Nada mudou: a política e corrupção continuam como dantes!  

Leitura obrigatória

Na edição nº 3.697, de 11 de janeiro de 1992, o artigo assinado por Waldir Simoni (Marwal)., aponta a corrupção nos mais diferentes órgãos públicos, e o pior é ver que tudo continua igual ou pior, passados 23 anos.

Pobre Brasil!

Invente, tente, mude o Presidente

Só em 91, até o final do ano foram perdidas quase 300 mil toneladas de grãos, quantidade suficiente para alimentar 50 milhões de pessoas com 5 quilos cada uma de milho e arroz; mas infelizmente tudo perdido por apodrecimento ou fraude na distribuição. Num país que metade da população vive abaixo do nível da miséria, a gente tem que ver este acontecimento, é constrangedor.

Os escândalos deitam o rolam, como se não bastasse a situação de descalabro, inoperância, fraudes e corrupção na Previdência Social INSS, onde os aposentados têm que amanhecer nas portas das autoridades para pedir um minguado aumento; é uma vergonha o que vem acontecendo também neste setor.

O ministro da Saúde Alceni Guerra, andou saindo direto em jornais, motivo: compra ilegal de bicicletas, filtros de barros (sem guerra) e guarda-chuvas com preços acima de que as lojas vendiam. Tudo “superfaturado”, quase 5 bilhões de cruzeiros; além de irresponsável, o ministro foi mal educado quando, abordado por um repórter, respondeu: “superfaturado é a tua…”

Deputados com salários de 5,2 milhões de cruzeiros, com raras exceções, assistem a sessões de terças e quintas-feiras, depois evaporam, principalmente nesta época onde uma praia é lugar bem melhor do que trabalhar para o povo.

Dados da revista “Veja” (edição 1212 de dezembro) somente entre janeiro e setembro do ano passado, o Tribunal de Contas encontrou 472 irregularidades nos diversos órgãos do governo. Numa lista de dezessete, o Ministério da Educação é o campeão, com 1365 casos, em segundo o Ministério da Agricultura, com 69 casos. O Ministério do Trabalho, comandado por Rogério Magri não fica atrás, tem 66 irregularidades.

Olha gente, 1991 foi um ano muito difícil: inflação, recessão, desemprego, baixo salários, a miséria se alastrando pelas ruas dos grandes centros. Portanto, vamos pedir a Deus que ilumine nosso Presidente para que em 1992 não precisemos Inventar, nem Tentar, e nem mudar de “Presidente”.

Waldir Simoni (Marwal)

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