O Carnaval surpreendeu socorrenses e turistas, em 1965

Leitura obrigatória

Recordar é viver! E foi o que senti ao ler a matéria sobre o Carnaval 1965, na edição nº 2.230, de 13 de março de 1965 e que será transcrita em duas partes, nesta e na próxima semana.

Um Carnaval como nunca!

Não constitui a menor surpresa o desenrolar do carnaval socorrense em 1965, justamente porque todos, aqui moradores ou vindos de outras cidades, esperavam um brilho e um sucesso jamais vistos. De fato, tudo que era previsto, do bom e do melhor, correspondeu e talvez até tenha ultrapassado a expectativa. Para isso concorreu em grande parte o proprio tempo, pois de chuvoso e borrascoso durante a semana, se transformou como se por encanto nos dias de carnaval, a aderir ás folias em homenagem ao Rei Momo.

Comandou a festança o Clube XV de Agosto através do belo corso que planejou para as 3 noites, assim como dos 4 bailes para adultos e 3 matinées para o mundo infantil. Tudo entre consumo extraordinário de confete, serpentina e bebidas, que fizeram esquecer a proibição do uso de lança-perfume.

CORSO

Nada menos de 9 carros alegoricos tomaram parte no corso, 6 pelo Clube XV, um da Casa Fruchi, outro de Moveis Redentor e mais outro para transportar a Rainha do Clube Operario, srta. Maria de Fatima Tanigutti.

O 1º lugar coube ao Navio Pirata, cuja apresentação ganhou elogio geral tanto pelo capricho e esmero com que foi montado pela Casa Fruchi, como também pela apresentação de uma tripulação a carater, toda infantil mas imbuida de seu papel.

Seguiu-se na classificação o Carroussel, outro carro artistico onde houve muita beleza, luz e colorido, a ganhar muitas palmas, o mesmo se dando com os outros carros, cada um a extasiar os olhos do grande publico que afluiu ás ruas Campos Sales e 13 de Maio em seu trajeto principal: Concha, Rio Quatrocentão, Boneco Paraíba, Lira, Pão de Açucar, Casa de Sapé e Clube Operario.

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