Hoje: Panamá  

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O Panamá é o país mais meridional da América Central, situado no istmo que liga as Américas do Norte e do Sul. O país, dividido pelo Canal do Panamá, faz fronteira ao norte com o Mar do Caribe, a leste com a Colômbia, ao sul com o Oceano Pacífico e a oeste com a Costa Rica. Tem uma superfície de 77.082 km². A capital é a Cidade do Panamá. A segunda maior cidade é Colón.

A receita proveniente do canal representa, hoje, uma parcela significativa do PIB do país. O Panamá tem a segunda maior economia da América Central, além de ser a economia que mais cresce e o maior consumidor per capita da região.

Com belas paisagens, é considerado um paraíso das compras, principalmente para os brasileiros, que vão conhecê-lo ou fazer escala de voo para outros países. Com duty free  e shoppings, algumas áreas são consideradas zonas francas, com produtos livres de impostos. Das compras, não se esqueça do tradicional chapéu Panamá.  A moeda local é a balboa, no entanto, o dólar circula livremente.

Quem lá esteve, foi o casal Elton Benati e Graziela Faria. Eles visitam o maior ponto turístico do pais, o Canal do Panamá, e contam um pouco da história desta que foi uma das maiores obras de engenharia executadas pelo homem.

A história do Canal:

Quando se fala em grandes obras primas da engenharia não podemos deixar de mencionar o fabuloso Canal do Panamá, criado para conectar o Oceano Atlântico ao Pacífico, com o objetivo de facilitar o comércio marítimo internacional; sua construção foi iniciada pelos franceses, em 1881. Contudo, por uma série de problemas de engenharia e grande número de vítimas, por conta de doenças tropicais, as obras foram paradas, até que, em 1904, os EUA assumiram os trabalhos. A conclusão das obras demorou 10 anos, e a construção do canal permitiu que embarcações, navegando entre os dois oceanos, pudessem transitar com mais segurança e levassem a metade do tempo para realizar o trajeto.

Atravessando o istmo do Panamá, o canal conta com bloqueios nas extremidades, assim como com três grupos de eclusas, um em Gatún e os outros dois em Pedro Miguel e Miraflores, que são abertas e fechadas durante as travessias. No primeiro grupo, que consiste em um par de eclusas paralelas em Gatún, as embarcações são elevadas ou rebaixadas em três níveis, totalizando, nessa etapa, 26 metros.

Cada eclusa desse primeiro grupo mede 300 metros de comprimento e conta com paredes com 15 metros de espessura na base e 3 metros no topo. Já a parede central entre as eclusas mede 18 metros de espessura e 24 metros de altura. Com respeito às portas, elas são feitas de aço maciço e contam com, em média, 2 metros de espessura e 19,5 metros de comprimento, alcançando 20 metros de altura.

O grupo de Pedro Miguel é o menor do canal, elevando ou baixando as embarcações apenas um nível, que totaliza 10 metros, enquanto em Miraflores as eclusas contam com dois níveis, que elevam ou baixam os navios em um total de 16,5 metros. Atualmente, o Canal do Panamá comporta o trânsito de, em média, 14 mil embarcações ao ano, somando mais de 200 milhões de toneladas em carga.

O Canal do Panamá conta com 77,1 quilômetros de comprimento e o trânsito por ele leva entre 8 e 10 horas. Antes de existir, as embarcações tinham que viajar 20 mil quilômetros, até contornar a extremidade sul da América do Sul. O primeiro navio a passar oficialmente pelo Canal do Panamá, no dia 15 de agosto de 1914, foi uma embarcação chamada S.S. Ancon.

Para poder viajar pelo canal, é necessário pagar uma taxa, calculada com base na carga transportada. A mais alta de que se tem notícia foi a de US$ 375.600 — ou quase R$ 855 mil, paga pelo navio de cruzeiro Norwegian Pearl em 2010, enquanto a mais baixa foi a de US$ 0,36 (ou pouco mais de R$ 0,80), paga por Richard Halliburton, em 1928, para atravessar o canal a nado.

Em 2007, foram iniciadas obras para a ampliação do Canal do Panamá, que passará a contar com um terceiro grupo de eclusas. A “reforma” permitirá que embarcações de muito maior porte, com cerca do triplo do tamanho das atuais, possam navegar pelo canal, além de aumentar o tráfego diário de navios e cargas. Com isso, a estimativa é de que ocorra um incremento de US$ 300 milhões nos rendimentos, e a conclusão das obras está prevista para 2015.

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