Hoje: Um passeio pelo Rio de Janeiro  

Leitura obrigatória

Nesta edição apresentamos um relato da participação do repórter fotográfico Maicon Roberto que, ao lado da esposa Karolliny Valentim, trabalhou nas Olimpíadas Rio 2016. O socorrense chegou ao Rio de Janeiro no dia 1º de agosto e, juntamente com outros jornalistas, participou de diversos passeios pelo estado, por meio dos quais conheceu muitos lugares e nos conta como foi essa experiência, para a nossa coluna.

Falem, Maicon e Karollyni!

Chegamos ao Rio de Janeiro no dia 1º de agosto, sendo que as Olimpíadas começariam no dia 5. Não aguentávamos de tanta ansiedade e, então, decidimos adiantar nossa viagem. Acertamos em cheio ao tomar essa atitude, pois esse tempo extra nos ajudou a nos familiarizarmos mais rápido com tudo que passaríamos nesses 24 dias de evento. Chegar antes nos deu a oportunidade de participar de vários PressTrip, e conhecer vários lugares como Ciclo do Café em Vassouras, as Fazendas Históricas do Vale do Café, do século XIX, testemunhas do apogeu da produção de café, como: Cachaçaria Werneck, Fazenda União, Fazenda do Paraíso Florart, Fazenda Santa Eufrásia, Fazenda Cachoeira Grande, Fazenda Ponte Alta e Fazenda Alliança.

Niterói

Conhecemos a cidade de Niterói, marcada por suas belas paisagens, que tem vocação para atividades esportivas ao ar livre, como skate, asa delta, natação, stand-uppaddle, trilhas, ciclismo e, especialmente, a vela – modalidade que deu o maior número de títulos olímpicos ao Brasil (seis medalhas de ouro). Essa tradição no esporte fez com que 14 delegações escolhessem os clubes náuticos da cidade como local de treino para os Jogos Olímpicos. Do Rio de Janeiro para Niterói são apenas 15 minutos, com duas opções de passeio com vista para Baía de Guanabara: via ponte Rio-Niterói ou por barcas. Nosso roteiro consistiu em passear pela orla da Baía de Guanabara, passando pela Praça Popular, Estação Cantareira, Ilha da Boa Viagem, Museu de Arte Contemporânea (MAC) – maravilha arquitetônica do mestre Oscar Niemeyer, Pedra de Itapuca, praias de Icaraí e São Francisco e Parque da Cidade, entre outros pontos para, por fim,retornar ao Rio de Janeiro.

Petrópolis

Tivemos, também, o prazer de conhecer a cidade de Petrópolis, considerada o testemunho vivo da História do Brasil, desde o período colonial, passando pelo Império até a República. Pudemos apreciar os atrativos culturais e o patrimônio histórico preservado dos séculos XIX e XX e o Circuito Cervejeiro de Petrópolis, com degustação das cervejas artesanais produzidas nas montanhas, harmonizadas com produtos gastronômicos elaborados pelos chefs da região. Um fator que caracteriza a gastronomia da cidade é a influência dos imigrantes alemães, italianos, portugueses e sírio-libaneses, que deram fruto a produtos como biscoitos amanteigados, tortas, cucas, chocolates, geleias, patês, conservas, embutidos e pães variados.

O imperador Dom Pedro I se hospedou na região, encantou-se com o clima ameno e a paisagem exuberante da Mata Atlântica e escolheu a cidade para construir sua residência de verão, hoje Museu Imperial. Os presidentes da República também escolheram Petrópolis para desfrutar da tranquilidade e clima agradável no verão, transformando o Palácio Rio Negro em residência oficial.

Fizemos um tour panorâmico pela Avenida Koeler, visitamos o Museu Imperial, a Cervejaria Buda Beer, no Valparaíso, e participamos de um almoço especial para os jornalistas, no qual foi servido arroz Cervejeir, elaborado por chefs locais e degustação das cervejas Buda Beer, Cidade Imperial, Cazzera e Real e das cervejas Duzé, Imperatriz, da Corte, Rustika e Saideira, produzidas pela Brewpoint. Em seguida, partimos para uma degustação na Cervejaria Bohemia, no Centro Histórico.

Rio de Janeiro

Também fizemos passeios dentro da cidade do Rio de Janeiro, como o Sítio Burle Marx e vista privilegiada da Restinga da Marambaia. Além disso, contemplamos uma das mais importantes coleções de plantas tropicais e semitropicais do mundo, que fica em Barra de Guaratiba, zona oeste da cidade. O Sítio Burle Marx, que foi moradia do famoso arquiteto e paisagista que nomeia o local, tem uma área de mais de 400 mil metros quadrados. Cultivada em viveiros e jardins ao ar livre, a coleção apresenta mais de 3.500 espécies de plantas.  A história conta que Burle Marx iniciou a coleção ainda menino, aos seis anos de idade. Por conta das coleções botânica, paisagística, artística, arquitetônica e biblioteconômica, o local é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro, desde 1985.

O passeio seguiu com um almoço no restaurante Point Grumari, especializado em frutos do mar e com vista privilegiada da Restinga da Marambaia – região de natureza preservada e pouco desbravada, com 42 km de praia de beleza incomum. Parte da região é área de proteção ambiental.

Participamos, também, de uma grande experiência carioca: uma aula de stand uppaddle, uma forma diferente de apreciar a paisagem do cartão-postal é de dentro do mar, em cima de uma prancha, e um passeio pelo calçadão de Copacabana, que é uma das imagens mais famosas do Rio de Janeiro no exterior.

Além disso, fizemos diversos city tour: passeio no bondinho do Pão de Açúcar, um dos principais cartões-postais da cidade, que oferece uma vista panorâmica do Rio de Janeiro e de Niterói. A subida com passeio no Bondinho do Pão de Açúcar é uma atração por si só. Interligando a Praia Vermelha e o Morro da Urca ao Pão de Açúcar, o teleférico foi inaugurado em 1912, sendo o primeiro do país e o terceiro do mundo. Conhecemos as novas atrações da zona portuária, área que foi revitalizada com o incentivo dos Jogos Rio 2016. Os jornalistas inscritos foram convidados pelo Sebrae a conhecer pontos como um bar tradicional, que oferece degustação de cachaça e feijoada. Aprendemos, ainda, como fazer a brasileiríssima caipirinha.

É impossível imaginar uma viagem ao Rio de Janeiro sem uma visita ao Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do mundo moderno. Localizado no alto do Morro do Corcovado, o monumento é a imagem brasileira mais conhecida do mundo. Além de se deslumbrar ao ver pelas janelas do trem as paisagens mais bonitas do Rio, o passageiro faz uma viagem pela história do Brasil. Inaugurado em 1884 pelo imperador D. Pedro II, o Trem do Corcovado já levou papas, reis, príncipes, presidentes da república, artistas e cientistas, em seus vagões. A Estrada de Ferro do Corcovado foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil e é mais antiga do que o próprio monumento do Cristo Redentor. Aliás, foi o trem que, durante quatro anos, transportou as peças para construção da estátua mais famosa do país.

Fizemos, também, um passeio ecológico, que atravessa a maior floresta urbana do mundo: o Parque Nacional da Tijuca, um pedaço da Mata Atlântica, considerado um exemplo de preservação natural.

Outro passeio foi o mais marcantes de todos que fizemos. Ações de preservação ambiental de sucesso foram realizadas no Morro da Babilônia, com hortas comunitárias e paineis solares; sua área de proteção ambiental está passando por reflorestamento, e grandes avanços foram feitos no lugar, por meio de um trabalho feito em parceria entre brasileiros e alemães. Um episódio muito marcante do passeio foi quando o presidente da Comunidade do Morro da Babilônia disse: “Fizeram a festa na nossa casa e não convidaram a gente”. Fomos criticados por outros jornalistas, por querer fazer este passeio. Mas quem me conhece, sabe que precisava ver com meus próprios olhos a realidade social em que vivem as comunidades do Rio de Janeiro. Em um momento de tensão, dentro da favela, um repórter da Reuters não respeitou o direito do morador do Morro da Babilônia de não ser filmado e o mesmo partiu para tirar a câmera do repórter. O presidente defende “Favela não é zoológico”, ele dizia: “Quero poder ver meus filhos crescerem, e minha comunidade pacificada, quero poder ser feliz”, complementou o diretor.

 

 

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