O Carnaval de Rua saiu com alegria e descontração, só com a ajuda do comércio local

Leitura obrigatória

Na edição número 3.754 de 5 de março de 1993, O Município enaltece, em matéria de capa, a coragem dos blocos de carnaval, pelo desfile de rua feito sem a ajuda oficial da Prefeitura, sem o qual nosso Carnaval passaria em brancas nuvens.

Valeu, mocidade socorrense!

Apesar do mau tempo reinante, teimoso e indesejável durante todo o tríduo de Momo, ele valeu!

Aplausos aos seus promotores “FALANGE” e “P.E.”, pela coragem de pôr nas ruas sete carros alegóricos, muita alegria e garra, mesmo sem a ajuda oficial. Com a colaboração, tão somente, do comércio local, assim mesmo de forma cautelosa, como convém a um carnaval de crise.

Há quem diga até que neste ano, o carnaval de rua, em Socorro, nada ficou a dever ao dos anos anteriores, quando a ajuda oficial andou à solta por aí. As indumentárias dos alegres carnavalescos estiveram soberbas e a alegria reinou para valer.

Tudo uma questão de bom gosto e verdadeiro amor pela “Folia” e esses não esmorecem entre os foliões socorrenses.

Também o grupo “Sambistas Sem Tradição”, que completou 20 anos de fundação, deu o seu recado e colocou na rua uma alegre batucada que arrancou aplausos da população, aos quais nos incorporamos pelo mérito.

Os bailes populares no Ginásio de Esportes, promovidos pela Prefeitura, estiveram bastante animados, rivalizando-se com as demais sociedades locais.

Assim, passou mais uma vez o Carnaval de rua de Socorro.

Mais pobre, é verdade, mas trazendo vivo e atuante o bom gosto e a alegria de seus promotores “Falange”, “P.E.” e “Sambistas Sem Tradição”, sem cuja coragem as festas de rua dedicadas a Momo, e tão a gosto do povão, teriam passado em brancas nuvens, coisa inusitada na cidade.

Note dez aos corajosos!

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