Hoje: São Paulo Fora dos Muros

Leitura obrigatória

Entre o grupo de catequistas que viajou pela Itália, para o passeio de turismo religioso e encontro com o papa Francisco, encontra-se Lourdes Alves Fonseca Alexandre. Assim como outras, cada uma com seu santo protetor, ela também tinha um sonho, o de conhecer a Basílica de São Paulo.

E foi em Roma, a cidade eterna, já falada muitas vezes nesta coluna, capital da Itália e meca para quem visita o país, que seu sonho foi realizado, e ela nos conta um pouco dessa experiência.

Fale, Lourdes!

Conhecer a Itália é conhecer um mundo diferente, com muitas histórias. É um mundo lindo. Nós, como catequistas, fizemos um turismo religioso e, por isso mesmo, visitamos muitos lugares, muitas igrejas. Cada uma com sua história. Muito verde, montanhas, rios, muitas ruínas e, também, o que me impressionou, foi a quantidade de plantações de oliveira.

Roma, cidade linda pelo seu aspecto acolhedor; é gente que se mistura com os carros, pelas ruas estreitas, e aqueles prédios altos, mas, para aquele povo, tudo é festa. Cada monumento tem sua história e foi feito com muitos detalhes: isto é  que chama a atenção dos visitantes.

A basílica de São Paulo Fora dos Muros, da qual eu vou falar, é muito interessante. Chegamos lá de manhã, bem cedinho, o sol estava nascendo. Olhando para o alto da Basílica, parecia sair um raio de sol e o esplendor da natureza ajudava a dar um toque a mais de beleza, à basílica. A praça da igreja é um imenso jardim. As colunas que a sustentam são altas e todo o piso é de mármore. O teto, todo trabalhado, com os mínimos detalhes.

Eu me sentia como São Tomé, mesmo vendo e não acreditando que estava lá, apreciando aquela maravilha. Estar na igreja de São Paulo Apóstolo era um sonho meu, sonho de catequista que estava sendo realizado. Paulo nos ensina a perseverar e foi pela fé que cheguei lá. Falar de São Paulo é falar de um grande catequista daquela época.

Com o fim das perseguições e promulgação dos editos de tolerância ao cristianismo, no início do século IV, o imperador Constantino ordenou escavações nos locais onde os cristãos veneravam a memória do apóstolo São Paulo, decapitado entre 65 e 67, sob o império de Nero. Foi sobre seu túmulo, situado na via Ostiense, aproximadamente 2 km fora dos muros aurelianos, que cercam Roma, que o imperador mandou erguer uma basílica, consagrada pelo papa Silvestre, em 324.

Na noite de 15 de julho de 1823 um incêndio destruiu esse testemunho único  de épocas paleo cristãs, bizantinas, do Renascimento e do barroco. Mas a basílica foi reconstruida idêntica ao que era antes, com a reutilização dos elementos poupados pelo fogo. O papa Gregório XVI, em 1840, consagra o altar de confissão e o transepto. Em 1928, foi acrescentado o pórtico de 150 colunas. Nos dias atuais, foi a vez do túmulo do apóstolo vir à luz.

E, no dia 28 de junho de 2007, o papa Bento XVI esteve na basílica, para promulgar o “Ano Paulino”, com a finalidade de celebrar o bimilenário de São Paulo, o qual durou daquela data até 29 de junho de 2009.

Foi maravilhoso conhecer esse lugar histórico e santo. Agradeço a Deus, todos os dias, por tudo que tenho e por ter me possibilitado esta viagem linda e maravilhosa. Vale a pena conhecer!

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