Ela acreditou em seus sonhos e tornou-se Bombeira  

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Emilyn Aparecida de Almeida Michelini, de 19 anos, é filha da guarda municipal Edeli de Fátima Antunes de Almeida e enteada do policial militar João Guilherme Junior.

Inspirada pela mãe e padrasto, ela decidiu, aos 18 anos entrar para a Polícia Militar e, no mês de novembro, se formará pela Escola de Corpo de Bombeiros.  “Resolvi entrar na PM, com o incentivo dos meus pais, após o colégio, quando tinha 18 anos. A decisão veio pelo convívio de meu padrasto ser PM e minha mãe ser GM, além do fato de ter estagiado como guia mirim na Delegacia de Polícia Civil de Socorro, por 2 anos, onde passei a ter mais contato com o mundo policial” conta ela.

“Quando ela contou que queria seguir a carreira, fiquei muito surpresa, como toda mãe, mas, ao mesmo tempo, muito feliz, pois se um filho tende a seguir algo que os pais fazem, é porque estão sendo bons exemplos para ele”, afirma Edeli, que é guarda municipal há 21 anos e que, como o padrasto, está muito orgulhosa. “Embora não seja seu pai biológico, o sentimento de orgulho e felicidade tomou conta de mim. Desde o início, ela pode contar com meu apoio! Torço muito pelo sucesso em sua carreira”, conta Junior, que já está há sete anos na Polícia Militar e passou dois anos na Guarda Municipal.

A jovem foi aprovada logo na primeira vez que prestou o concurso e passou, com sucesso, todas as sete etapas necessárias para entrar na Polícia Militar, e Edeli não esconde a felicidade e orgulho que sente pela filha.  “Desde o momento que ela me disse que ia prestar o concurso, dei todo o apoio e suporte psicológico, em todas as etapas. Acompanhei e procurei estar presente em todos os momentos, não só do concurso, mas em cada instante de sua vida sempre me fiz presente, desde quando ela estava em meu ventre. E creio que eu ajudei a formar uma cidadã de bem, uma mulher, e agora na carreira militar, uma verdadeira profissional, como tantos homens e mulheres que realmente dão o sangue pelos outros. Completei 21 anos de GM, e quando ela nasceu eu já estava na corporação, ou seja, sempre teve muita intimidade com a farda”, conta Edeli.

A primeira etapa para entrar para a PM é a prova escrita e redação, seguida do teste de aptidão física, exame médico, teste toxicológico, exame psicológico, dividido em duas etapas; análise de documentos e investigação social, período equivalente a um ano, para Emilyn chegar à sua graduação atual, que é Soldado PM 2ª Classe.

Para ingressar no Corpo de Bombeiros, mesmo já sendo Policial Militar concursado, é necessário que tenha um edital interno disponibilizando vagas para a área especializada do bombeiro, e é necessário fazer um novo teste de aptidão física.

“Sempre admirei a Polícia Militar e, desde o início, eu tinha o objetivo de fazer parte do Corpo de Bombeiros, já que o meu curso básico de policiamento foi realizado na Escola Superior de Bombeiros, onde tive o convívio com os profissionais da corporação, aumentando, assim, o meu desejo de servir nessa especialidade da PM”, diz Emilyn, que destaca a intensidade dos treinamentos, pois o profissional necessita de bom condicionamento físico e técnicas para melhor atender à sociedade. Com ela, no curso, são 38 mulheres entre 280 homens, e a soldado garante que em nenhum momento passou por preconceito.  “No meu caso, como mulher, fui incentivada a romper as dificuldades, e sempre tratada com respeito e profissionalismo pelos irmãos de farda”.

Além das dificuldades de treinamento, a carreira no Corpo de Bombeiros exige que o profissional passe por estágios, para acompanhar o dia a dia da corporação e são nestes momentos que aparecem os casos mais marcantes. “No meu estagio na Região Norte de São Paulo, houve um incêndio em residência, tendo como vítima uma criança de 2 anos, a qual estava com sinais evidentes de morte por carbonização. Acredito que essa tenha sido a ocorrência mais marcante, até então”, lembra ela que, mesmo com as dificuldades, nunca pensou em desistir de seu objetivo. “Sempre foquei no meu objetivo e todo esse tempo é Deus quem tem me sustentado, juntamente com a minha família, que continua me incentivando, conversando comigo, dividindo experiências e me dando conselhos. Eles são meu espelho”.

“Em nenhum momento temi pela vida dela; primeiro, porque ela sempre foi uma menina de ouro e eu tinha certeza que Deus iria abençoá-la, como a abençoou em todas as etapas. Foi a primeira vez que ela prestou e já foi seguindo por todas as etapas, até chegar ao término do concurso”, diz a GM Edeli, completando. “Eu penso que foi um presente de Deus, desde que ela nasceu até agora, uma mulher feita, que escolheu uma profissão tão bonita, que é ser uma policial e depois, ainda, indo para o Corpo de Bombeiros, que é uma profissão de heróis. Qual mãe não ficaria orgulhosa e não amaria isso?”, emociona-se Edeli que, juntamente com Junior, encerra. “Sempre priorizei na educação de meus filhos a importância de ajudar o próximo, estar sempre prontos para estender a mão, quando alguém deles precisarem. Filha, você é uma bênção de Deus em nossas vidas; nós a amamos muito! Sempre estaremos ao seu lado”.

E Emilyn finaliza: “Por fim, gostaria de ressaltar a todos, de modo especial aos jovens, a importância do apoio familiar. Acredito que, se não fosse esse alicerce, eu não teria alcançado parte dos meus sonhos e objetivos. Deixo a pequena expe-riência de que sonhar é importante, desde que, em primeiro lugar, tenha Deus no coração. Acredite nos seus sonhos e tenha objetivos e prioridades em sua vida, sempre pensando no futuro, positivamente”.

 

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