Hoje: Pádova

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Pádova (em português, Pádua) é uma cidade italiana de 212.500 habitantes, capital da província homônima, localiza-se na região do Vêneto, no nordeste do país, e estende-se por uma área de 92 km².

Sede de uma antiga e prestigiosa universidade, a Universidade de Pádua, a cidade apresenta inúmeros testemunhos de um rico passado histórico, cultural e artístico, que fazem com que seja um notório destino turístico. Atualmente a cidade é um importante centro econômico, e um dos maiores centros de transporte intermodal de toda a Europa.

Entre outras coisas, a cidade é conhecida internacionalmente por ser a cidade onde Santo Antônio, famoso franciscano português (também conhecido como Santo Antônio de Lisboa – cidade onde nasceu em 1195) passou parte de sua vida e faleceu, em 1231. A data de sua morte, 13 de junho, é festejada pelos paduanos como a festa del Santo.

Para falar dessa cidade, convidamos Maria Madalena Borin Verzani, que lá esteve com o grupo de catequistas, numa linda viagem de turismo relilioso, pela Itália.

Fale, Madalena!

Falar de Pádova, para mim, é muito importante, pois venho de uma família italiana, por parte de pai e mãe. Devota de Santo Antonio de Pádua desde pequena, fui criada com o quadro de Santo Antonio na sala, que pertencia a minha avó, devota do santo, e onde sempre foi rezado o terço, junto dele.

Minha mãe contava e conta, até hoje, que minha nona, quando seu filho caçula foi chamado para a FEB – Força expedicionária Brasileira, na II Guerra Mundial, para lutar na Itália, rezava horas e horas, ajoelhada aos pés de Santo Antonio, pedindo o retorno de seu filho, são e salvo, o que ocorreu, quatro anos depois de ter partido para a guerra. Minha mãe tamém conta que a nona dizia que tinha visto o lírio que Santo Antonio carrega nos braços.

Imaginem vocês, a minha expectativa de viajar à Itália, com toda essa devoção, e a possibilidade real de conhecer Pádova, a cidade escolhida por Santo Antonio, para viver e ali morrer.

A cidade me surpreendeu, é muito bonita e organizada, muito limpa e com grandes jardins, estátuas, uma parte bem moderna, com avenidas largas e a outra, mais antiga, com ruas estreitas, onde encontra-se a basílica de Santo Antonio de Pádua. Além de vivenciar a cultura e a vida italiana, durante o tempo que lá passei, estar em Pádova foi uma felicidade muito grande e a rea-lização de ver as relíquias do meu também santo querido.

Quando entrei na igreja, falei: Nona, estou aqui! E as lágrimas de emoção rolaram, pois eu estava lá, vendo a língua intacta de Santo Antonio, a qual se manteve incorrupta pela bondade e amor que ele pregava em vida.

Eu poderia falar mais do que vi e senti por lugares em que passei e dos quais muito gostei, mas, para mim, o que aconteceu de mais lindo e inesquecível, foi estar na igreja do meu santo protetor, e protetor de todos os meus familiares.

Quem estiver na Itália e puder conhecer Pádova, não deixe de visitar sua basílica, que é um centro mundial do cristianismo e foi construída entre 1232 e 1394, sem um estilo arquitetônico definido, embora os traços românicos e góticos sejam predominantes. Suas cúpulas revelam a influência bizantina e no seu interior encontram-se as relíquias de Santo Antonio, tornando-se, assim, meta de contínuas peregrinações. Vale a pena conhecer!

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