Educadores de Oficinas Culturais, Boné e Kel são os autores do grafite em homenagem ao Chaves

Leitura obrigatória

Grafiteiros 1

Eduardo dos Santos Montebello – 38 anos e Raquel Nunes – 30, mais conhecidos como Boné e Kel, são apaixonados pela arte do grafite.
Grafite vem do italiano graffiti e, atualmente, é considerada uma forma de expressão, no âmbito das artes visuais, em que o artista aproveita os espaços públicos.
A arte não tem nada a ver com a pichação, essa sim, uma contravenção penal. Questionado se existe preconceito em relação ao grafite, Boné conta que é relativo, sendo bem mais aceito, hoje em dia, na sociedade. “Tem pessoas que gostam e outras não”, enfatiza.
Moradores de Mauá, Boné e Kel contaram ao Jornal O Município que têm familiares em Socorro. “Minha mãe e tios moram no bairro Camanducaia de Cima. Quando estamos de férias eu e a Kel, minha esposa, ficamos na cidade”, conta Boné.
E foi numa dessas passagens que eles deixaram mais um trabalho, para ser apreciado por todos: o grafite em homenagem aos personagens Chaves e Chiquinha, feitos na Rua Marechal Deodoro, no Centro. Confira a entrevista com o casal.

OM – O que é grafite?
É uma forma de manifestação artística que interage diretamente com o espaço. O cenário urbano torna-se moldura para nossa arte.

OM – Quando começaram a grafitar?
Boné: Iniciei na arte do graffiti no ano de 1996, na cidade de Mauá.
Kel: Estou na arte do graffiti desde 2003, mas só em 2007 comecei a pintar meus trabalhos nas ruas

OM – De onde vem a inspiração?
Boné: Gostamos de abordar temas atuais ou cenas do cotidiano, para que os transeuntes possam se identificar com o nosso trabalho.
Sou identificado por letras no estilo 3d, wildstylle e piece. Tive grande influência da antiga estação São Bento, que teve um papel importante para divulgação da cultura hip-hop no Brasil. Frequentei este local nos anos 90, onde conheci o graffiti e o carrego comigo, até hoje.
Kel: Faço desenhos usando a técnica conhecida como stencil art, que usei para criar os personagens do Chaves. Em 2007 fui prestigiar um encontro de graffiti feminino, em Santo André/SP, fiquei admirada com os trabalhos e, então, passei a deixar minha arte por onde passo.

Grafiteiros 2 xxOM – O Chaves/Chiquinha foi o primeiro trabalho em Socorro?
Não, sempre que estamos emSocorro deixamos uma arte. Em 2008 pintamos, neste mesmo lugar, e agora decidimos renovar com os personagens Chaves e Chiquinha. Fizemos trabalhos também no bairro Camanducaia de Cima, no bar da Vânia/Bilica e numa quadra de bocha, no mesmo local.

OM – Vocês também fazem outros trabalhos artísticos?
Eu e a Kel vivemos da arte do graffiti, somos arte educadores pelo projeto Oficinas Culturais, pertencente à Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer da cidade de Mauá.

OM – Quais seus telefones para quem quiser entrar em contato?
O nosso contato (11) 99501-4918, e-mail: bone.grafiti@hotmail.com, bonegraffiti.blogspot.com.

 

- Anunciantes -
- Anunciantes -

Últimas notícias