Há vagas: Pacientes com diabetes podem procurar o Posto de Saúde para acompanhamento médico

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Os pacientes que forem diagnosticados com diabetes têm direito a um acompanhamento médico no Posto de Saúde, segundo a enfermeira Juliana Rodrigues Gomes Cardoso. “Por meio de uma triagem, o tipo de diabetes que o paciente possui é detectado. Caso seja do tipo 1, o tratamento é feito por insulina e, caso seja o tipo 2, somente com medicação via oral”, afirma ela.

Atualmente, cerca de 120 pessoas recebem o atendimento geral de diabetes no Centro de Saúde, porém, somente 30 pacientes fazem o acompanhamento correto e participam dos grupos educativos com a enfermeira.

Juliana conta que, assim que a doença é detectada,  a pessoa deve procurar o médico, realizar todos os exames solicitados, fazer acompanhamento com nutricionista, além de participar de atividades educativas que alertam sobre as doenças que poderão ser desenvolvidas, caso o diabetes não seja controlada. “É importante, também, que o paciente procure um (a) enfermeiro (a) para auxiliá-lo com o autocuidado, e  procurar consultar com oftalmologista, para realizar exame de fundo dos olhos, anualmente. E, claro, tomar as medicações corretamente”, enfatiza e enfermeira.

Sobre o controle da doença, Juliana diz que cada paciente tem um critério estabelecido, de acordo com o grau e comprometimento da doença. Um dos métodos é o teste de glicemia capilar, realizado todos os dias; e, nos casos dos mais descompensados, deve ser feito o acompanhamento mensal, com médico assistente inicialmente, podendo o tempo ser espaçado a cada três meses.

“O maior erro cometido por um paciente com diabetes é achar que tendo o aparelho de glicemia capilar, o problema será resolvido. A maioria das pessoas faz o teste em casa e quando obtém um resultado mais baixo que o de costume, passam a comer doces, massas, enfim, alimentos que fazem mal, ou até mesmo se automedicarem.   Além disso, há outros equívocos, como a falta de atividades físicas, nem que seja uma simples caminhada”, alerta Juliana.

Alimentação

Com relação à alimentação dos diabéticos, Juliana dá algumas dicas:

– Para evitar episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia, faça o fracionamento da dieta, fazendo de cinco a seis refeições ao dia, a cada três horas, com alimentos variados, em pequena quantidade.

– Realize as refeições em local tranquilo, mastigando bem os alimentos. A boa mastigação contribui para uma boa digestão e melhor saciedade.

– Comece a refeição sempre pela salada, para aumentar a saciedade, e varie os tipos de verduras, legumes e frutas.

– Evite tomar líquidos durante as refeições, mas mantenha a boa hidratação, consumindo em média de dois litros de água por dia – se não houver nenhuma restrição.

– Evite frituras e alimentos gordurosos. Prefira assados, grelhados e cozidos.

– Atenção ao consumo de sal! Tempere os alimentos com ervas aromáticas, temperos naturais. Eles realçam o sabor e dão cor aos alimentos, além de enriquecer o valor nutricional.

“É imprescindível que o tratamento e o controle do diabetes seja acompanhado por um médico e por uma nutricionista, para auxiliar a montar um plano nutricional individualizado, considerando características como idade, nível de atividade física, peso, altura, hábitos alimentares, utilização de hipoglicemiantes ou insulina”, destaca.

Gestantes

Há também orientações para as gestantes diabéticas, principalmente com relação à alimentação. “Procure comer muitas frutas – de todo tipo, sucos, frutas secas; muitas verduras e legumes (folhas, hortaliças, leguminosas); nozes, castanhas, amêndoas; queijo branco (minas, ricota), leite desnatado, mel; pão integral, aveia, germe ou farelo de trigo, fibras em geral. Tome bastante água e evite comer: enlatados, condimentos (catchup, mostarda, maionese), coisas gordurosas, carnes pesadas, carnes cruas, refrigerantes, refrescos e bebidas industrializadas. E não consuma bebidas alcoólicas e nem cigarro”, alerta a enfermeira.

Sintomas da diabetes

Juliana faz o alerta aos sintomas mais comuns do diabetes que são observados, como urinar excessivamente, inclusive acordar várias vezes à noite para urinar, sede excessiva, aumento do apetite, perda de peso (em pessoas obesas a perda de peso ocorre mesmo estando comendo de maneira excessiva), cansaço, vista embaçada ou turvação visual, infecções frequentes, sendo as mais comuns, as infecções de pele.

No diabetes tipo 2, estes sintomas, quando presentes, se instalam de maneira gradativa e muitas vezes podem não ser percebidos pelas pessoas. No diabetes tipo 1, acontece o contrário, os sintomas se instalam rapidamente, especialmente, urinar de maneira excessiva, sede excessiva e emagrecimento.

Quando o diagnostico não é feito aos primeiros sintomas os portadores de diabetes tipo 1, podem até entrar em coma, ou seja, perder a consciência, uma situação de emergência e grave. Portanto, procure um médico, assim que os primeiros sintomas aparecerem!

 

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