dólar e  que os destaques das equipes fariam contrato com equipes peruanas… Entretanto, depois de algum tempo, Xuxa e mais 3 amigos perceberam que tinham sido enganados… Eles retornaram para o Brasil com o dinheiro de seu próprio bolso. “Um triste episódio na minha vida, que fez com que eu abandonasse o futebol profissional; mas, por outro lado, fez com que eu me valorizasse muito mais como homem e ser humano”, conta.

Em 2004, a convite da Adriana, esposa do Beiçola, recebeu um convite para auxiliar o professor Binotti, na Escolinha de Futebol. Também em 2004 começou a faculdade de Educação Física, na UNIFIA, em Amparo, formando-se em 2007. Após a formatura fez pós graduação de futebol e futsal na Faculdade Gama Filho, no Rio de Janeiro.

A partir de 2007 foi treinador da Escolinha do União, da Associação, Clube XV. Há vários anos é professor de Educação Física junto a Prefeitura de Socorro, trabalhando no Departamento de Esportes, ao qual agradece muito pelo reconhecimento e crescimento em seus treinamentos. Também trabalha para a Escola Viverde. E dificilmente um garoto socorrense que seja destaque no esporte, a partir dos anos 90, não teve o professor Marcelo (Xuxa) como seu treinador.

Parabéns, Xuxa, continue assim, pois você faz parte da história esportiva de nossa cidade.

 

 

Xuxa com o seu pai Marcio Cecília

 

 

 

Xuxa foi o técnico da equipe da Prefeitura, que ficou com o título do Campeonato Socorrense de Futsal 2019

 

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