A criação de rosários dos orientais a impulsiona para viver melhor, reconectando-a com a sua alma  

Leitura obrigatória

milaNa religião católica, o rosário é uma prática religiosa que consiste na recitação seriada de orações, com o auxílio de uma corrente de contas ou nós, que recebe o mesmo nome. Esta prática também é utilizada pelos orientais que, ao invés do rosário, utilizam um japamala.

Unindo sua experiência como terapeuta Reiki, terapeuta Floral Saint German e terapeuta Transpessoal pela Dinâmica Energética do Psiquismo, a pedagoga e psicóloga Maria Emília Picarelli Avancini, a Mila, teve, no ano passado a oportunidade de fazer um curso de Traner, na Oneness University, na Índia, e se tornou uma instrutora da chamada Deeksha, “a Bênção que eleva nosso nível de consciência e nos tira do turbilhão do pensamento que tanto nos faz sofrer”, afirma ela.

Com o objetivo de arrecadar dinheiro para sua viagem, ela começou a fazer o japamala e o sucesso foi tanto, que já conseguiu um terço do dinheiro para poder, em setembro, voltar à Índia, realizando o seu sonho.

Para a venda do primeiro japamala, ela contou com a ajuda de seu sobrinho Adriano, de sete anos, o primeiro que conseguiu vender. Desde então, ela se encontrou na atividade e não para mais.

 O que é um japamala?

Japamala é o rosário dos orientais. Ele é um objeto sagrado, muito antigo para que possamos repetir nossas orações, ou mantras de devoção. “JAP” significa “sussurrar” e “MALA” significa, entre outras coisas, “cordão de contas”. Assim, o Japamala é um objeto sagrado para que possamos murmurar, repetir os mantras.

A palavra mantra vem do sânscrito, “man” que significa “mente” ou “pensamento” e “tra”, que significa “proteger”; assim, o mantra significa: “proteger nossas mentes dos maus pensamentos”.

Geralmente o japamala utilizado para repetir o mantra é de 108 contas, que representam a nossa diversidade, nossa dualidade, nossa confusão do pensamento, mais 1 conta, o “Meru”, que representa a Divindade. Cada vez que chegamos nele, repetindo o nosso mantra, além de proteger nossas mentes dos maus pensamentos, realizamos um passo a mais para a nossa elevação espiritual! É a diversidade que gira em torno de uma única unidade.

Como usá-lo?

Seguramos a primeira conta com o polegar e fazemos nossa primeira oração, quando terminar puxamos a segunda conta e continuamos repetindo nossas orações ou o mantra até o final, sempre com o polegar nunca com o indicador. Se quisermos continuar, não podemos esquecer-nos de não passar por cima da conta principal, pois ela representa a Divindade e, assim, voltamos sempre por onde terminamos.

Para que tê-lo?

Quanto mais você usá-lo, mais ele estará cheio da sua Energia. Além de conectá-lo com o seu Divino, ele tem poder de curar suas dores físicas e emocionais. Coloque-o no lugar da dor e peça a cura. Cuide dele com amor, coloque suas intenções mais profundas, crie seu próprio mantra, reze sua oração de poder, dê força a ele e, certamente, a graça virá!

Ele é seu, seu e do seu Divino, por isso não deixe que pessoas estranhas o toque; lave-o, quando sentir a necessidade, com água e sal, purifique-o, perfume-o com a essência que você se identifica, ele é o seu fiel companheiro; atua a seu favor, sempre!

Não hesite, tenha vários, no pescoço para aquecer seu coração, no pulso para direcionar suas mãos, no carro para proteção, seja você a Divindade rodeada de um belo objeto poderoso de devoção espiritual.   Ele certamente é um instrumento que o libera dos condicionamentos da mente e o faz cada vez mais conectado com o que há de mais sagrado em você.

Com quais tipos você trabalha?

Trabalho com pedras artificiais, pois são mais acessíveis, já que não tinha como investir, para começar. Comprei algumas e fiz o meu primeiro, junto com o meu sobrinho Adriano e, este, inclusive, foi o primeiro que vendi! Que presente! Desde que comecei a minha “campanha” para ir à Índia, recebi muito material para confeccioná-los, muitos amigos me deram contas de tudo quanto é cor e tamanho, ganhei até cristais e pedras naturais que mesclo com as outras e, assim, eles foram nascendo. Uso fita de cetim para unir as contas e acima de tudo, Inspiração, aquela que vem de Deus e que me impulsiona a cada peça…

Faço de 108 contas e também outros com múltiplos de 9 como: 54 contas, 27 contas, 18 contas assim como de 49 contas que são usados para alguns processos que a Oneness oferece. Criei o nome JAPAMILA e pedi para Marina Siqueira, amiga querida, criar uma “cara” para ele e fiz uma página no Facebook.

Também a cada evento da Deeksha tenho a oportunidade de vendê-los, além de todos da família carnal e espiritual que compraram muitos e ofereceram de presente. Foi então que o “negócio” foi crescendo e não parou até hoje!

Como adquirir?

A maneira mais fácil para adquiri-los é entrar em contato por mensagem, seja pelo celular, WhatsApp – (19) 99307-3646 – se preferir, seja pela página do Facebook, sempre estou postando fotos das produções, assim como posso criar um que esteja de acordo com o desejo de cada um.  Quando a encomenda é de outra cidade, mando por sedex. Vendi Japamila até na Índia! Levei alguns para presentear e lá as pessoas queriam, só se fosse comprado! Coisas desse meu Divino; da próxima vez, levo mais!

Algo mais?

O JAPAMILA sem dúvida, hoje, na minha vida, é muito mais do que fazer para ganhar dinheiro, mesmo porque é sempre por meio dele que eu me realinho para conseguir o dinheiro que preciso. Ele é sempre um ponto de partida para que eu concretize algo que a princípio me parece impossível conseguir

Nos momentos de transição, de mudanças, de tomada de decisões, de não saber para onde ir, é como se algo sussurrasse no meu ouvido e me desse a energia para produzir mais e mais e tudo começa a se reorganizar na nova ordem que deve ser. Com isso chegam os pedidos, já faz quase um ano que fui para Universidade na Índia e a procura pelo JAPAMILA continua; eu continuo vendendo, e sei que parar é como se eu parasse, também, de amadurecer, tanto material como espiritualmente.

Por isso, no meu caminhar de mãos dadas com o JAPAMILA, é impossível desvincular: as conquistas materiais do meu amadurecimento espiritual. A minha oração, o meu mantra, é a própria ação de criá-los e fazer nascer um JAPAMILA. Estar no movimento de confeccioná-los com tanto amor e gratidão, é como se eu estivesse percorrendo os 108 passos do meu objeto sagrado em direção à Unidade.

E assim É! Fazer JAPAMILA é algo que me impulsiona para viver melhor, pois me reconecta com a minha alma e, assim, consigo estar inteira e renovada para poder usufruir, abençoada, a vida que tenho.

 

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