Hoje: Porto Rico

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Porto Rico (em espanhol Puerto Rico) está localizado na parte oriental do mar do Caribe, a leste da República Dominicana. É composto por um arquipélago que inclui a ilha principal de Porto Rico e uma série de ilhas menores, as maiores das quais são Vieques, Culebra e Mona.

Foi conquistado pela Espanha em 1493 e cedido aos Estados Unidos, em 1898. Em novembro de 2012, o povo de Porto Rico optou, por meio de um referendo, fazer parte integral do território dos Estados Unidos, como o 51º estado da União.

Quem fala mais sobre Porto Rico é o biólogo socorrense, Richieri Antonio Sartori, que lá ficará até setembro, nos laboratórios da Universidade de Puerto Rico, concluindo parte de seu doutorado em Botânica, pela Escola Nacional de Botânica Tropical / JBRJ. Confira!

“A isla del encanto!”

Nada melhor para descrever Puerto Rico, que a frase que está estampada nas placas dos carros – “A isla del encanto”. Esta pequena ilha, com tamanho de cerca de um terço do estado do Rio de Janeiro, possui uma extensa variedade cultural e histórica e uma complexidade política que nem mesmo os portoriquenhos sabem explicar.

O local varia entre a ideologia socialista da população, com escolas e hospitais para todos, onde os mais ricos não são tão ricos e os mais pobres não são tão pobres, e o outro lado, por ser considerado o 51º estado americano, com seus fast foods, grandes mercados e ampla infraestrutura. No entanto, hoje não é um país, nem mesmo um estado americano e sim um estado livre associado aos EUA. E isso é escolha da população, que poderá se desvencilhar dos EUA ou se juntar ao mesmo, em um futuro plebicito. Hoje, para entrar na ilha, é necessário o visto americano.

A área cultural daqui é muito vasta, se estendendo desde a chegada dos primeiros indígenas, vindos da América do Sul, há 6000 anos, à chegada dos espanhóis, em 1493 e sofrendo com diversas invasões inglesas e holandeses, até serem derrotados pelos Estados Unidos, em 1898, e cederem a ilha ao mesmo.

Costa Rica possui uma grande influência estrangeira, de pessoas que vêm principalmente como estudantes e para o turismo. No mesmo laboratório, convivemos entre brasileiros, colombianos, venezuelanos, americanos, portorriquenhos e argentinos.

O inglês e o espanhol são línguas oficiais, sendo a segunda falada mais amplamente; no entanto, muitas pessoas estão aprendendo português. Não é raro uma reunião de laboratório que começa em espanhol e termina em inglês, com breves passagens para o português.

No mais, a ilha é adorável, com ruas limpas, o sistema de metrô e hidroviário funcionando muito bem, pessoas sempre muito educadas e dispostas a ajudar, dificilmente se passa por alguém na rua, sem receber um “Buenos dias” ou então que parem para conversar nas filas de supermercados, pontos de ônibus, entre outros. Raramente se encontra mendigos, cachorros de rua, pichações, bêbados, crianças de rua e vendedores informais. Esta é a verdadeira demonstração do que um governo eficiente pode fazer com pouco dinheiro, pois os impostos são baixos e há boa força de vontade; e sempre me pergunto: por que não no Brasil?

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