Café Cereja Descascado – a aposta do cafeicultor para gerar negócios e investir no Turismo Rural

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Há cinco anos, em 2011, Luiz Eduardo de Bovi, 51 anos, tomou a iniciativa de dar uma direção ao café produzido em sua propriedade, a Fazenda 7 Senhoras, no Bairro Serrote.

Luiz Eduardo é casado com Cristina e tem dois filhos: Luca, de 23 anos, e Leandro, de 20 anos. Sua formação é de Engenharia Elétrica, mas como diz, trabalhou a vida toda na IBM, na área comercial, e agora divide seu tempo entre São Paulo e Socorro.

Foi pensando “no que faria nos próximos 20 anos”, e com ideias novas para aplicar na cafeicultura e introduzir a propriedade ao Turismo Rural, que colocou “a mão na massa”. Como tudo evolui, ele sabia que a cafeicultura também evoluiu, e já não era mais como na época de seu avô Dante de Bovi.

Na produção mais atualizada do café, resolveu investir, além do café natural, no café cereja descascado, que é mais valorizado no mercado e passa por um processo mais rápido e eficiente, até chegar às mãos do consumidor.

A produção é grande, são 50 hectares de café que, após a colheita – tudo mecanizado – passa pela lavagem e, antes da secagem, é descascado por máquinas e só depois é exposto ao sol, em terreiro, ou em estufa ou secador. Esse processo, segundo o cafeicultor, minimiza o café de baixa qualidade e permite um padrão de qualidade maior, em café especial, com garantia de um maior volume de café com qualidade.

“A ideia foi trabalhar com o café de forma verticalizada, para poder trabalhar com café especial torrado, em grãos, em cápsulas, com máquinas de café, a tendência atual do mercado. Ao mesmo tempo, agregar valores e trabalhar mais a origem do café, como um diferencial. O fato de produzir e fazer todo o processo é bastante valorizado, e alguns proprietários já estão fazendo isso, em vários locais, com sucesso”, destaca Luiz Eduardo.

Com o crescimento do turismo, em Socorro, e de modo especial o Turismo Rural, ele já pensa em atuar na área. Está ampliando e arrumando uma das casas da fazenda, para torná-la um centro de treinamento para turistas e interessados, no segmento do café.

“O local será todo planejado para oferecer cursos de barista, de torra, de educação sensorial, entre outros, fazendo parcerias com especialistas das diferentes áreas, para ministrar os cursos. Tudo que está ligado à gastronomia atrai as pessoas. E conhecer todo o processo pelo qual o café passa, numa fazenda, e não em salas improvisadas, olhando os pés da planta, tocando os grãos, enfim, tendo uma vivência muito mais atrativa, é o que trará os turistas e mesmo os socorrenses, aos cursos e visitas. O diferencial será a maneira de apresentar o café, uma bebida cujo consumo está aumentando no mercado todo, inclusive se tornando mais apreciado pelas novas gerações. Existe, inclusive, o café gelado e gaseificado, ainda pouco conhecido pelos brasileiros, mas fazendo sucesso em alguns países, de modo especial pelos jovens”, ressalta o empreendedor.

Ele conta, ainda, bastante orgulhoso, que o ano passado, com a primeira colheita e no primeiro ano em que participou de um concurso, o café da Fazenda 7 Senhoras ganhou como o melhor café do Circuito das Águas Paulista, na modalidade de café cereja descascado.

Luiz Eduardo garante que existe espaço para crescimento do café especial, e que as pessoas precisam conhecer e ter oportunidade de tomar um café com qualidade. O Brasil possui excelentes cafés e o que ele pretende é criar uma situação especial, mostrar o que é feito com o café, até chegar à mesa do consumidor. Os turistas vão gostar muito da experiência e os socorrenses vão aplaudir a inciativa.

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