E tudo continua como antes…

Leitura obrigatória

Na edição nº 2801, de 11 de julho de 1981, fala-se do abandono das Fontes da Pompéia que atualmente, também e ainda se encontram ao “Deus dará”. A quem pertence a área? Até hoje isso é uma incógnita!

Fontes da Pompéia

OBSERVADOR

Nunca será demais repetir que dentre os atrativos que alimentam as esperanças de Socorro vir a tornar-se uma estância na extensão da palavra, o recanto “Fontes da Pompéia” surge como um ponto de destaque.

Porém a Pompéia vive abandonada. Segundo sabemos ela pertence ao Fumest e circula pelo menos a notícia de que o singelo balneário que lá foi construído entrará, ou melhor, terá que entrar em funcionamento antes das próximas eleições. E quando isso acontecer o nosso balneário ostentará o privilégio de ser apontado como um dos menores do Brasil, presente modesto ao nível do prestígio que desfrutamos junto ao governo do Estado.

E o visitante que procura as fontes encontrará quase tudo num abandono desanimador, com mato e sujeira principalmente junto as nascentes. E nisso muitos frequentadores levam parte da culpa pois sujam mesmo sabendo que ninguém irá limpar.

E algo também preocupante vem sendo observado ultimamente. O belo loteamento que a acompanha o lado direito do recanto chega a passar por cima das nascentes e no local já estão sendo construídas habitações, e, supondo-se que ainda não existia a rede de esgotos, chega-se a conclusão de que serão construídas fossas. Residências sobre as fontes já motiva um ponto de interrogação. Fossas então seriam um absurdo. Sinceramente esperamos que estejamos enganados e que a rede seja uma realidade. Não entendemos profundamente do assunto e seria interessante um pronunciamento técnico para determinar até que distância as construções poderão se aproximar das nascentes.

E apesar de tudo as “Fontes da Pompéia” é um local encantador, e ele, como também o loteamento particular tem muito futuro. Porém nos dias presentes quem a visitar chegará imediatamente a conclusão que se existe um povo que não tem o direito de falar em turismo, esse povo somos nós.

E, nessa mesma edição, uma nota sobre Adão Costela, uma figura folclórica que perambulava por nossas ruas e era muito querido pela população.

Adão Costela

“Adão Costela”, uma das figuras populares e engraçadas da cidade, após breve sumiço voltou a marcar presença em nossas ruas principais.

Estimado, pois é um personagem simpático e jamais pronunciou uma palavra mesmo quando provocado, o nosso amigo Adão é um elemento folclórico que faz parte da vida da cidade. Servo submisso da caninha onde não importa a marca e sim a quantidade, o Adão tem a mania de “orientar” o trânsito e essa brincadeira ainda poderá acarretar sérios aborrecimentos, uma vez que, cambaleante, surge de surpresa na frente dos carros, provando sustos e irritações, principalmente aos motoristas de fora.

Urge portanto que para a sua própria preservação física seja colocado um ponto final nessa mania do nosso popular “Adão Costela” pois caso contrário ele ainda irá arrebentar o esqueleto debaixo de algum veículo.

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