Casa do Mel convida apicultores para conhecer o trabalho da instituição

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Casa do Mel XX

Um projeto que existe há cerca de dois anos, criado pela Associação Rural da Microbacia dos Cubas, está saindo dos papéis e chegando para beneficiar não apenas os apicultores, como também outros setores da economia da cidade: a Casa do Mel.

O empreendimento surgiu por causa da demanda de alguns sócios da ARMC, que  desenvolvem  a  atividade da apicultura, porém não podem comercializar o mel  sem o selo do SIM- Serviço de Inspeção Municipal, que segue a legislação sanitária  para a comercialização  em Socorro. “Após a extração do mel realizada aqui em Socorro, os produtores levam o mel para ser embalado  em Sorocaba, pois lá tem o SISP- Serviço de Inspeção Estadual. Quando esse mel é comercializado aqui, promove o setor e a cidade de Sorocaba. Este processo realizado em outra cidade tem custos mais altos, por isso  também desestimulou diversos apicultores, diminuindo a produção  no município”, explica a secretária da associação, Ana Maria Pares.

“Diante disso, pensamos em ir atrás de recursos para beneficiar  o mel, e que o mesmo seja processado aqui em Socorro, com a nossa marca, como forma de estimular novamente esses produtores que abandonaram a atividade”, conta a presidente da associação, Salete Torres Ishikawa.

Embora a Associação tenha uma abrangência regional, Salete afirma que a Casa do Mel teria uma abrangência municipal, com a oportunidade de desenvolver a apicultura na cidade, agora contando com 70% dos recursos conquistados por meio do plano de negócios apresentado ao Programa de Microbacias II- acesso ao mercado da CATI- Regional de Bragança Paulista, com apoio da Casa de Agricultura de Socorro, e os 30% restantes, obtidos  como contrapartida dos associados membros do núcleo do mel, com total apoio da Associação.

“É um investimento! O produto que sair da Casa do Mel contará com um selo de Serviço de Inspeção Municipal, o que garante a qualidade do mel, e será encaminhado para ser vendido, tanto nos pontos turísticos da cidade, como também em supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Todos terão o rótulo da Casa do Mel, porém, com a descrição de onde ele foi produzido”, afirma a presidente.

Todo o mel processado no local poderá ser embalado em potes, para a comercialização, principalmente no setor de turismo; em bisnagas para uso doméstico; em sachês, que poderão ser distribuídos nas escolas municipais, e até em baldes, para o atacado.

“Por isso, convidamos todos os apicultores que ainda não se associaram à ARMC, para conhecer o projeto e fazer parte do programa, pois todos serão beneficiados. Ressaltamos que para participar do projeto o apicultor, produtor de mel, deve ser associado e deve colaborar com a contrapartida dos 30%, para ser justo com aqueles que se associaram e já deram sua contribuição. Mas eles podem ter certeza que todo este investimento trará um bom retorno a eles”, convidam Ana Maria e Salete.

Primeiros passos

Embora enfrentando muitas dificuldades, a Casa do Mel já está dando os primeiros passos. A sede do projeto já está praticamente pronta. Com cessão de uso dada pela Prefeitura,  conforme decreto municipal, o local onde antigamente era a Escola Municipal dos Cubas foi entregue para a associação, que se responsabilizou por toda a reforma , desde 2006 e agora, pela adaptação necessária para abrigar o processamento do mel    que será levado pelos apicultores.

“Após enfrentar os impasses burocráticos para adquirir permanentemente a nossa sede, passamos por diversos problemas, no que diz respeito à documentação da parte ambiental. Fomos atrás, argumentamos todos os impasses encontrados e, uma vez dentro da legislação, finalmente obtivemos a licença”, enfatiza Ana Maria.

Dentre as melhorias da sede está a ambientação de todas as salas pelas quais o mel passará, e que foram estruturadas para atender à legislação sanitária,  e atender ao fluxograma para o processamento. “Está praticamente tudo pronto, estamos apenas aguardando a chegada dos equipamentos, que já foram comprados”, informa Salete.

Mais flores, mais abelhas, mais mel

Além do convite aos apicultores e interessados no setor para conhecer a Casa do Mel,  a Associação pede a colaboração de toda população para a preservação das abelhas e das flores, tornando, assim, o nosso mel cada vez mais sustentável.

“Se não há florada, não há mel. Portanto,  os agricultores que ainda fazem uso de herbicidas na vegetação rasteira, devem  buscar a alternativa de passar a utilizar as roçadeiras. Com a diminuição das flores, as abelhas perdem a referência de polinização, em determinados lugares, fazendo com que elas se acabem, também”, ressalta Salete.

“Vamos plantar mais árvores! A administração anterior começou com o projeto das 180 mil mudas e é importante a continuidade. Há diversas entidades que doam  as espécies, para o plantio. Temos o Projeto Verde Novo, da Associação Ambientalista Copaíba, que beneficia os proprietários de terra. Enfim, não podemos perder a oportunidade de ter mais uma fonte de renda para a nossa cidade. Se tivermos mais flores, teremos mais abelhas para a polinização e, consequentemente, mais mel para vender”, finaliza Ana Maria.

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