Hoje: Terra Santa e Itália I  

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Terra Santa é um termo que, no judaísmo, se refere à Terra de Israel. Judeus, bem como os não judeus têm, tradicionalmente, se referido a esta área como “Palestina”, como no mapa de 1759, que a chama de “A Terra Santa, ou da Palestina”.

O termo também é usado por muçulmanos e cristãos, para se referir à área entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, ou seja, inclui a moderna Palestina, assim como Israel. Para os cristãos, são os locais onde Jesus Cristo nasceu e viveu (como Belém, Nazaré e Jerusalém). São locais onde Jesus Cristo e Maomé interagiram e seus seguidores consideram um local sagrado.

Parte do significado da terra deriva do significado religioso de Jerusalém, a cidade mais sagrada para o judaísmo, a região histórica do ministério de Jesus, e o Isra e Mi’raj evento no Islã. Muitos locais da Terra Santa têm sido de peregrinação para adeptos das religiões abraâmicas, incluindo judeus, cristãos, muçulmanos e bahá’ís. Peregrinos visitam a Terra Santa para tocar e ver manifestações físicas de sua fé, confirmar suas crenças e conectar-se pessoalmente à Terra Santa.

E quem voltou de uma viagem de peregrinação à Terra Santa e Itália, foi o grupo formado por 30 católicos de Socorro que, durante 18 dias – de 13 a 30 de outubro -, visitou os locais santos de Israel: Tel Aviv, Cesaréia, Marítima, Monte Carmelo, Nazaré, Caná de Galiléia, Tiberíades, Mar da Galiléia, Monte das Bem-Aventuranças, Rio Jordão, Monte Tabor, Mar Morto, Quran, Jerusalém, Belém, Monte Sião, Einkaren, Emaús, Via Sacra, Santo Sepulcro e Monte das Oliveiras; e da Itália: Veneza, Pádua, Florença, Pisa, Assis e Cassia; e o Vaticano.

A viagem foi programada pelo padre Vicente Rosa Júnior, por solicitações de inúmeras pessoas que desejavam conhecer a Terra Santa, e ele procurou uma agência especializada em Turismo Religioso, que proporcionou guia acompanhante e guias locais, que muito contribuíram com a língua e conhecimento histórico e religioso dos lugares por onde passaram, enriquecendo a viagem.

“Foi uma viagem muito tranquila, abençoada por Deus, sem nenhum problema, e todos conseguiram ir a todos os lugares”, conta o padre Vicente, que já tinha visitado a Terra Santa. “Por mais que a gente vá, mil vezes, você sempre vê coisas diferentes. Um dos momentos marcantes, para mim, foi a travessia de barco, pelos locais por onde Jesus passou tantas vezes, onde também celebrei uma missa. Nós tínhamos acesso, com missas reservadas, em todos os lugares santos”, destaca o padre.

E também conheceram um ponto que não estava na programação, a Igreja das Três Fontes, em Roma, onde São Paulo foi decapitado. Conta-se que sua cabeça rolou três vezes, e nos locais onde ela bateu, nasceram as fontes. A coluna onde São Paulo foi executado é conservada até hoje, com inúmeras marcas dos golpes das espadas, pois ali era o local das execuções, naquela época.

Outro momento importante foi a novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que foi feita na Igreja de Santo Afonso, também em Roma, onde se encontra o ícone original de nossa Padroeira. E o padre Vicente conclui: “Foram muitos esses momentos, e acredito que para cada um dos peregrinos, esses momentos foram significativos, e cada um deles guardou uma lembrança mais viva, de algum ou de alguns dos lugares que visitamos. Foi uma benção!”, enfatiza.

O grupo não teve nenhum acidente, não presenciou nenhum atentado, e o exército nas ruas de Jerusalém e até mesmo nos hotéis, garantiam a segurança, incluindo os lugares sagrados. Já na Itália, tudo continuou de modo lindo, com a oportunidade de verem bem de perto o papa Francisco, por ocasião da audiência, quando se fortaleceram com seu sorriso e a sua benção.

Leiam, nesta coluna, nas próximas semanas, quais os lugares sagrados visitados, e o que os peregrinos aprenderam e viveram nesses dias de viagem à Terra Santa.

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