Hoje: Moscou

Leitura obrigatória

Moscou é a capital, cidade e subdivisão federal mais populosa da Rússia. A cidade é um importante centro político, econômico, cultural, científico, religioso, financeiro, educacional e de transportes da Rússia e do continente. Moscou é a megacidade mais ao norte na Terra, a segunda cidade mais populosa da Europa e a sexta maior cidade do mundo. Sua população, de acordo com os resultados do Censo de 2010, é de 11.503.501 habitantes.

Para falar desse lugar majestoso, convidamos Selma Ap. de Oliveira Santos, que fez uma viagem à Rússia, cujo relato dividimos em duas partes, para esta coluna.

Fale, Selma!
Rússia por rios e lagos e “Anel de Ouro”: 1ª Parte
Formamos um grupo de oito amigas que curtem os mesmos interesses e programamos a viagem para a Rússia. Fizemos 3 dias em Moscou, 2 dias no “Anel de Ouro”, e 11 dias de navio fluvial por rios e lagos, sempre com guias que falam um português perfeito – impossível sem esse apoio, pois não dá para ler uma tabuleta (usam alfabeto cirílico do século X). Na primeira etapa da viagem, chegando a Moscou e tivemos a primeira surpresa: o Hotel Metropol, na Praça Teatral, perto do famoso teatro Bolshoi, construído na década de 30, bem próximo aos principais pontos turísticos que faríamos a pé.

A segunda surpresa: Moscou não é cinza, sombria, austera, hostil, como imaginávamos, mas cheia de flores, limpa, organizada, com lindos parques e repleta de Bétulas – árvore de caule branco, símbolo da Rússia -, muito ouro, muitas esculturas, muitas fontes. Sua arquitetura é assombrosa, com edificações antigas, imponentes, e arranha-céus mais modernos que fazem parte de um grande projeto urbanístico. Perto do Hotel, a antiga loja de departamentos do Estado, a GUM, virou um moderno shopping, com lojas de grifes famosas como Prada, Tiffany, Gucci. Delicioso o famoso sorvete que lá tomamos.

Começamos pelo Kremlin, um conjunto de construções, “coração da Rússia e símbolo de sua grandeza.” Impressionantes suas muralhas e torres. São 2.235m de muralhas, com 18 torres do século XV, com telhados em forma de pirâmide, com alturas variadas de 28m a 70m. Todo conjunto em meio a lindos jardins, gramado perfeito, bancos confortáveis e muitas árvores. No Kremlin, visitamos o Museu da Armaria, o mais antigo da Rússia, que tem objetos de arte, joias em ouro, prata, pedras preciosas, armas de combate e de gala, roupas de época. Tem a coroa dos czares russos, obra prima com gemas das mais raras e preciosas.

Ainda no Kremlin, há a Praça das Catedrais. Um conjunto arquitetônico de igrejas e palácios. São muitas as igrejas, com profusão de cúpulas ricamente ornamentadas, muitos lustres magníficos. Na Catedral da Anunciação o chão está revestido com jaspe cor de ágata. As cúpulas coloridas ou douradas das igrejas, em forma de cebola, cartão postal mais conhecido da cidade, são um esplendor, e no interior delas, muita arte. A Catedral da Dormição da Virgem, a Sé, é construída em pedra branca. O lugar reservado do Czar Ivan, o Terrível, dentro da catedral, é um baldaquim de extraordinária suntuosidade. Existe uma igreja grande para o verão que lá é muito quente e outra menor para o inverno, onde as pessoas ficam mais juntas e a calefação é apropriada.

Ainda na praça, tem o Palácio Facetado, que deve seu nome à pedra branca decorada em facetas de sua fachada e é o edifício público mais antigo de Moscou. Também o Grande Palácio do Kremlin, um enorme quadrado com 700 recintos e 20 mil m². Em frente ao Kremlin, está a Praça Vermelha, que tem esse nome não em alusão ao comunismo, mas porque a palavra vermelha também quer dizer formosa. A entrada é pelo Portão da Ressurreição, com duas torres vermelhas e cúpulas verdes, tendo na frente uma pequena capela com cúpula azul, em homenagem à Virgem. A Catedral da Intercessão da Virgem, também conhecida por Catedral de São Basílio, construída para comemorar uma vitória bélica, pelo czar Ivan, o Terrível, é uma construção singular. É o postal mais famoso da Rússia. Ainda na Praça Vermelha, o Mausoléu com o corpo embalsamado de Lênin, com fila quilométrica de gente, e o belo prédio do Museu Estatal da História.

Não poderíamos deixar de conhecer o famoso metrô de Moscou, obra de Stalin, inaugurado em 1935, orgulho dos russos. Considerados “palácios subterrâneos”, as estações têm lustres de cristal, mais de 20 tipos de mármores, vitrais, mosaicos, esculturas. Com novo projeto de urbanização no século XIX, ao lado do Kremlin e da Praça Vermelha foi construído o Jardim de Alexandre. Suas portas de ferro grandiosas dão para um imenso jardim, com fogo sagrado do Túmulo do Soldado Desconhecido. A Praça do Picadeiro, com mais de 6000 metros (onde cabem 20 mil soldados!), liga-se à Praça Teatral, com o famoso Teatro Bolshoi, um dos maiores da Europa (infelizmente em recesso quando lá estivemos).

Nas proximidades do Kremlin, acha-se o Templo de Cristo Salvador. Foi erguido para comemorar a vitória contra Napoleão Bonaparte. É imenso, comporta 10 mil pessoas e tem grandeza e luxo que chegam a ser ofuscantes. Vimos ainda o Convento de Novodevitchi, onde está o ícone de origem bizantina da Virgem de Smolensk que, para nós, é a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (que consta como tendo mais de 150 nomes). O ícone está presente por toda Rússia em pinturas lindas, com molduras em ouro, prata, delicadas molduras de madeira. Vimos muitas interpretações, mas nenhuma com o Menino Jesus com a sandália saindo dos pezinhos, como está representado na nossa. Fomos ver Moscou à noite com todos os monumentos, igrejas, prédios bem iluminados. Um maravilhoso espetáculo!

Na segunda etapa da viagem, fomos fazer o “Anel de Ouro”, que são cidades históricas ao redor de Moscou. Mas essa parte eu conto numa próxima vez. Acreditem, visitar a Rússia é uma experiência inesquecível! Vale a pena conhecer!

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