Na biblioteca, Maria do Socorro busca projetos que incentivem a leitura

Leitura obrigatória

 

Biblioteca 2 xxNesta semana, O Município entrevista Maria do Socorro Henrique Barbosa. Formada em Biblioteconomia e Documentação, há 4 anos ela atua na Biblioteca Municipal Profª Esther de Camargo Toledo Teixeira, onde realiza projetos de incentivo à leitura. Confira:

OM – Porque escolheu ser bibliotecária?
Fui assistir a uma palestra da então diretora da faculdade e me interessei, principalmente por poder trabalhar em diversas áreas. As pessoas pensam que esta profissão é só para trabalhar em biblioteca pública, somente com livros, mas não, trabalhei muitos anos em escritórios de advocacia, indústria química, empresa de engenharia, na organização dos seus centros de documentação e pesquisas, para uso de seus profissionais; depois, mudei para Socorro, trabalhei em biblioteca escolar/universitária e, há 4 anos, estou trabalhando na Biblioteca Municipal.

OM -Qual a função do bibliotecário?
As principais funções são: catalogar, classificar, organizar e desenvolver sistemas que facilitem a localização não só de livros, mas de outros documentos, disseminar a informação e incentivar a leitura.

OM -Acha que é uma profissão que tende a ser extinta, em função da tecnologia?
Não acredito que ela será extinta, mas o que mudará é a forma de como o profissional vai trabalhar. Ele terá que se adaptar aos novos formatos, como já está mudando; muitas empresas já digitalizam seu documentos, já temos no mercado livros digitais, mas ainda é necessário que se tenha um profissional para organizar essas informações, auxiliar em pesquisas e desenvolver meios para incentivar a leitura.

OM -Hoje, como é seu trabalho em Socorro?
Trabalho há 4 anos na Biblioteca Municipal Profa. Esther de Camargo Toledo Teixeira. A biblioteca faz parte da Secretaria Municipal da Cultura, e o trabalho consiste na organização, classificação, empréstimos de livros, auxílio em pesquisas, quando possível, ajuda nos saraus realizados pelo COMUC – Conselho Municipal de Cultura, elaboração de editais voltados a ações de incentivo à leitura e melhorias para a biblioteca e, também, ajudo àqueles que se interessam em participar de outros editais, principalmente do Proac da Secretaria da Cultura do Estado, quando ajudo na elaboração do projeto.
Já ganhamos um edital da Fundação Biblioteca Nacional em 2011, compramos 850 livros infantis para a biblioteca; neste ano, estamos participando do Programa Viagem Literária.

OM -Você recebe muitas crianças em busca de livros na biblioteca?
Sim. As crianças frequentam bastante e emprestam muitos livros e gibis, também; uma das prioridades é que a biblioteca tenha um espaço infantil adequado para as crianças. Já solicitei uma verba para compra de estantes, mesinhas, cadeiras e, claro, livros. É uma forma da criança se sentir bem e querer frequentar cada vez mais a biblioteca.

OM – Você acredita que é de pequeno que se adquire o gosto pela leitura?
Com certeza, principalmente pelo incentivo dos pais. É importante incentivar a leitura desde cedo, ler para elas, levar as crianças em bibliotecas, livrarias, dar livros de presente e, também, tem o trabalho dos professores, o qual é muito importante. Recebo muitas escolas que trazem seus alunos para conhecer a biblioteca e seus professores fazem atividades de leitura; nós separamos alguns livros e elas adoram, principalmente quando tem Contação de Histórias.

OM – Qual o acervo da biblioteca? Destes, quantos são direcionados às crianças?
O acervo catalogado, hoje, é de 11.850 livros, sendo 2.000 livros infantis e 850 gibis.

OM -Algo mais?
Agradeço ao Jornal O Município pela oportunidade desta entrevista e a colaboração que tem dado na divulgação dos nossos eventos; e aproveito para avisar que a biblioteca fica no Palácio das Águias, está aberta de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 19h00, e nosso telefone é 3895-4252. Convido todos os leitores para, no dia 15 de outubro, às 10 horas, participarem do último módulo do Programa Viagem Literária, um bate-papo com o escritor Guilherme Fiuza, autor de vários livros, dentre os quais destacamos “Meu nome não é Johnny”.

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