Atletas socorrenses terminam em 6º lugar no Campeonato Mundial  

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Terminou o Campeonato Mundial de Rafting, na Indonésia, com provas acirradas, que exigiam muita sincronia, conjunto, técnica, resistência, força, experiência, determinação e psicológico forte para enfrentar uma competição de alto rendimento.

As atletas socorrenses Lígia Soares e Francine Andrade participaram desse campeonato e trouxeram para o Brasil o sexto lugar, com a equipe Brasil 40 Graus! Foram quatro dias de provas entre 16 equipes, que exigiram muita técnica e resistência.

“Desta vez não trouxemos o ouro, mas muitas outras conquistas. Trouxemos o orgulho de ser aptas e representar um país, trouxemos experiências e trocas de culturas, lapidamos nossa equipe, ganhamos mais experiência, mais amigos, perdemos alguns quilos, valorizamos a nossa qualidade de vida, quando presenciamos e comparamos o estilo de vida perto da miséria, passamos por sinceros gestos de gratidão e admiração! Também cometemos erros em horas determinantes, por fatores que todo atleta sofre, na hora de tanta pressão e tanta ansiedade. Não trouxemos porque era a hora de aprender e amadurecer, e não de ganhar! E agora é hora de agradecer! Estou feliz demais porque nossa equipe aprendeu com os erros que cometemos”, destacam.

LIGIA rafting 2 xx“Agradecer também faz parte da oração,  e gratidão resume o que vem acontecendo conosco, neste ano; a boca ficou pequena para tantos sorrisos, porém as dificuldades foram muitas, para ir tão longe com pouca ajuda, tentar, não desistir por nenhum medo que bate ou nenhuma insegurança que acontece”, completam as atletas.

Elas contam que, na primeira prova, ficaram em segundo lugar, com apenas 50 milésimos atrás do Japão. No segundo dia, sofreram uma penalidade feita pela equipe da República Tcheca, o que influenciou muito no resultado final, quando ficaram em sexto lugar e foram muito prejudicadas! No terceiro dia fizeram muito bem a pista de slalon, chegando a ficar  no terceiro melhor tempo, mas caíram para quarto lugar, na última prova, de resistência, o down river, que era de 14 km de descida no rio Citarik, ficando apenas nove segundos do terceiro colocado.

“Vamos dizer que a equipe foi lapidada para ir cada vez melhor! No campeonato de 2014 fomos campeãs numa categoria com 4 pessoas, R4, agora participamos de um mundial de R6, precisamos de mais meninas e, o difícil é entrar todas num mesmo entendimento, num mesmo pensamento, numa mesma energia e numa mesma preparação e experiência! Acredito ter sido essa, a maior dificuldade, ressaltam”

“Gostaria de fazer um convite às mulheres socorrenses que gostam de aventura e que têm o hábito de praticar esportes e competir… Venham conhecer a atividade como um esporte, estamos precisando de meninas novas para formar atletas de rafting”, completam.

Lígia Soares dá a sua opinião sobre o que sente: “Ser atleta é levar à frente essa responsabilidade, de uma nação toda; é necessário rever todos os planos, requentar os sonhos várias vezes para mantê-lo vivo, ir  para a briga e saber que podemos voltar sem o objetivo alcançado, mas que mais para frente pode acontecer muito melhor, como já aconteceu, recentemente! É uma coragem descarada e desmedida de pagar para ver. Apostar e aceitar que sim, podemos ganhar. Perder também faz parte das vitórias.

LIGIA rafting 1 xxMuito obrigada aos nossos familiares, que apoiam sempre, aos amigos que ajudaram,  comprando as camisetas da equipe, e aos patrocinadores que fizeram toda a diferença e que nos proporcionaram mais esta conquista, mais este aprendizado!

Um agradecimento especial à Universidade Estácio de Sá, que valoriza a educação, o esporte e a cultura, e entende que é preciso investir nas pessoas e no país para ser bem representado, e fazer a diferença para um mundo melhor!

Convido todos a acompanharem as fotos e vídeos na página da equipe Brasil 40 graus e na página da atleta Lígia Soares. Obrigada, Socorro!, finaliza a atleta.

 

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