E tudo continua como dantes II

Leitura obrigatória

O Município de 23 de abril de 1988, edição nº 3.216, publica um artigo sobre os aposentados, e vemos, 26 anos depois, que tudo continua como dantes…

O aposentado não tem vez

Em todos os países desenvolvidos do mundo, os aposentados são tratados com todo carinho, respeito e consideração. São citados e mostrados como exemplos para os mais jovens, pelos trabalhos desenvolvidos e experiência adquirida. Via de regra, a vida de um aposentado é uma senda de trabalho e honestidade, pois para chegar a tanto é preciso ter caráter e perseverança. Por isso, são remunerados condignamente, para que não tenham mais preocupações de ordem financeira, no ocaso de suas vidas.

E o que acontece no nosso querido Brasil? Exatamente ao contrário. O nosso sistema de Previdência Social está completamente falido, e o ônus da má administração recai justamente sobre aquele que deveria ser beneficiado.

O cidadão trabalha e contribui para a Previdência Social durante anos e anos, aumentando sua carga de contribuição no fim de sua jornada, pensando usufruir de uma aposentadoria feliz e merecida. Mas o que temos visto é o drama vivido pelos aposentados. Com uma inflação que corrói todos os salários, e vendo seus proventos serem calculados abaixo da inflação, o aposentado se vê na triste contingência de, muitas vezes, ter que morar com um parente mais próximo, única maneira de sobrevivência. Triste para todos nós, brasileiros.

Uma das últimas esperanças recai na elaboração da nova Constituição, onde se espera que sejam resguardados os direitos dos aposentados, seu poder de compra, e seu direito inarredável de viver com decência. Para isso basta que se moralize a Previdência Social, de modo a ficar imune a tantos escândalos e imoralidades. Que a Constituinte nos garanta a Liberdade, mas que ela venha junto com a Responsabilidade dos nossos administradores.

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