A bordo de um navio, Adriano Rostirolla conheceu 12 países e o melhor da gastronomia internacional

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Formado em Gastronomia pelo Centro Universitário Senac, em breve entrevista, o socorrense Adriano Rostirolla, de 30 anos, relata sua experiência a bordo do navio Costa Cruciere, onde atuou como cozinheiro e conheceu diversos países.

De volta a Socorro, hoje ele trabalha com consultorias nos restaurantes e hotéis da região e na cozinha do Lübeck Bar & Restaurante. Confira:

OM – Quando e como começou a se interessar pela gastronomia?

A gastronomia sempre me fascinou; quando criança, meu pai tinha um bar na cidade, e eu sempre ajudei na cozinha. Aos 18 anos fui morar em São Paulo, para cursar Publicidade e Propaganda e, como não estava me adaptando ao curso, chegava em casa e ia cozinhar para os amigos. Isso me tirava o estresse e me dava uma enorme alegria, e foi quando pensei em fazer o curso de Gastronomia.

Formei-me no final de 2010 e trabalhei em alguns eventos em São Paulo, como o Prazeres da Mesa, onde pude estagiar com chefs renomados como Julien Mercier (França), Atul Kochhar (Índia) e Nuno Mendes (Inglaterra). Retornei a Socorro e comecei a trabalhar no Lübeck Bar, onde me tornei chef da cozinha, por algum tempo. Logo depois trabalhei no navio de cruzeiros da companhia Costa, fazendo a rota brasileira, Uruguai, Argentina e rota europeia. Após esta experiência, voltei a são Paulo e comecei a trabalhar como chef na cozinha do restaurante Pic Nic. Depois de todas estas experiências retorno à minha cidade natal, com uma grande bagagem de conhecimentos, para aplicar em forma de consultoria nos restaurantes e hotéis da região.

OM – Como surgiu a oportunidade de trabalhar em navio de cruzeiros?

Sempre tive um sonho de poder trabalhar viajando, de poder conhecer o mundo, exercendo minha profissão… E o navio caiu como uma luva! Logo depois de me formar, fiz os cursos necessários para me capacitar aos trabalhos em navios, fiz entrevista para trabalhar na Costa Cruciere e entrei para a equipe como segundo cozinheiro. Fiz o contrato de oito meses com a companhia, durante o qual pude conhecer 12 países; Argentina, Uruguai, Espanha, Itália, Portugal, Dinamarca, Bélgica, França, Suécia, Estônia, Finlândia e Rússia.

OM – O que mais chamou sua atenção em relação à gastronomia internacional?

O que mais me chamou a atenção foi a qualidade excepcional dos ingredientes usados na Europa. Você percebe que é cultural usar bons produtos, para produzir os pratos. Tive o prazer de degustar as famosas pizzas em Nápoles, na Itália; as paellas valencianas, na Espanha e algumas curiosidades, como em Helsinki, na Finlândia, onde se come salmão com salada, no café da manhã.

OM – O que marcou da experiência pelos mares?

Conhecer e conviver com pessoas de diversos países e todo o conhecimento da gastronomia internacional. O que mais marcou no trabalho em alto mar, foram, também, os lugares maravilhosos por onde passei, paisagens incríveis como o pôr-do-sol no mar Mediterrâneo, o vulcão na Ilha do Fogo e o Vesúvio, na Itália, dentre outros pontos turísticos como o Coliseu e o Vaticano, em Roma, e a torre de Piza, na cidade de Piza.

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