Hoje: Madri

Leitura obrigatória

Madri (em português) é a capital e a maior cidade da Espanha, tal como o município de Madrid e a Comunidade autônoma de Madrid. A cidade foi edificada às margens do rio Manzanares, no centro do país. Por sua localização geográfica e histórica é, juntamente com Lisboa, um dos centros econômicos e políticos da Península Ibérica. Fundada no século IX, possui uma área de 607 km² e população de 3.232.463 (2007) habitantes

Após o falecimento de Franco (1975), militar e ditador espanhol, golpista integrante do pronunciamento militar de 1936 que desembocou na Guerra Civil, na Espanha, os novos partidos políticos aceitaram o desejo de Franco de ser sucedido pelo legítimo herdeiro ao trono de Espanha, Juan Carlos I, para que a estabilidade e democracia tivessem continuidade. Desta forma culminou-se na atual situação política espanhola, uma monarquia constitucional.  A prosperidade dos anos 1980 fez com que a cidade consolidasse a sua posição no que diz respeito à economia, indústria, cultura, educação e tecnologia, na Península Ibérica.

Para falar dessa cidade milenar, convidamos Elizabeth de Carvalho, historiadora, psicanalista e terapeuta familiar, que adotou Socorro para morar e está muito feliz com esta escolha.

Fale, Bebeth!

Madri sempre foi uma cidade que eu desejava conhecer; como psicanalista e historiadora, sonhava ver de perto os quadros de Goya, Picasso, Dalí. Se você também gosta de pintura e história, reserve um dia para visitar o “Paseo Del Prado”, uma grande praça arborizada, tendo como atração principal os museus e galerias de arte. Aí se encontra o Museu do Prado (Velásquez e Goya, os pontos altos); o Museu Tyssen-Bornemisza (coleção de obras primas de Ticiano, Van Gogh e Picasso, entre outros) e o Centro de Arte Rainha Sofia, especializado em arte moderna. Essa praça foi inspirada na Piazza Navona de Roma, para ser o eixo das artes e ciências de Madri; você tem aí, uma infinidade de lugares interessantes para conhecer e, nos arredores, existem restaurantes onde você pode deliciar-se com paellas variadas.

No entorno dessa praça fica a Estação Atocha, de onde saem os trens AVE, de alta velocidade, para Córdoba e Sevilha. A parte antiga da estação, em ferro e vidro, foi transformada em um jardim interno de palmeiras, que vale a pena conhecer.

Fora do centro, os bairros ao redor da Madri Antiga, como Malasaña e La Latina, oferecem um ar madrilenho mais típico – aos domingos, as ruas ficam cheias de compradores à procura de pechinchas no El Rastro, mercado de pulgas, variando de mobílias, objetos de decoração e roupas.

Cantada por Caetano Veloso, fiquei curiosa para saber o que era a Movida Madrilenha. Conversando com pessoas locais, ficamos sabendo ser o momento pós-ditadura de Franco, quando o país respirou uma grande liberdade pessoal e artística. Podia-se ficar na rua até tarde, bebendo e discutindo os rumos novos do país. Foi nessa “movida” (ação) que surgiu o diretor de cinema Pedro Almodovar.

Qualquer que seja sua opinião sobre touradas, Las Ventas, na calle (rua) Alcalá é, indiscutivelmente, uma das mais lindas praças de touros da Espanha. Se você se interessa por touradas, ao lado de Las Ventas está o Museu Taurino, com variadas coleções relacionadas a esse tema.

Madri é uma cidade que oferece o melhor de tudo, desde guitarras feitas à mão até as últimas novidades dos estilistas de moda. As áreas de compras estão concentradas nos bairros de Salamanca e Chueca.

Para os aficionados em comidas e vinhos, basta caminhar pela Madri antiga (centro) e visitar o Museo del Jamon (uma rede bares e restaurantes), onde você encontra vários tipos de presunto espanhol, linguiças defumadas e queijos maravilhosos! Nesses bares e restaurantes você também encontra excelente comida típica. Vinhos espanhóis podem ser adquiridos na bonita “Mariano Madrueño”, fundada em 1895. Os bares de Madri têm um jeito característico, próprio. A cidade conservou muito dos antigos cafés, lugares agradáveis para se sentar, observar as pessoas e conversar. O Café Gijón – passeo de Recoletos, 21 – é um lugar muito bonito; tem colunas de ferro batido, pintadas de creme e tampos de mesa em branco e preto. Foi um dos lugares, para mim, inesquecíveis.

Fico devendo informações sobre a dança – o famoso flamenco – que não conseguimos ver, mas os mais famosos endereços são Casa Patas e Café Chinitas.

Espero que você, leitor, estando em Madri, possa aproveitar algumas destas informações e curtir a cidade com alguma intimidade e prazer. É linda!

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