Hoje: Cuba

Leitura obrigatória

Cuba, chamada oficialmente de República de Cuba, é um país insular do Caribe. A nação de Cuba consiste na ilha principal de Cuba (incluindo a Base Naval da Baía de Guantánamo), além da Isla de la Juventud e de vários arquipélagos menores. Havana é a maior cidade de Cuba e a capital do país. A população de Cuba é de mais de 11 milhões de pessoas e é a nação-ilha mais populosa do Caribe. Tem uma taxa de alfabetização de 99,8%,  uma taxa de mortalidade infantil inferior até mesmo a de alguns países desenvolvidos, e uma expectativa de vida média de 77,64.

Em 1492, Cristóvão Colombo descobriu e reivindicou a ilha, para o Reino de Espanha, a qual pertenceu até a Guerra Hispano-Americana, que terminou em 1898. Entre 1953 e 1959 ocorreu a Revolução Cubana, que removeu a ditadura de Fulgencio Batista e foi liderada por Fidel Castro, que assumiu o poder, tomando rumos socialistas. Em 24 de fevereiro de 2008, com a renúncia do irmão, por problemas de saúde, Raúl Castro assumiu, prometendo algumas reformas econômicas, como o incentivo a mais investimentos estrangeiros e a mudanças estruturais para que o país possa produzir mais alimentos e reduzir a dependência das importações. Entretanto, o regime segue fechado no campo político, reprimindo brutalmente os dissidentes.

Para falar desse país contraditório, convidamos Karina e Marco Carraro, que lá “tiveram o prazer de passar a lua-de-mel”, como dizem.

Falem, Karina e Marco!

Primeiro fomos para Varadero, localizada na Península de Hicacos, a aproximadamente 140 km de Havana, capital de Cuba. Varadero tem atrações, hotéis e restaurantes que fogem ao conceito socialista de simplicidade, pregados na ilha de Cuba. Considerada por muitos, como uma das mais belas praias do mundo, com areia branca, águas azuis e muito sol, nem parece que você está em um país socialista. Com belíssimos hotéis, quase todos all-inclusive, pé na areia. Ficamos no hotel Iberostar, uns dos melhores do local, com mais de 5 restaurantes e shows todas as noites, impecáveis, com mais de 30 cantores e dançarinas.

Varadero é um braço que avança em alto mar: de um lado você encontra o mar do Caribe e do outro, o oceano Atlântico. Tem ônibus conversível a cada 30 minutos, para levá-lo à cidade, cuja população é de aproximadamente 18 mil habitantes, com feiras de artesanato, roupas, restaurantes e cafés, onde muito facilmente você pode conversar com a população local, cujo idioma é o espanhol. A comida no local é de massas, peixes e carnes, muito parecida com a comida brasileira. Existem vários passeios oferecidos pelos hotéis, como conhecer uma ilha deserta, nadar com os golfinhos, trilhas e mergulhos e locais paradisíacos. Um local imperdível é a ilha de Cayo Blanco, aonde você chega a um catamarã e está incluso um almoço de lagosta; a água é tão limpa que parece uma piscina azul, sem ondas. Outra grande atração do local são os Coco-Taxi (motos com uma caçamba no formato de coco), que levam 2 pessoas para qualquer lugar, com um custo muito baixo. Ficamos nesse local 5 dias e depois de muita tranqüilidade, fomos conhecer a verdadeira Cuba.

Em apenas 1h30 chegamos à histórica Havana, e foi uma grande surpresa! Como esperávamos, a cidade é linda, mas um pouco abandonada; quando você está na rua, não demora muito e vem um cubano conversar com você, oferecendo-lhe serviços de guia, charutos e táxi. O que comprovamos não ser apenas nas fotos, é a maioria dos carros serem dos anos 50, 60, todos impecáveis, e prontos para levá-lo para conhecer toda a história dessa cidade e fazer passeios até a praia dos cubanos.

Em Havana, conhecemos a verdadeira Cuba, um país comunista que está, aos poucos, abrindo seu mercado, mas não esquece seus líderes, como Fidel Castro, Ernest Hemingway, Che Guevara, entre outros. Pode se comprovar que a população é muito pobre, porém feliz; não há mendigos na rua e ladrão é uma coisa que, aparentemente, não existe por lá. Você pode caminhar pelas ruas, a qualquer hora da madrugada, sem nenhum perigo.

Notamos, também, que existem duas Havanas: uma para o turista e outra para a população local. O que mais nos fascinou foi conhecer a verdadeira Havana; fomos aos bares, restaurantes e praias que os cubanos frequentam, porque tudo está mudando muito rápido neste país, e conhecer um país socialista foi uma experiência ímpar. Tivemos a sensação que, em poucos anos, muita coisa vai mudar neste país; é por isso fomos para lá, na nossa lua de mel, pois em breve muito do que vimos vai acabar.

Lá não tem escolas, farmácias e clínicas médicas particulares: tudo é por conta do governo, mas não se mantém a mesma qualidade que os anos passados possuíam, e não é difícil ver cubanos reclamando que piorou muito os serviços fornecidos pelo governo. A comida também é doada pelo governo, mas o que o povo recebe não atende às necessidades e a população tem que fazer uns bicos para complementar o que é doado, para não passarem fome. Entramos nos prédios e casas das famílias cubanas; lá as pessoas deixam a porta da frente da casa/apartamento aberta, e num apto de aproximadamente 60 m², chegam a morar 8 pessoas.

Por causa do bloqueio americano, você não encontra nada dos Estados Unidos na ilha, como Coca-Cola, MacDonald’s… Dólar, então, nem pensar! Internet, muitos cubanos nem conhecem, somente é disponível no hotel para hóspedes, mas é muito cara e ruim.

O que não se pode deixar de fazer em Havana é conhecer o La Bodeguita Del Medio e tomar o autêntico Mojito (bebida com rum cubano, água gaseificada, ervas, açúcar e gelo), como se fosse nossa caipirinha, aqui no Brasil; o boteco foi muito frequentado pelo boêmio Hemingway e dizem que foi ele quem criou o famoso Mojito.

A moeda local é o peso, mas eles chamam de cuc’s e um Mojito custa 5,00 cuc’s e equivale a R$ 10,00.

Outra atração imperdível em Havana é o jantar e show no El Guajerito, com uma comida muito boa e sensacional show, com diversos cantores cubanos, com as músicas típicas e o grande encerramento é a música “Quanta La Mera”, equivalente à Garota de Ipanema dos cubanos.

Vale muito a viagem, para conhecer as praias maravilhosas, um povo hospitaleiro e culturalmente imperdível, mas vá logo, pois tem prazo para acabar…

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