Continua atual, a advertência sobre o uso de moto, feita em 1992  

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Na edição nº 3.697, de 11 de janeiro de 1992, o artigo mostra o perigo que os jovens correm, com o uso irresponsável das motos, que causaram, o maior número de mortes em acidentes de trânsito.

“Advertência aos pais”: Moto, veículo da morte

O que acontece com a educação de hoje? Ser bons pais é nunca negar o pedido dos filhos? Acho que não! Se o filho “bate” o pé querendo uma moto ou um carro, os pais o atendem mesmo sabedores que a cabecinha da grande maioria dos jovens adolescentes não é igual as suas. Gostam de se exibir com suas proezas, jamais se importando com as funestas consequências que poderão ocorrer.

Quando residia em Uberaba, M. Gerais, fui convidada pelo famoso médium Chico Xavier para assistir e participar de reuniões em sua casa conhecida como o Centro da Prece; as filas davam voltas no quarteirão, formadas por pais, irmãos, amigos que tinham, “perdido” o filho num desastre, a grande maioria de moto.

Ávidos, aguardavam uma mensagem psicografada do entre que partira, desesperados e revoltados. Presenciei uma mensagem do campeão brasileiro de motociclismo, o conhecido “Jacaré”, que morreu, não na pista, mas numa avenida de S. Paulo, que confessou ter abusado da velocidade, transmitindo um conselho aos jovens sobre o perigo da moto, que consta no livro “De motóca para o além”.

Inegavelmente, os pais devem pensar duas vezes ou mais e analisarem o comportamento de seus filhos, suas tendências de auto-afirmação através do exibicionismo, aliás próprio da idade.

Na época que estamos vivendo, tão conturbada, os pais deveriam dialogar muito com os filhos, procurando interessar-se pelos seus problemas (eles são muito carentes de carinho e atenção), a fim de evitarem os desvios para uma vida perigosa, aventureira, onde também o vício das drogas, do álcool poderão causar transtornos irreversíveis numa família.

O Brasil está em primeiro lugar no mundo em desastres de moto; realmente, é doloroso o espetáculo que presenciamos; perde-se o filho de um modo ou de outro, ou seja, a morte o leva ou fica paraplégico para o resto da vida.

Amar realmente os filhos não quer dizer que tenhamos que satisfazer todas as suas vontades, é bem mais válido que os filhos chorem hoje ao verem a negativa dos pais, fiquem aborrecidos, de “cara amarrada”, para evitar que seus pais chorem pelo resto da vida.

Não sou contra aqueles que fazem uso de uma moto para seu trabalho, porém moto não é forma de lazer para os jovens e sim o VEÍCULO DA MORTE.

Myrtis de Carvalho

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