Hoje: Veneza

Leitura obrigatória

Veneza é uma cidade da região do Vêneto, província de Veneza no nordeste da Itália. Tem aproximadamente 271.000 habitantes e é classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ela possui o título de “cidade mais romântica do mundo” e nos surpreende por sua viva atividade diária; possui um intenso tráfico por sua veia principal, o Grande Canal, por onde transitam lanchas como ambulâncias, a polícia, o transporte comercial, os táxis.

Para falar desse lugar surpreendente, convidamos Marilene Rodrigues de Morais, que se lembra muito bem dos passeios e impressões da linda Veneza.

 Fale, Marilene!

Veneza é, sem dúvida, um local inesquecível, na qual há inúmeras sugestões para passeios, começando pelo coração da cidade, a Praça de São Marcos, onde se encontram os principais monumentos e cafés-concertos mais elegantes da cidade. Já Napoleão a converteu em uma praça-salão, formada por três edifícios dos procuradores, o Museu Correr e a Biblioteca Sansoviana do século XVI, hoje em dia Museu Arqueológico da Cidade e Biblioteca, com mais de meio milhão de volumes. Pela Praça de São Marcos e outras ruas deslumbrantes, há muitas lojas e butiques com tecidos como sedas e objetos de cristal, artesanatos e especialmente sorvetes, pratos típicos etc.

A Torre do Relógio do ano de 1496 segue dominada por dois mouros mecânicos, que golpeiam impetuosamente a campana, de hora em hora, para alertar as pessoas de toda nacionalidade, ali reunidas, diariamente. Construída em estilo Renascentista, de esmalte azul e dourado, mostrando as fases da lua e do zodíaco.

A Torre do Campanário, reconstruída após destruição em 1902, com nova inauguração em 25 de abril de 1912, dia de São Marcos, com 98,6 metros de altura, encontra-se na esquina da Praça São Marcos, construída como farol para guiar navegantes, hoje a melhor vista da laguna. Na Idade Média, também serviu como presídio. Sobre o campanário há um cubo em que caras em formas alternativas representam leões, e a representação feminina de Venecia La Torre está coroada por uma aguda pirâmide e no seu extremo se encontra um objeto de metal dourado, com a figura do anjo Gabriel.

Do Campanário de São Marcos se pode desfrutar a bela vista da cidade, a laguna e o pico dos Alpes.

A Basílica de São Marcos é uma mescla de estilos bizantino e romântico e os famosos cavalos trazidos de Constantinopla custodiam os restos mortais do patrono da cidade, junto a mais de 4.000 m² de mosaicos com fundo de ouro; sua construção teve início em 828, para guardar o corpo de São Marcos, trazido de Alexandria. Tem planta de cruz grega, cinco cúpulas e decoração em mármore e mosaicos. A fachada apresenta nichos profundos da influência ocidental, decorados com colunas e com mosaicos de ouro do século XII. Os quatro cavalos de São Marcos representam a força estatal. Um interior repleto de obras de arte, trabalhos de artistas italianos, colunas belíssimas, um espetáculo do berço da civilização.

 Palácio Ducal, um dos símbolos da glória e do poder de Veneza, residência oficial dos governadores e magistrados da cidade, foi reconstruído após um incêndio em 1577, em estilo gótico florido, totalmente recoberto com mármores rosados. Foi também residência dos duques, sede do governo e da corte de Justiça e prisão da República de Veneza, até o século XVI, quando foram construídas novas prisões do outro lado do canal, conectando-se por meio da mais famosa ponte da cidade: Ponte dos Suspiros, assim qualificada pelos gemidos dos presos ao passar por ali, antes de sua execução entre as colunas que dão entrada a praça.

Ponte Rialto: Esta zona é caracterizada pela sua atividade. A qualquer hora do dia, a ponte está cheia de gente circulando entre as suas lojinhas de recordações e observando o ir e vir do Grande Canal. Essa ponte foi construída entre 1588 a 1591 e é o único lugar por onde cruzamos o Grande Canal a pé; ela tem 48 m e altura de 7,5 m de largura.

Mercados de Rialto: Os venezianos vão à Erbería comprar produtos frescos, inclusive peixes, há séculos. Entre os produtos locais se encontram o radicchio (a chicória) vermelho de Treviso e os suculentos aspargos e pequenas alcachofras das ilhas de São Erasmo e Vignole. No mercado de pescado pode encontrar linguados, sardinhas, raias, calamares, crustáceos, moluscos etc.

 Santa Maria da Salute: Igreja barroca de proporção monumental, alicerçada sobre mais de um milhão de colunas de madeira. Foi construída em memória do fim da peste de 1630. Situada na entrada do Grande Canal, é uma das mais impressionantes obras arquitetônicas de Veneza. A igreja foi construída como ação de graças após a batalha que livrou a cidade contra a peste, daí o nome Salute que significa salvação e saúde. Na sacristia está a obra Bodas de Cana (1551), de Tintoretto.

 Posto e Aduana Marítimo: Construído no século XV, para inspecionar o carregamento de barcos que entravam em Veneza. No alto há dois Atlas de bronze, segurando um globo dourado e sobre ele, um objeto de metal que representa a Justiça e a Fortuna.

Ainda Ilha de Murano, Ilha de Burano, a Igreja de São Giorgio Maggiore (hoje é um centro relevante da cultura veneziana, onde ocorrem acontecimentos internacionais e exposições) e o inesquecível Grande Canal, o centro nervoso da cidade, que é sua avenida principal, com mais de 3 km de percurso e aproximadamente 5 metros de profundidade, ladeado de palácios que reúnem estilos do bizantino ao barroco e neoclassicismo. É uma beleza à parte, da cidade. Tudo gira em torno do Grande Canal, que divide a cidade em duas partes. Dizem que é mais elegante do lado da Praça de São Marcos e mais popular do lado contrário. Existem apenas quatro pontes que cruzam esse canal: Rialto, Academia e Descalços, junto à estação de ferrocarril, a estação de Santa Lucia e a recém inaugurada e moderníssima ponte do arquiteto espanhol, Santiago Calatrava. Do canal podem ser contempladas as majestosas fachadas dos palácios como: Ca’D’Oro, Ca’Rezzonico, Gritti, Ca’Pesaro, Ca’Foscari… Existem, ainda, outros lugares de grande importância histórica para serem visitados.

Finalmente, queremos relatar a oportunidade única que tivemos eu e meus amigos, em Veneza, no dia 14 de julho de 2012. Os venezianos costumam comemorar nesse dia a tradicional Festa do Redentor. Conta-se que os moradores pediram ao Cristo Redentor que ajudasse no combate da peste e, finalmente, construíram uma belíssima igreja, em agradecimento, que fica na ilha de Giudecca. Nesse dia, o Grande Canal é tomado por uma procissão de gôndolas e outras embarcações. As comemorações se encerram com um grande e demorado show de fogos de artifício e observá-los sobre a lagoa é um espetáculo à parte. Se puder, marque sua viagem para essa época!

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