Movimento contra a construção de edifícios altos no Centro de Socorro, já existia em 1995

Leitura obrigatória

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O Município publica, na edição nº 3.868, de 30 de junho de 1995, uma matéria contrária à construção de edifícios altos que, entre outras mazelas, encobrem o sol nas residências térreas ao seu redor, sem falar no impacto ambiental.

Na mesma edição, informa a fundação do GEA – Grupo Ecológico Água, no dia 1º de janeiro de 1995, com o 1º evento marcado para o dia 9 de julho, uma Eco Festa no Monjolinho, com apresentação de vários artistas da cidade e prêmios de mudas de espécies nativas.

Edifícios surgem entre as casas térreas e levam para sempre o sol

Lá está ele no céu, vibrando, aquecendo, iluminando e energizando toda a cidade. A princípio parece ser um direito de todos… mas… como sempre… as coisas não são bem assim… O sol parece estar à venda e alguns empresários já fecharam negócio com Deus. O que era para ser um direito universal se tornou um direito empresarial.

Por quê? Vemos em nossa cidade projetos de edifícios nascerem e se concretizarem sem qualquer estudo de impacto ambiental e urbanístico. Na prática, os direitos individuais são insignificantes perante os direitos corporativos e especulativos dos construtores. As casas ao redor dos edifícios ficam privadas do sol e seus moradores não têm como reclamar.

Como podemos ver, o sol não nasceu para todos. Os indivíduos ficam impotentes diante do poder da lógica do investimento. Construir, modernizar, faturar, são valores absolutos, não se discute.

A qualidade de vida e o direito ao sol são valores secundários, sentir o sol entrando e aquecendo nossas casas tornou-se mera futilidade.

Para refletir:
“O que é a modernidade neste fim de milênio? Devemos rever alguns valores?
Movimento Século XXI
28/06/1995

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