Hoje: Terra Santa IV

Leitura obrigatória

 

Os peregrinos que viajaram para a Terra Santa chegaram ao Monte Tabor, Mar Morto, Qumram e Jerusalém, em Israel, e quem nos fala sobre esse dia é Celia R. Golo Fortunato, que diz: “Conhecer Israel, a terra da Bíblia, foi a mais notável e proveitosa viagem que fiz. Viajar por suas terras constituiu, para mim, a realização de um sonho que, dificilmente, desaparecerá de minha memória”. Assim ela descreve suas emoções!

Fale, Celia!

É difícil descrever o que senti, durante essa viagem! Tudo é visto, observado, fotografado, para depois repartir com todos os amigos, as emoções experimentadas e as lições aprendidas. Sem dúvida, Israel é uma terra muito rica, das mais caras tradições cristãs, onde se desenrolaram os mais dramáticos conhecimentos da história da humanidade.

Nesse 5º dia de viagem da nossa peregrinação, fomos visitar o Monte Tabor. Estava uma linda manhã de sol, de um céu extremamente azul e muito calor. Assim que chegamos, pudemos admirar as belezas do lugar, com suas planícies verdejantes e seus belos jardins. O Monte Tabor é citado no Antigo Testamento e, desde o séc. IV, é conhecido como o local da Transfiguração de Jesus. Em seu topo estão localizados a Basílica da Transfiguração, o adjacente mosteiro e o albergue franciscano.

A estrutura atual é de 1924, construída pelo arquiteto Antonio Barluzzi, que seguiu a planta antiga da igreja bizantina. No centro, acima do altar-mor, um grande e belo mosaico dourado retrata a cena da Transfiguração. Ao lado da porta principal da igreja há duas capelas dedicadas a Moisés e a Elias, que aparecem ao seu lado, no céu, naquele importante momento. Do Mosteiro franciscano é possível ver o Vale de Jezeerel, o antigo cenário da batalha com os canaanitas, na qual Débora, Jael e Baraque chamaram os homens de Israel a lutar em nome de Deus. Desse local, a oeste, pode-se ver Nazaré, terra natal da família de Maria, Nossa Senhora, Mãe de Jesus.

Dali seguimos viagem, passando por Qumram, um lugar muito interessante, pedregoso e cheio de ruínas, onde, em 1947, foram descobertos em uma caverna, por Mahamed Edib, um pastor beduíno, valiosos pergaminhos, escritos por essênios que, por detestarem a vida corrupta das cidades, se isolaram no deserto da Judéia, onde formavam uma grande seita religiosa. Esses pergaminhos foram levados ao Museu do Livro e hoje estão no Santuário do Livro, em Jerusalém, onde também se encontra o pergaminho de Elias, o mais famoso, que mede 8 m de comprimento e 35 cm de largura, além de todos os documentos das pesquisas e análises do Mar Morto.

De Qumram, seguimos pelo Vale do Jordão até chegarmos ao famoso Mar Morto. À beira da estrada, num determinado ponto, uma placa indicatória diz “Sea Level” (Nível do Mar). Desse ponto, para chegarmos às margens do Mar Morto, temos que descer uns 400m, em relação ao nível do Mar Mediterrâneo: é o único lugar do planeta, onde alguém pode viver a 400m abaixo do nível do mar. A característica marcante que suas águas apresentam é que, por sua densidade excessiva, ninguém afunda e o mais nulo nadador boia, sem o menor esforço. Outra característica são as suas águas, muito salgadas, que possuem 25% de cloreto de sódio, enquanto em outros mares, as águas possuem apenas 5% de sal. Mais longe da praia, suas águas se tornam azul-escuro e, naquele ponto, elas são mais densas, paradas e proibidas ao banho.

E foi em clima alegre que entramos, enfim, nesse mar tão famoso pelas suas águas. E como são salgadas! Levei alguns sustos e escorregões, incluindo água salgada na boca. Mas, valeu! Foi um momento único, descontraído, inesquecível! E de muito calor!!!

Dali, seguimos viagem em direção a Jerusalém, a capital de Israel, e também a capital de três religiões monoteístas: a cristã, a muçulmana e a judaica. E, para metade da humanidade, a Cidade Santa, citada com fervor pela Bíblia. Sua história é bela e dramática. Foi conquistada no ano 1.000 a.C. por Davi, e palco de muitas lutas.

foto3 xxMas, fato mais importante de todos é, sem dúvida, marcado pela presença incontestável de Jesus, que revolucionou o mundo, dividindo-o em “a./d.Dele”. Ali Jesus viveu sua paixão, morte e ressurreição. É a cidade onde se reza, se crê, se espera. É chamada também a “Cidade da Esperança”, da Paz e da Eternidade. Jerusalém respira religiosidade! Uma grande muralha separa a cidade Velha da Nova. Um verdadeiro cenário a céu aberto, de mais de 3.000 anos. Jerusalém foi uma revelação para mim. Com suas belas construções, revestidas com pedra calcária, dando um lindo visual à cidade, e compondo o quadro com belas praças, jardins e avenidas. Sem contar que é uma cidade bem segura.

Porém, de tudo o que vi e ouvi, o mais importante foi ter a certeza da presença de Jesus em todos os lugares aonde fomos, em saber que ali Ele andou, falou e abençoou todos que d’Ele se aproximavam, com gestos e palavras sábias. Tudo isso faz com que reflitamos em relação às nossas crenças e em nossa religiosidade. Sou feliz por ter tido o privilégio de conhecê-la. E quem puder, não deixe de fazer essa viagem, que vai marcar sua vida para sempre. Shalon! Assalan Aleikom! Deus abençoe a todos!

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