Hoje: Algarrobo

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Um dos povoados costeiros de maior beleza, Algarrobo é uma cidadezinha litorânea, que fica a 110 km da capital Santiago, descendo a parte litorânea da Cordilheira dos Andes, no Chile, rumando para o litoral banhado pelo oceano Pacífico. Seu nome se deve à abundância da árvore algarrobo.

Na cidade, é possível desfrutar de praias e observar o estilo colonial de muitas fachadas que fazem contraste com os grandes edifícios, que existem perto delas. Recentemente, vários condomínios de alto padrão têm-se instalado na região, pela proximidade com a capital e a região portuária de Valparaiso.

Igualmente, é possível desfrutar de bons restaurantes com produtos do mar diretamente extraídos da angra de pescadores, ou passear pela Ilha PájaroNiño. Para quem gosta de outro tipo de turismo, em Algarrobo existem zonas com restos fósseis milenários e grandes reservas de ecossistemas, às quais, todos os verões, chegam aves migratórias para fazer seus ninhos, oferecendo um lindo espetáculo.

O povoado tem história. No século XVI, era freqüentemente visitado por piratas. Só na metade do século XIX tornou-se um lugar mais urbanizado. Há rastros dessa época como a capela de La Candelaria, construída em 1837, e as construções próximas à praia Las Cadenas. As praias são o maior atrativo de Algarrobo. O turista pode visitar, de sul a norte, pequenas praias fechadas por morro de pinheiros e as praias urbanas, como San Pedro, Club de Yates, Pejerrey, Las Cadenas, Internacional e Mirasol, reconhecida pelo pôr do sol.

Soma-se a isso a maior piscina do mundo, frente ao Oceano Pacífico, no resort San Alfonso del Mar. E essa é a maior atração de Algarrobo, tornando-a conhecida “Capital Náutica do Chile”.

Na piscina de mais de 1 km de extensão e 80 mil m² – reconhecida pelo Guinness Book, além de nadar, é possível andar de caiaque, vela, mergulhar e utilizar um serviço de barca, que transporta os usuários de um extremo a outro.

Foi lá que ficaram hospedados, durante a Copa América do Chile, no mês passado, os socorrenses Maurício Conti, Gilberto Giovanni, Valter e Toni Artioli.

Com 250 milhões de litros de água salgada cristalina, que é extraída diretamente do mar, a piscina foi construída em cinco anos pela empresa chilena Crystal Lagoons. Também conhecida como Lagoa de Cristal, o tamanho é similar ao de 20 piscinas olímpicas oficiais.

Também tem a maior profundidade, em torno de 35 m, onde é possível fazer treinamentos de mergulho e até velejar, em pequenos botes de passeio. A pirâmide de vidro é uma das atrações do lugar, onde também se localiza um SPA e uma piscina aquecida e coberta. O resort de San Alfonso del Mar conta, ainda, com diversos restaurantes e bares, que servem aos proprietários de apartamentos e hóspedes do condomínio.

Estima-se que o resort do Complexo Turístico San Alfonso del Mar investiu 3,2 bilhões na construção da Maior Piscina do Mundo.

Para Maurício, o que mais impressiona é o tamanho de todo o complexo e a engenharia envolvida na construção dos prédios de apartamento que circundam a maior piscina do mundo, lembrando que o Chile está localizado numa zona geologicamente instável, sujeita a constantes abalos sísmicos. Os diversos edifícios do condomínio são ligados por uma gigantesca garagem subterrânea, de onde se pode observar as enormes colunas de sustentação dos prédios de apartamentos.

Maurício chamou a atenção para o fato de que, ao contrário do nosso litoral, banhado pelo oceano Atlântico, o litoral chileno com suas correntes polares é bastante frio, o que afugenta os banhistas, ainda mais na época de inverno. Porém, se as correntes marítimas fazem com que a água não seja ideal para banho de mar, tornam o litoral muito rico em peixes e frutos do mar. Ou seja, sem dúvida, ir no verão é melhor para “curtir” as atividades aquáticas, mas mesmo no inverno, vale a pena. “No Brasil, visualizamos a alvorada vinda do oceano Atlântico e no Chile podemos acompanhar o sol se pôr no oceano Pacífico, apreciando um ótimo vinho local, acompanhado dos peixes frescos vindos da vasta costa que esse país possui”, ressalta.

Mas Maurício deixa claro que o condomínio de San Alfonso del Mar não é um hotel. “É composto por apartamentos, cujos proprietários alugam para temporadas, exatamente como ocorre em nosso litoral, mas que envolve um tipo de hospedagem diferente, na qual tivemos de providenciar nosso café da manhã, lanches e bebidas. Mas, infelizmente, por se tratar de um condomínio fechado, o acesso à piscina só é permitido a quem estiver hospedado, e a visitação externa não é permitida”, esclarece ele, acrescentando que, quem quiser conhecer esta maravilha da engenharia e um capricho de localização da natureza, deve reservar um dia no seu passeio, para se hospedar no complexo. A grata surpresa, é que a hospedagem em apartamentos de 4, 6 e 8 pessoas, por se tratar de um complexo com muitos apartamentos, acaba sendo mais em conta que um apartamento, de igual tamanho, em nosso litoral.

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