Clube XV apresenta Rir é o Melhor Remédio, com humorista do Pânico na Band

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No dia 15 de junho, o Clube XV de Agosto traz a comédia “Rir é o Melhor Remédio”, com o ator Eros Prado, intérprete do personagem “O Inconveniente”, do programa Pânico, exibido aos domingos, com reprises às sextas-feiras, na Band.

A peça já está em cartaz há anos e nela são interpretados diversos personagens, inclusive o “Inconveniente”. A apresentação reúne stand up e esquetes (pequenas cenas) com participação do público, com os quais foca a importância do riso contra os males da vida.

A história do ator
O Município entrou em contato com o ator, que contou um pouco de sua história, lembrando o início de sua carreira humorística, iniciada em Socorro.

“Comecei no teatro com a iniciativa de meu querido irmão Ricardo Prado, aos 16 anos. E, por incrível que pareça, o meu primeiro personagem humorístico foi feito na cidade de Socorro: fui um ‘Frango’ (aqueles bonecos cabeção) de um restaurante mineiro, que ficava chamando a atenção dos carros que passavam em frente ao estabelecimento. Uma roupa de lã, em baixo de um sol de verão das 11h às 14h30, uma delícia, aliás, indico esse trabalho para todos que queiram emagrecer e se desidratar”, brinca o humorista.

Nascido em uma família humilde e muito unida, Eros lembra que a diversão era se reunir para contar piadas e cantar paródias. “Como meus pais eram professores, a piada já começava com os seus salários”, conta ele. O ator começou sua carreira em grupos de teatro: começando pelo Arteatrando, de Amparo, apresentando diversas peças, entre elas, “A vida como ela é”; em Atibaia, ele trabalhou na Trupe Bananas Brasil, onde, na época, montou a primeira versão do “Rir é o Melhor Remédio”.

“Sempre montei meus personagens baseados em pessoas do meu cotidiano: mãe, vizinhos, mecânico, padeiro… Gosto de fazer meus próprios personagens, com textos próprios, ao invés de imitações, pois acredito que quem imita sempre será o sósia, mas se você faz uma coisa diferente será único”, enfatiza Eros.

A chegada ao Pânico na Band
“Quando me perguntam como entrei no Pânico, na Band, sempre me falam: – Nossa! Que sorte você teve! Acredito que não dá pra contar com a sorte, não é um sorteio de loteria! Sim, é muito difícil, um ator do interior que não tem contato com ninguém em TV, conseguir participar em um programa de humor que está há 10 anos no ar, como é o caso do Pânico. Você tem que acreditar no seu trabalho, ser autocrítico, querer sempre melhorar e estar pronto todos os dias. É como dizem: O cavalo passa com a charrete vazia uma vez. E se você não estiver preparado para subir, ele vai embora!”, ressalta o ator.

Eros conta que conheceu Marvio Lúcio, o Carioca do Pânico, em uma apresentação que fez em um resort, no interior de São Paulo, no qual ele estava hospedado. Durante a hospedagem do famoso personagem do Pânico, ele fez cinco apresentações: duas adultas, dois shows de palhaço e um na piscina, na qual faz um personagem muito parecido com o “inconveniente”, que gritava e contava piadas, brincando com o sotaque na orelha das pessoas. “Diz o Carioca que foi daí que tirou a ideia do quadro “O Inconveniente”. O mais difícil foi ele convencer os diretores em fazer o quadro com um humorista desconhecido e iniciante em TV”, lembra o ator.

Com esta oportunidade concedida, Eros tinha o desafio de não desperdiçá-la, porém, quando foi apresentada a ideia do quadro que ele faria, o ator confessa que ficou assustado. “Não me considero uma pessoa chata, inconveniente e acima de tudo não queria humilhar e nem expor ninguém. Eu gosto de fazer humor onde todos consigam rir, onde não precise expor ninguém para conseguir risadas”, explica ele.

“A ideia de fazer um caipira veio 10 minutos antes de gravar a minha primeira cena, em uma farmácia: lembrei-me de um amigo, o André Pontes, que mora em Itapetininga, um amigo que tem o apelido de cowboy e, quando quer, é inconveniente pra caramba. Fala alto, dá risada na cara das pessoas, diz o que pensa, mesmo sem pensar no que está dizendo. Um cara muito engraçado e inocente, em seus atos. Pensei em usar esse estereótipo, acreditando que caía bem, pois um caipira é inocente e engraçado por si só. Quando for tirar sarro das pessoas, elas não vão se chatear pois o cara (o caipira) já é uma piada”, completa ele.

Já em sua primeira gravação, o personagem foi aceito não apenas pelo público, mas por toda a equipe do Pânico na Band que, segundo Eros, não é pequena. “Confesso que quando fui chamado para gravar no estúdio, para fazer o quadro do Didi Maiscedo (hoje interpretado pelo Marcelo Sem Dente), fiquei com medo; afinal, não sabia qual seria a minha reação e a recepção da equipe formada por Wellington Muniz (Ceará), Eduardo Sterblitch (Edu) e Gui Santanta, humoristas que sempre admirei e ainda continuo fã e, hoje, os vejo como pessoas maravilhosas que me apoiam, dão conselhos, dicas, dividem ideias e projetos”, comenta ele.

O que mais surpreendeu Eros Prado foi o carinho e atenção com que foi recebido e, principalmente, a oportunidade de ver de perto o Pânico na Band, onde cada um faz o seu melhor, e não para si, mas para seu colega e toda a equipe, inclusive maquiadores, produtores, direção etc. “É um verdadeiro show por de trás das câmeras. É lógico que, às vezes, rola um arranca rabo, mas onde há discussão há crescimento. E não é a toa que estamos liderando a audiência nas noites de domingo, com 10.5 de ibope contra 9 da Globo e 8.5 do SBT. Não sei até quando estarei no Pânico, até quando serei humorista e muito menos até quando estarei nesse planeta chamado Terra, mas sei que amo muito o que faço e faço com muito amor e sempre levo comigo uma frase de Clarice Lispector: ‘Divertir os outros, um dos modos mais emocionantes de existir’.

Amigos de Socorro, venham assistir ao espetáculo e descobrir que`Rir é o melhor Remédio´ pra tudo… Bem, menos pra diarreia, pois aí não é muito aconselhável ficar rindo à toa, porque pode sujar as calças”, finaliza o humorista.

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