Hoje: Turim / Itália

Leitura obrigatória

Quem nos fala de Turim é Marilene Rodrigues de Morais, que lá esteve a passeio, em 2013, e voltou encantada com tudo que viu.

Confira!
Turim foi capital da Itália entre 1861 a 1864 e, atualmente, é a capital e a maior cidade da região Piemonte, quarta maior do País, à noroeste da Itália. Fundada há 28 a.C., tem como patrono São João Batista e é muita conhecida por guardar o Santo Sudário de Jesus e por ser sede da fábrica e montadora de automóvel FIAT. Também é um centro da indústria Aeroespacial, Telecom Itália e da rede de Televisão RAI e, também, um importante polo universitário, artístico e cultural do País.
Os anos 70 são os mais duros da história recente: ao terrorismo e à crise econômica somam-se as primeiras demissões na FIAT e as consequentes greves, que duraram cerca de 10 anos. Nos anos 90 começa um processo de mudança: Turim se despe da etiqueta de “cidade operária”, colocando atenção especial ao aprimoramento dos seus inumeráveis bens artísticos, apresentando-se em todo o seu esplendor na XX Olimpíadas de Inverno do ano de 2006.
Turim investiu na cultura e na inovação, e preparou-se para receber grandes eventos, feiras, manifestações com uma oferta de serviços e infraestrutura que, juntos com o patrimônio artístico-cultural-gastronômico, a tornam única. É uma cidade de arte moderna e apaixonante.
Muitos são os pontos turísticos a serem visitados: difícil é resumir tantas informações sobre essa bela cidade. Rica de esplêndidos depoimentos históricos, museus, obras contemporâneas, eventos culturais, com os seus arcos característicos, os grandes parques e os lugares mágicos, é uma cidade a ser descoberta em todos os múltiplos aspectos nos quais se apresenta.
Aqui ficam algumas dicas: hospedar-se na cidade por alguns dias; passear pelo centro, admirando as grandes construções, praças, museus, igrejas, conhecer a gastronomia e vinhos, doces e chocolates, inúmeros bares e cafés, muito deles históricos. Uma das atrações é passear, parando de vez em quando para entrar nessas pérolas antigas, conservadas como eram nos séculos passados.
Está dividida em áreas de A a F e temos, também, seus arredores, cada um com suas peculiaridades: Área A – Via Roma, criada na segunda metade dos anos 600, elegante, com butiques, é considerada a rua do shopping em absoluto, onde encontramos a Galeria São Federico, Praça São Carlos e Praça CLN com as duas grandes fontes em mármore; a Galeria Subalpina, de 1874; o Museu Egípcio, de 1824, com os seus 30.000 achados (alguns dos quais únicos), o segundo museu egípcio do mundo, atrás apenas do Museu do Cairo; Área B – Praça Castelo, projetada em 1584, representa o coração monumental da cidade, onde encontramos a Igreja de São Lourenço, com sua esplêndida cúpula, uma obra prima do barroco europeu; o Palácio Real, de 1646; o Palácio Madama; a Igreja de São Lourenço, de 1666, uma das mais belas igrejas de Turim, obra prima do barroco; Área C – a Catedral e o Santo Sudário, é o único exemplo de arquitetura sacra renascentista em Turim, dedicada ao patrono da cidade, São João Batista. Ao corpo original é acrescida a Capela do Santo Sudário, de 1668 a 1694, para abrigar o sacro lençol; Área D – Via Garibaldi, lugar antiguíssimo, frequentado por mais de 2000 anos; Área E – Mole Antonelliana, de 1863, era destinada a templo da Comunidade Israeliana torinesa, hoje sede do Museu Nacional do Cinema, a melhor vista da cidade; Área F – Via Pó – projetada em 1673, liga a Praça Castelo com a Praça Vittorio Veneto, é uma das principais ruas comerciais do centro, onde ainda encontram-se na praça, igrejas, palácios, museu etc.; Praça Vittório Veneto – é uma das maiores praças da Europa, de 1825; Monte dos Capuchinhos, de 1874, a 15 minutos da Igreja Grande Mãe de Deus. Espetacular é a vista sobre a cidade e suas cadeias alpinas; o Lingotto. Na Turim Contemporânea: o Estádio e o Palasport Olímpico; o Estádio da Juventus. Na Turim Esotérica: o Milagre de Turim; o Santo Graal (acredita-se que ali está sepultado – Igreja Grande Mãe de Deus), a Cidade Santa.
Gastronomia e vinhos: o difícil é escolher se deseja degustar queijos, comer massa ou pizzas, carnes, mariscos, comida vegetariana, salada, gelados artesanais e, claro, trufas brancas, se estiver lá entre outubro e dezembro. Uma cozinha gostosa e saborosa, e experimentei muitos pratos: anchovas ao verde; vitela com molho de atum; agnolotti – massas frescas recheadas com carne; gnocch de várias farinhas, inclusive batata inglesa; risoto tipo piemontês; bagna cauda. Inúmeros queijos: robiola, tomas, tomini paglierini, Castelmagno, grissini,. Também tem os doces: zabaglione, bignole, bonet, marron glacê, torrone, friceu e o chocolate – chocolate na xícara que, junto com o bicerin, bebida torinesa (uma mistura de chocolate, café e nata) deve ser experimentado nos cafés históricos. Excelentes vinhos e aperitivos, entre outros: o Vermute, o Barolo, o Barbaresco e o Nebbiolo, o Dolcetto e o Barbera, o Freisa, o Roero, o rosé Grignolino; branco: o Arneis, o Gavi e a Favorita. Entre os vinhos doces: o Asti Espumante e o Moscato do Monferrato, enfim, o tinto-rosado Brachetto, com delicado perfume de rosa.
Só devemos tomar cuidado para não engordar. A tentação é grande e dá vontade de experimentar tudo. Mas… O importante é ser feliz e aproveitar a viagem, em todos os seus aspectos. Vale a pena conhecer Turim! Eu recomendo!

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