1ª Feira do Tricot de Monte Sião foi notícia em 1983

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A tradicional feira das malhas de Monte Sião teve início em 1983, conforme notícia publicada em O Município, em edição nº 2981, de 30 de julho de 1983.

Modifique se puder, uai?

Joaquim Gilberto Vieira

Foi realizado no período de 17 a 24 de julho deste ano a décima primeira Feira do Tricot em Monte Sião – MG.

Diversas atrações foram eventualizadas, como exemplo shows com os grupos Língua de Trapo, Água Doce e Paranga juntamente com o Trio Elétrico Patajós da Bahia e a sensacional Banda de Música 2001.

Neste período, Monte Sião, uma cidade que comporta aproximadamente treze mil habitantes recebeu em média 50.000 (cinquenta mil) turistas sendo a maior parte lojistas de todo país. Com isto, a cidade fez com que o tricot crie um valor incalculável e que sua fama se espalhe por toda região.

Daí, parte a idéia de seguir o exemplo de Monte Sião para a nossa Festa de Agosto. Devíamos pensar que Socorro é uma terra cheia de riquezas e artistas não descobertos capazes de grandes realizações.

Não acho justo que barraqueiros de fora venham vender tampas de fogão em suas barracas imundas e velhas, enquanto podemos nos explorar fazendo com que o lucro permaneça em nossa cidade e não vá embora na mão de estranhos. Isto deveria partir das próprias lojas, ou seja, das próprias pessoas que daqui retiram o seu pão de cada dia.

Deve-se dar chance as tricoteiras, ferreiros, marceneiros e artistas que aqui vivem sem que lhes abram o caminho.

Em Monte Sião, tive o prazer de visitar a exposição individual do jovem Benedito Dorta Neto, estudante da UEL (Universidade Estadual de Londrina-PR), o qual expôs diversas peças em argila feitas pelas suas próprias mãos, obtendo grande sucesso.

Imaginem que lindo seria nossa festa feita exclusivamente de nossos talentos, começando desde já pensar no que fazer para alegrar os turistas que aqui estiverem neste período.

Sinceramente, eu adoraria poder chegar em Socorro e ir cumprimentando todos os amigos em suas próprias Barracas, vendendo e expondo aquilo que nada mais é do que “nosso”.

Vamos lá socorrenses, que a festa é nossa.

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