Hemofilia: a importância da fisioterapia no tratamento desta doença  

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No dia 17 de abril foi celebrado o Dia Mundial da Hemofilia, uma doença hematológica caracterizada pela desordem no mecanismo de coagulação do sangue. Ela pode ser classificada como grave, moderada e leve, podendo passar despercebida até a idade adulta.

A data tem como objetivo reforçar a importância de trazer a público as questões relacionadas à Hemofilia, chamando a atenção das autoridades responsáveis e da sociedade civil, para a causa.

As manifestações clínicas mais frequentes são: hemartroses (sangramentos nas articulações), hematomas, sangramentos após procedimentos invasivos, sangramentos no sistema nervoso central, cavidade orofaríngea e trato gastrointestinal. O diagnóstico pode ser feito por meio de exames que dosarão os fatores VIII e IX no plasma.

Os sangramentos podem ser controlados com o uso de fatores de reposição, podendo o individuo ter uma vida normal, com precauções.

“A Fisioterapia é importante nessa patologia, tanto para prevenção quanto para o tratamento de sangramentos. Em relação à prevenção, atua no fortalecimento muscular com cargas adequadas, no treino de equilíbrio e propriocepção, evitando instabilidades na articulação e consequentemente sangramentos. Porém, quando houve o sangramento atuamos para ajudar na absorção do mesmo, na reconstituição do tecido, diminuição do edema/inchaço e dor, por meio de aparelhos de eletroterapia, restaurando o movimento e função, nos casos de sangramentos nas articulações (hemartroses) mais especificamente, além de atuar no ganho de FM, equilíbrio e propriocepção posteriormente. Deste modo, a Fisioterapia contribui para que esses indivíduos não fiquem com limitações decorrentes dos sangramentos, atuando também de maneira direta na qualidade de vida dos mesmos.” explica a fisioterapeuta Gabrielle Moraes, que se especializou em oncohematologia pediátrica, no Centro Infantil Boldrini.

Sobre a oncohematologia pediátrica e a fisioterapia

Quando falamos em oncologia pediátrica, estamos nos referindo a cânceres que acometem crianças, sendo que o tipo mais comum são as leucemias, seguida pelos linfomas, tumores do sistema nervoso central e tumores ósseos. Em relação às doenças hematológicas, nos referimos às doenças do sangue, como a leucemia, hemofilia, anemia falciforme, dentre outras.

A fisioterapia possui um papel imprescindível diante dessas patologias, tanto na fase hospitalar como na fase de reabilitação. Destaca-se em algumas situações:

Nas leucemias, principalmente em relação aos quimioterápicos para tratamento da doença, os pacientes podem desenvolver o que chamamos de neurotoxicidade por quimioterapia, que gera alteração de equilíbrio, dor em MMII, tremor em mãos, principalmente, e perda de força muscular, sendo os principais sintomas. A Fisioterapia terá o papel de tratar essas disfunções, a fim de restaurá-las e proporcionar melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Nos casos de tumores de sistema nervoso central é possível observar principalmente falta de equilíbrio e padrões típicos quando há lesão cerebral, como perda ou déficit do movimento de um lado do corpo (hemiplegia ou hemiparesia). Nestes casos, a Fisioterapia possui o papel de restabelecer a função quando possível ou a partir de alguma limitação, deixar o paciente mais funcional.

Nos tumores ósseos é frequente a reabilitação após procedimento cirúrgico de retirada do tumor, em que muitas vezes os pacientes são submetidos a endopróteses de joelho e quadril, por exemplo. Entretanto, podem ocorrer, também casos de amputações. A Fisioterapia realizará a reabilitação pós-cirúrgica, nesse momento, para restaurar as funções a partir do tipo de cirurgia realizada.

Na Anemia Falciforme, que é uma doença autossômica recessiva, distinguida pela herança homozigota da Hemoglobina S, caracterizada pelo seu aspecto em foice. As manifestações clínicas mais prevalentes são: crise vaso oclusiva, infecções, síndrome torácica aguda, sequestro esplênico, priapismo, AVC, dentre outros. O diagnóstico é feito por meio do teste do pezinho (recém-nascido) ou eletroforese de hemoglobina (crianças, jovens e adultos). A Fisioterapia atua na tentativa de alívio da dor, por causa das crises de falcização comum nessa patologia, que é caracterizada como uma dor relevante,sendo necessário o uso de medicamentos fortes; ganho de força muscular, equilíbrio e GABRIELLE fisioterapeuta 1propriocepção.

A partir do exposto, fica evidente que qualquer tipo de patologia requer cuidados da Fisioterapia, e que temos como principal objetivo restaurar a função quando possível, e proporcionar melhora da qualidade de vida desses indivíduos.

Para mais informações, a fisioterapeuta Gabrielle Moraes atende à Rua Dr. Alfredo de Carvalho Pinto, 235 Centro/Socorro. Celular (19) 99129-0060. Podem acompanhar o trabalho dela pelas redes sociais, também: fisioterapeutagabriellemoraes no facebook. Curta ,também, a página no facebook: federaçãobrasileiradehemofilia.

 

 

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