Ciclistas socorrenses participam da Rota Márcia Prado

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Um grupo de ciclistas socorrenses – Vagner Trentino, Andreza Silva, André Martins, Jucélia Coutinho Pinto, Maurício Conti, Marcelle Bernardi e Luis Augusto Porto Mendonça -, após algumas reuniões de definição e planejamento, efetuadas no “Espaço Herbalife Vida Saudável Boa Vista”, de propriedade de nossa amiga Jucélia, participou, neste mês de dezembro, do evento “Rota Márcia Prado”.

A Rota Márcia Prado é uma proposta de caminho cicloturístico, que possa ser percorrido por todo tipo de ciclista, por um trajeto de São Paulo a Santos. O percurso é inspirado no trajeto da última viagem que a ciclista Márcia Prado realizou, antes de ser atropelada e morrer, na Avenida Paulista, local onde há uma homenagem com uma bicicleta branca, em sua memória. Historicamente, a Ecovias, concessionária da Imigrantes, tenta barrar esse percurso, alegando falta de segurança no trecho onde os ciclistas obrigatoriamente têm que passar nessa estrada. O contraponto é que a própria concessionária não se preparou para a opção das bicicletas. Um processo judicial foi instaurado para solucionar a falta de investimento nessa área. Fonte – Instituto CicloBR.

Bike ROTA SANTOS 1 xx
Estrada de manutençáo – descida da serra – Imigrantes abaixo

O percurso começa em várias partes de São Paulo, podendo inclusive sair do Parque Ibirapuera, totalizando 100 km. O trajeto é diferenciado, passando pelo movimento de São Paulo, represa Guarapiranga via duas balsas, Ilha do Bororé, Imigrantes, estrada de manutenção da imigrantes, região industrial de Cubatão até a cidade de Santos, onde encerra, geralmente, no Posto 1 ou Praça das Bandeiras, à beira mar. É um dos trajetos mais interessantes do estado de São Paulo, pela diversidade de ambientes. O local mais apreciado, certamente, é a estrada de manutenção, pois as vistas são diferenciadas em meio ao Parque Serra do Mar, em meio à mata atlântica – Floresta Ombrófila Densa (vegetação ameaçada de extinção).

Como em várias cidades brasileiras, inclusive Socorro, a reivindicação é que a opção de mobilidade urbana não fique restrita a ciclofaixas recreativas e sim funcionais, de ligação dos bairros periféricos ao centro da cidade, ou até mesmo, como neste caso, de uma cidade a outra. Parece coisa impossível, mas não é. Um bom exemplo é o modelo Holandês que constrói ciclofaixas de autorrodagem às margens das estradas de autorrodagem desse país. Prática que a Ecovias (Imigrantes) não adota e também não visualizamos por aqui, mesmo com toda organização do trânsito. Lembramos que quando se trata de mobilidade urbana, as bicicletas devem estar presentes, além de ser prática saudável é um meio de transporte amplamente utilizado.

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