Inauguração do prédio da Nossa Caixa é notícia na edição de março de 1979

Leitura obrigatória

Na edição nº 2774, de 17 de março de 1979, O Município destaca, em matéria de capa, a inauguração do novo prédio construído pela Caixa Econômica Estadual.

Festiva Inauguração
Desde 2ª feira, dia 12, Socorro passou a contar com mais um belo edificio publico, que veio enriquecer o patrimonio da cidade. Situa-se na esquina das ruas Campos Salles e General Glicerio, visinho ao Paço Municipal e Edificio dos 40. Foi construído pela Caixa Econômica Estadual e destina-se ao funcionamento da agencia local, agora instalada em construção de linhas arrojadas e dotado do mais completo conforto.

O ato inaugural se deu naquele dia, às 19 horas, com a presença do diretor presidente, dr. Nilo Medina Coelli, dr. João Toledo Lara, Diretor do Patrimonio, dr. Moacir Rosan, Chefe de Gabinete, deputado Geraldo Menezes, Assessor da Presidencia, gerentes das Caixas de Monte Alegre do Sul, Lindoia, Serra Negra, Amparo, Jaguariuna, Souzas, Casa Branca, Jundiai e Itatiba, outras autoridades e convidados, além de numerosa representação popular.

A bênção foi dada pelo vigario da paroquia, padre José Pires Cardoso e na ocasião diversos oradores fizeram uso da palavra, entre eles o gerente local, sr. José Carlos de Souza Pinto, deputado Geraldo Menezes e por fim o presidente da autarquia, no encerramento do cerimonial.

Aos presentes foram oferecidos chops, refrescos e salgados, com encerramento no Grande Hotel Morais, incumbido de um jantar para as autoridades.

“O Município” agradece a gentileza do convite recebido, com as assinaturas de seu gerente, sr. José Carlos de Souza Pinto e d. Tereza Marcantonio Lizarelli, sub-gerente.

Na edição de 31 de março de 1979, chamou-me a atenção, um artigo assinado pelo professor Antonio Carlos de Oliveira, que mostra o comportamento de alunos daquela época.

Lista de Alunos
Nós, os professores, estávamos ali reunidos em grupos, lendo, estudando e procurando coisas naquele cipoal de papelada burocrática.
Foi no chamado Periodo de Planejamento que mais parecia ser planeja enchimento.

Esse período foi tirado das férias do professor, enquanto o aluno continua por ali no “dolce farniente”. Uma das poucas coisas boas que o professor tinha, eram as férias e como elas estão diminuindo, não se sabe o que vai sobrar para o mestre.

Mas deixemos isso pra lá e voltemos ao assunto inicial.

A certa altura dos trabalhos em pauta e outros “despautados”, tivemos que estudar as listas dos nomes dos alunos.

Assim sendo, os professores iam dando as respectivas informações a respeito deles, conhecimento este que tinham devido ao contato das séries anteriores. Um aluno com tal tipo de problema, o outro que veio da FUNA BEM, outro ainda que surrou a professor no ano passado e veio expulso, um terceiro com mania de irradiar jogo de futebol dentro da sala de aula.

Durante a reunião, foi caminhado o desfilar das diabruras pedagógicas aprontadas pelos alunos capetas.

Houve um até que nos veio com a didática informação de que ele tem a mania de cortar o pulso dos colegas com gilete. Talvez ele ache a madeira do lápis muito dura e então corte a carne que é muito mais mole.
Segundo a moderna pedagogia, o professor tem que entender o comportamento do aluno.

Nesse caso por conseguinte, deduz-se que carne é mais mole que madeira e entendemos melhor o pupilo. Para constatar tal realidade, aconselha-se que o aluno corte o próprio pulso e sinta ele mesmo a diferença. Executada a experiência, daí pra frente, não haverá mais necessidade de pô-la em pratica. Nem para ele e nem para os outros colegas.

Depois de analisado caso por caso, aconteceu o interessante. Para que todos os professores gravassem bem o nome dos alunos problemas, um professor leu a lista e terminou a leitura, saindo-se com esta:
– Aqui estão, portanto, os nomes dos personagens para o futuro filme do ano letivo de 79 que vai se chamar: Barra Pesada.

Que nome seria dado, hoje, ao filme do ano letivo?

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